O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, foi o entrevistado desta quinta-feira (31) do programa Bom Dia, Ministro!, transmitido pela Rádio e TV NBR. Âncoras de rádios de todo o país perguntaram sobre a distribuição gratuita de medicamentos para asma, que se inicia na próxima semana, a ampliação de de cirurgias eletivas, a Carta SUS e a redução da mortalidade materna.
Padilha começou o programa lembrando a importância do Dia Mundial Sem Tabaco, comemorado hoje. A primeira pergunta foi da Rádio Blumenau AM, de Santa Catarina. Ele foi questionado sobre os motivos do Ministério da Saúde ter definido grávidas, idosos, crianças de seis meses a dois anos e profissionais de saúde como grupos prioritários para receber a vacina contra a gripe. O ministro esclareceu que esta foi uma recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS), porque eles são avaliados como o grupo de mais facilidade da doença evoluir para um quadro mais grave, uma internação ou até mesmo para a morte e que por isso o Brasil já conseguiu reduzir em 60% os óbitos pela gripe.
“O Ministério da Saúde também está seguindo outra recomendação da OMS, que ajudou na redução das notificações dos casos graves de gripe, foi a maior distribuição gratuita do Oselotamivir, popularmente conhecido como Tamiflu. As pessoas que apresentam algum sinal de risco e foram diagnosticadas com gripe já devem tomar este remédio”, explicou Padilha. O ministro também chamou a atenção para o término da campanha de gripe, que acaba nesta sexta-feira (01), e todas as pessoas pertencentes ao grupo prioritário devem ir ao posto de saúde se vacinar contra a gripe.
Quando perguntado a respeito da mortalidade materna, pela Rádio Nacional, do Rio de Janeiro, o ministro Alexandre Padilha falou que por meio do Programa Rede Cegonha, lançado em março de 2011, foi possível facilitar o acesso ao atendimento à gestante e reduzir a curva da mortalidade materna do país. “Pela primeira vez mais de 1 milhão e 700 mil mulheres realizaram, pelo menos, sete atendimentos pré-natais pelo SUS”.
Outra medida relacionada à Rede Cegonha foi o repasse de incentivo às instituições de saúde que recebem mais grávidas possam expandir o atendimento. Padilha também salientou que em 2012 o Brasil deve alcançar a meta da redução da Mortalidade Materna proposto nos Objetivos do Milênio.
Ao tratar sobre cirurgias eletivas (aquelas que podem ser agendadas com antecedência), a Rádio Aparados da Serra, de Amazonas, questionou sobre quais medidas o Ministério da Saúde tem feito para reduzir o tempo de espera. Alexandre Padilha afirmou que reduzir o tempo de espera é o objetivo do Ministério da Saúde. “Foi criada uma portaria específica no ano passado (Portaria 2318, de setembro de 2011) que dá aval para a realização de campanhas e mutirões para a redução da fila para as cirurgias eletivas. Só a cirurgia para catarata aumentou 19%”, explicou o Ministro.
Sobre a fiscalização das verbas da saúde destinadas à estados e municípios, a Rádio América, de Minas Gerais, questionou sobre como o Ministério da Saúde tem realizado este processo. Padilha falou que o Ministério da Saúde criou um incentivo financeiro de qualidade para os municípios que se esforçam para atender melhor a população. “Outra medida é a Carta SUS. Desde janeiro o Ministério da Saúde envia uma carta para todas as pessoas que são internadas no SUS. Assim, eles nos ajudam a fiscalizar e acompanhar o atendimento que está sendo feito. Pela CartaSUS nós já conseguimos descobrir cobranças irregulares feitas por profissionais de saúde”, ressaltou Padilha. Por meio da carta enviada aos usuários do SUS é possível premiar quem faz um bom atendimento, fiscalizar as irregularidades e identificar o que precisa ser mudado.
Quer saber mais a participação do Ministro da Saúde?
Ouça o programa “Bom Dia, Ministro!”
Ilana Paiva / Blog da Saúde





























