#AgendaSUS – 29 jan | Dia Nacional da Visibilidade das Travestis

Comemora-se hoje o Dia Nacional de Visibilidade das Travestis. Essa data é uma referência ao lançamento da primeira campanha de cidadania desenvolvida especificamente para a comunidade. A campanha “Travesti e Respeito” foi lançada pelo então Programa Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde, em 2004, com o objetivo de sensibilizar profissionais de saúde e motivar travestis e transexuais para a cidadania e autoestima.

Este ano, pela primeira vez, uma travesti será protagonista de uma campanha de Carnaval do Ministério da Saúde. Em um dos cartazes que serão veiculados pelo País, um rapaz e uma travesti aparecem juntos como um casal, pulando Carnaval. A ideia é mostrar que esse tipo de situação é normal e que o único problema em qualquer relação de Carnaval é se esquecer do uso da camisinha. O objetivo é conscientizar todos os brasileiros, independente da opção sexual, da importância do uso do preservativo.

A mineira Adriana K, conhecida como Dri, é a travesti que aparecerá na campanha. Ela é agente de saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte e afirma estar confiante no aumento da visibilidade das travestis. “Essa é uma ação para garantir segurança da saúde. Com relação às travestis, eu espero que a campanha ‘abra’ a cabeça das pessoas, esclarecendo que nós estamos inseridas na sociedade. A pessoa trans é desclassificada há muitos anos, e isso tudo vem ajudar a mudar essa realidade, porque vem abranger outras questões, como a saúde e a moralidade”, destaca Adriana.

Assista ao vídeo com o making of da campanha:

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lançou nota técnica sobre esse dia e afirma que é responsabilidade do governo federal sensibilizar educadores, profissionais de saúde, gestores e a sociedade geral para que as travestis e transexuais tenham seus direitos reconhecidos e sejam acolhidas e respeitadas. Leia:

“Hoje, no Dia Nacional de Visibilidade das Travestis, o Ministério da Saúde tem o orgulho de parabenizar essa população, que conquista, dia a dia, seu espaço na sociedade.

As travestis e transexuais são as que mais sofrem com o preconceito e com a discriminação decorrentes da transfobia, e este é dos principais fatores que as tornam vulneráveis à infecção pelas DST, HIV/aids e hepatites virais. A violência cotidiana a que estão sujeitas é o retrato de uma sociedade que não respeita a diversidade.

O governo brasileiro e o Ministério da Saúde têm um compromisso histórico com as travestis e as transexuais e encaram essa questão como prioridade. Para isso, construímos um diálogo permanente, junto à Articulação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), à RedTrans – Brasil (Rede Nacional de Pessoas Trans – Brasil) e às demais representantes do movimento, com quem celebramos este dia, unindo forças para garantir a cidadania.

A conquista e o reconhecimento do nome social, o acesso à cirurgia de mudança de sexo e a prevenção das hepatites, das DST e da aids são alguns dos direitos fundamentais das travestis, transexuais e de toda pessoa humana, e frutos dessa participação e desse diálogo.

É nossa responsabilidade sensibilizar educadores, profissionais de saúde, gestores e a sociedade geral para que as travestis e transexuais tenham seus direitos reconhecidos e sejam acolhidas e respeitadas.

Neste 29 de janeiro, reafirmamos nossa posição de fazer avançar as demandas de saúde que se encontram colocadas e pactuadas na Política Nacional de Saúde Integral da População LGBT e no Plano de Enfrentamento da Epidemia de Aids e outras DST entre Gays, Homens que Fazem Sexo com Homens e Travestis, sem esquecer a agenda afirmativa para as transexuais prevista no Plano de Enfrentamento à Feminização da Epidemia. O objetivo é garantir à população LGBT a integralidade e a equidade na atenção preconizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O respeito à diversidade deve permear todas as nossas ações de educação, saúde e segurança pública, para que as futuras gerações cresçam em uma sociedade mais inclusiva, com menos discriminação e mais justa.”

Alexandre Padilha – Ministro de Estado da Saúde e presidente do Conselho Nacional de Saúde

Mônica Plaza / Blog da Saúde, com informações do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais

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3 Responses to #AgendaSUS – 29 jan | Dia Nacional da Visibilidade das Travestis

  1. Pingback: Aids | Campanha contra doença é lançada na Rocinha | Blog da Saúde

  2. Vanessa Requia says:

    Boa tarde, estou no ultimo ano de graduação em enfermagem e o meu TCC é sobre as Travestis e o HIV/aids. Gostaria de saber sobre tudo ao que se refere ao assunto, como aborda-las, o que o ministério da saúde tem feito para melhorar a qualidade de vida das mesmas. Qualquer sugestão ou orientação será muito bem vinda! Grata

    • Blog da Saúde says:

      Olá, Vanessa.

      Para contribuir com sua pesquisa, seguem referências:

      • Diversas produções acadêmicas apresentadas nas edições bianuais do Simpósio Fazendo Gênero, da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC (vide site do evento e da universidade).

      • Tese de Doutorado de Larissa Pelúcio: “Nos Nervos, na Carne, na Pele: uma etnografia sobre prostituição travesti e o modelo preventivo de aids”: São Carlos, 2007

      Continuamos à disposição.

      Att,

      Equipe Blog da Saúde

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