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Combate ao Aedes
  • publicado
  • Publicado: Sexta, 26 de Fevereiro de 2016, 18h53
  • Última atualização: 26/02/16 18h53

Combate ao Aedes aegypti é tema de debate no Senado Federal

24965824080 4054338b49 zPara esclarecer as ações do governo federal no combate ao mosquito Aedes aegypti , o ministro da Saúde, Marcelo Castro, participou da sessão de debates temáticos realizada no plenário do Senado Federal na última quinta-feira (25). Além de Castro, o vice-presidente da Fundação Oswaldo Cruz, Sr. Valcler Rangel Fernandes, a diretora médica da América Latina da Sanofi Pasteur, Lucia Bricks e a médica especialista em medicina Adriana Melo também participaram o debate.

As dúvidas sobre a relação entre o vírus zika e a microcefalia e as a formas com que o Brasil lida com este acontecimento foram os principais assuntos da sessão.

A transmissão do vírus é documentada desde 2007, na Micronésia. Em 2013, a Polinésia Francesa registrou uma epidemia de zika. E agora, com estudos retrospectivos, estão identificando casos de microcefalia. Depois do Brasil, a Colômbia foi o país mais afetado pelo vírus, com mais de 25 mil casos suspeitos notificados. Em 2015, a zika chegou ao Brasil, na Região Nordeste, provavelmente em Salvador. O vírus foi identificado pela primeira vez em abril, em Camaçari (BA). Atualmente, 29 dos 42 países que têm transmissão autóctone de zika, estão nas Américas

 

Durante a sessão, o ministro da Saúde assegurou que o Brasil está tomando todas as medidas necessárias para combater o mosquito Aedes aegypti e a microcefalia. “Desde o início, o Governo Federal está tratando desse tema, com a responsabilidade e a urgência necessárias. O Ministério da Saúde uniu esforços de especialistas de diferentes áreas da saúde para conduzir as investigações no País, e temos mantido diálogo constante com a Organização Pan-Americana de Saúde, com a Organização Mundial de Saúde e com o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) dos Estados Unidos”.

O desenvolvimento de vacinas, tanto para imunização contra dengue como para zika também foi parte da conversa. O desenvolvimento de vacinas para a Dengue já acontece em uma parceria do Butantan com o National Institutes of Health (NIH) americano; a pesquisa está na fase três. “Na expectativa dos nossos cientistas, será uma vacina revolucionária, que poderá imunizar não só a população brasileira, mas também a população do mundo inteiro. Para isso, o Ministério da Saúde fez um contrato com o Butantan, destinando R$100 milhões ao instituto. A parceria com o NIH continua em desenvolvimento para a vacina da zika. Há a expectativa de se poder utilizar a mesma plataforma da vacina da dengue para a vacina da zika”, explicou o ministro. Espera-se que em dois anos, a vacina contra a dengue e esteja pronta. E três anos, para obter a vacina contra a zika.

A colaboração e mobilização da população no combate ao mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão da Dengue, Zika e Chukungunya foi recorrente no debate. “Dois terços dos criadouros do mosquito estão dentro das residências. Os exemplos que temos espalhados pelo país, em todos os municípios que conseguiram controlar o Aedes, houve a conjugação de esforços da população com os governos. Se 99 casas estiveram certas e uma não, essa casa pode produzir mosquitos para infectar o bairro inteiro. Por isso, é importante separar 15 minutos por semana para inspecionar a casa e eliminar os focos", ressaltou.

Mobilização – Durante o inicio de 2016, o governo federal mobilizou todos os órgãos federais (entre ministérios e entidades) para atuar conjuntamente neste enfrentamento, além da participação dos governos estaduais e municipais. Atualmente 46 mil agentes de controle de endemias e 266 mil agentes comunitários de saúde atuam regularmente no combate ao aedes com visitas de rotina às residências para eliminação e controle do vetor. Para uma ação mais eficaz, as Forças Armadas passaram a integrar o trabalho. 220 mil militares das três forças atuaram no Dia Nacional de Mobilização contra o mosquito Aedes aegypti, que aconteceu no dia 13 de fevereiro.

A mobilização foi realizada em 353 municípios, onde cerca de 3 milhões de casas receberam 4 milhões de folhetos com informações sobre como evitar a proliferação do mosquito causador da dengue, da febre chikungunya e do zika vírus – este relacionado aos casos de microcefalia em recém-nascidos. Graças a este esforço, até hoje 41,5 milhões de domicílios e prédios públicos, comerciais e industriais que já receberam visitas. Isso equivale a 61,8% dos imóveis previstos.

Fonte: Blog da Saúde

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