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Combate ao Aedes
  • publicado
  • Publicado: Quinta, 11 de Fevereiro de 2016, 09h49
  • Última atualização: 12/02/16 11h12

Unicamp oferecerá testes rápidos para detecção de zika

f5b04dce-7782-4ae4-bb5f-d28bd8217146Divulgação/EBCA partir da próxima semana, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) vai passar a receber amostras e fazer testes rápidos de detecção do zika vírus. A instituição passa a integrar, juntamente com a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual Paulista (Unesp), além de outros laboratórios do Estado, uma força-tarefa para estudar o vírus.

O Hospital das Clínicas da Unicamp será um dos órgãos que fará a triagem e irá encaminhar as amostras para serem analisadas pelos pesquisadores da Unicamp. Segundo a professora do Instituto de Biologia Clarice Arns, o teste fica pronto em torno de cinco ou seis horas, mas só detecta o vírus ativo, ou seja, quando ele está no organismo e a pessoa já apresenta os sintomas da doença.

“Esse é um teste em que vamos detectar o vírus ativo ou se ele está no organismo da pessoa. Só é possível detectar, ou as chances são maiores, quando o paciente está na fase aguda da enfermidade, ou seja, quando ele está com os sinais ou sintomas clínicos. O médico então irá avaliar e remeter a amostra para a gente", explica Clarice.

As amostras para o teste são coletadas a partir da saliva, urina ou sangue do paciente e podem detectar, além do vírus zika, também dengue e chikungunya. "É um teste específico em que poderemos determinar se o paciente está infectado com zika, dengue ou chikungunya ou com os três”, disse Clarice.

Para a coordenadora, a vantagem desse teste sobre os demais, principalmente sobre a sorologia, é que “ele é específico e rápido”. “Imagine uma mulher grávida, com sintomas, e que quer saber se está com zika ou não. Nós teremos como verificar isso”, disse. “O indivíduo que está doente tem o direito de saber o que ele tem. E também é importante, em termos epidemiológicos, que o Brasil saiba o que está ocorrendo e só com esses dados na mão é que as autoridades vão tomar uma posição mais clara e evidente, soltando mais verbas para a pesquisa ou o diagnóstico da doença", acrescentou.

Rede Zika - Criada no final do ano passado, a força-tarefa ou "Rede Zika", como vem sendo chamada, reúne dezenas de laboratórios no estado de São Paulo para buscar entender o funcionamento do vírus que provoca o zika. Ela é coordenada pelo professor Paolo Zanotto, do Instituto de Ciências Biomédicas da USP.

Fonte: Portal Brasil, com informações da Agência Brasil

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