DF garante percurso da tocha olímpica sem focos do mosquito
Os torcedores que acompanharam a passagem da tocha olímpica pelo Distrito Federal, na última terça-feira (3/5), não precisaram se preocupar com eventuais focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e vírus Zika, pelo caminho.
Para garantir que o percurso estivesse livre de focos, o Corpo de Bombeiros Militar junto à Secretaria de Saúde, organizou na sexta-feira (29/4), um mutirão com 100 bombeiros militares e 50 agentes de vigilância ambiental para vistoriar todo o percurso na capital, que passou pela Esplanada dos Ministérios, Praça do Buriti, Torre de TV, Água Mineral, Memorial JK, Memorial dos Povos Indíg
enas, Igrejinha da Asa Sul, L2 sul, Praça do Relógio em Taguatinga, Regimento de Polícia Montada, Centro Olímpico e Paraolímpico do Riacho Fundo I, Ponte JK e Pontão.
Os resultados da força-tarefa articulada pela Sala Distrital de Coordenação e Controle foram positivos e a atividade se mostrou necessária, pois focos de mosquito foram encontrados ao longo da rota de inspeção. Um desses locais, aparentemente improváveis, foi o Memorial dos Povos Indígenas, que acumulava água na laje, área de difícil acesso e pouca visibilidade.
O major Omar Oliveira Guedes Neto, do Corpo de Bombeiros, que esteve à frente das operações, explica que os locais foram limpos e os responsáveis notificados onde foram encontradas larvas do mosquito. “Tratamos a área infestada, mas também indicamos aos responsáveis que façam os devidos reparos para que a situação não se repita. No caso da laje, agora na seca é menos grave, mas basta uma chuva para o problema reapareça”, resume.
ZIKA ZERO – Durante o mutirão também foram distribuídos panfletos da campanha #ZikaZero e os agentes informaram os trabalhadores e visitantes dos locais turísticos sobre o enfrentamento ao mosquito. “O material impresso é interessante porque as pessoas levam para casa, alcançando assim familiares e vizinhos com os quais não tivemos contato. É uma prevenção indireta válida”, finaliza o major.
Brasília, com 2.914.830 habitantes, é um dos municípios em nível de atenção 1 – aqueles que devem manter a atenção redobrada no combate ao Aedes aegypti. Essa classificação estipulada pela Sala Nacional de Coordenação e Controle (SNCC) abrange 3 categorias. Em nível 1, estão 223 locais com incidência de dengue igual ou maior de 100 casos por 100 mil habitantes, e com população igual ou superior a 50 mil, além das capitais federais.
Juliana Hack, para o Blog da Saúde
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