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  • Publicado: Segunda, 20 de Outubro de 2014, 09h00
  • Última atualização: 17/10/14 16h29

Dia Mundial e Nacional da Osteoporose| Saiba como prevenir-se da doença

Crédito: iofotoA osteoporose é uma doença conhecida por atingir principalmente as pessoas idosas, sendo mais comum entre as mulheres, mas podendo acometer homens acima de 50 anos. É uma doença crônica progressiva, caracterizada por uma diminuição da massa óssea e rompimento da arquitetura óssea, o que compromete a força do osso e propicia fraturas. 

Algumas medidas podem ser tomadas ao longo da vida para prevenir o desenvolvimento da osteoporose, como evitar sedentarismo realizando exercícios físicos, nem que seja uma leve caminhada diária, tomar sol por alguns minutos todas as manhãs, manter uma alimentação saudável, com equilíbrio nos nutrientes e caso necessário, acompanhamento médico para obter uma dieta equilibrada e evitar atitudes que aceleram a perda da massa óssea, como exagerar em bebidas alcoólicas e fumar.

Para as pessoas que já tem a doença, praticar a atividade física contribui para a redução do risco de fratura de duas formas: uma, porque a força biomecânica que os músculos exercem sobre os ossos é capaz de aumentar a densidade mineral óssea; assim, exercícios com ação da gravidade parecem desempenhar importante papel no aumento e na preservação da massa óssea. E outra, porque a atividade física regular pode ajudar a prevenir as quedas que ocorrem devido a alterações do equilíbrio e diminuição de força muscular e de resistência. Caminhada, corrida, Tai chi chuan, subida de escadas e dança são atividades físicas nas quais ossos e músculos trabalham contra a gravidade. Antes da prática de exercícios mais intensos, é recomendável uma avaliação profissional para estabelecer os limites do paciente.

 

Quem tem osteoporose?

Entre os fatores de risco para o desenvolvimento da osteoporose destacam-se: idade, sexo, índice de massa corporal, estilo de vida e história familiar. É considerada um importante problema de saúde pública, já que é responsável por altos índices de morbidade e mortalidade de pessoas idosas, pois potencializa o risco de quedas e fraturas, que tem entre suas consequências isolamento, dependência funcional, imobilidade e institucionalização. Considerando o período de 2004 a 2013, foram gastos aproximadamente 650 milhões de reais com internações de pessoas idosas por fratura de fêmur no Sistema Único de Saúde (SUS).

As mulheres têm mais tendência à osteoporose que os homens porque os ossos são mais finos e mais leves e apresentam perda de cálcio acelerada durante a menopausa. O Ministério da Saúde recomenda que as mulheres, ao entrarem na menopausa, e os homens, ao entrarem na andropausa, ou ao atingirem idade acima de 60 anos, procurem um médico para avaliação. Caso necessário, poderá ser realizado o exame de densitometria óssea, previsto no Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Osteoporose (Portaria 451, de 9 de junho de 2014) para os seguintes casos: mulheres com idade igual ou superior a 65 anos e homens com idade igual ou superior a 70 anos, independentemente da presença de fatores de risco; mulheres na pós-menopausa e homens com idade entre 50 e 69 anos com fatores de risco para fratura; mulheres na perimenopausa, se houver fatores de risco específicos associados a um risco aumentado de fratura, tais como baixo peso corporal, fratura prévia por pequeno trauma ou uso de medicamento(s) de risco bem definido; adultos que sofrerem fratura após os 50 anos; indivíduos com anormalidades vertebrais radiológicas; e adultos com condições associadas a baixa massa óssea ou perda óssea, como artrite reumatoide ou uso de glicocorticoides na dose de 5 mg de prednisona/dia ou equivalente por período igual ou superior a 3 meses.

Prevenção de risco de quedas em pessoas idosas

A prevenção de quedas pode ser realizada por meio do esclarecimento aos idosos quanto aos fatores de riscos, que são classificados como intrínsecos, extrínsecos e comportamentais. Os fatores intrínsecos são aqueles, decorrentes de alterações fisiológicas relacionadas ao processo de envelhecimento, como alterações do equilíbrio, alterações visuais, declínio funcional e uso de medicamentos psicoativos e anti-hipertensivos, dentre outros, já os extrínsecos, são fatores que dependem de circunstâncias ambientais que criam desafios aos idosos, como por exemplo, pisos escorregadios, tapetes soltos, calçados inadequados, enquanto os fatores comportamentais estão relacionados ao comportamento adotado pela pessoa idosa como sedentarismo e negação da fragilidade. A intervenção em relação a estes fatores, como adequação do ambiente, estímulo à prática de atividades físicas, ou a substituição de óculos de grau, para melhorar a visão poderão prevenir as quedas em pessoas idosas.

Assim, diante da relevância dessa temática, o Ministério da Saúde, por meio da Coordenação de Saúde da Pessoa Idosa (COSAPI/DAET/SAS/MS), vem realizando Oficinas de Prevenção de Quedas em Pessoas Idosas, em parceria com a Coordenação Geral de Doenças e Agravos não Transmissíveis - CGDANT, estados e municípios. O objetivo dessas oficinas é reduzir o número de quedas e fraturas na população idosa brasileira, por meio da capacitação dos profissionais de saúde e outras áreas acerca da temática em questão com vistas à sensibilização dos mesmos para a realização de ações que possam abordar a prevenção. Nos últimos 3 anos foram realizadas 14 Oficinas de Prevenção de Quedas, nas quais foram capacitados 1.729 profissionais.

Além disso, a nova Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa, com previsão de distribuição para 2015, trará uma avaliação ambiental a ser realizada pelo profissional de saúde no domicílio do idoso, de forma a identificar aspectos modificáveis nos ambientes, com o objetivo de evitar quedas. Na parte de orientações para a pessoa idosa, familiares e cuidadores, também são abordados alguns cuidados importantes para a prevenção de quedas, como os expostos na questão anterior.

 

Fonte:  Coordenação de Saúde da Pessoa Idosa/ Blog da Saúde

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