Universitários orientam a população sobre cuidados com o Aedes aegypti

Estudantes do curso de Farmácia da Faculdade Rui Barbosa, em Salvador, decidiram aproveitar o que aprenderam em sala de aula para desenvolver um material com informações sobre o Aedes aegypti. A ideia surgiu da percepção dos próprios alunos sobre a dificuldade que as pessoas mais carentes poderiam ter para acessar informações sobre a eliminação do mosquito e a prevenção e tratamento das doenças que ele pode causar. “Quando pensamos no folder e na cartilha impressos, pensamos em pessoas que não tivessem acesso, com facilidade, a informação e a internet. Pensamos nas pessoas que tivessem com dificuldades de ler, com baixo nível de escolaridade, nas comunidades mais pobres de Salvador ”, explica Diego Jones Ferreira Figueiredo, um dos universitários responsáveis pelo projeto.
Com o material em mãos, os estudantes foram às ruas ouvir as principias dúvidas da população sobre o assunto. Diego conta que os conhecimentos adquiridos no curso de farmácia serão essenciais para ajudar essas comunidades: “ Ficamos surpresos com a quantidade de pessoas que usam medicamentos na aparição de qualquer um dos sintomas que caracterizam dengue, zika ou chikungunya. Eles tomam medicamentos que não devem. Confundem os sintomas e se automedicam.”
Quando o assunto é prevenção ao mosquito, Diego notou que a comunidade também precisa de mais informações . “Mesmo com tanta informação hoje, a gente batendo tanto na mesma tecla, há uma parte da população que ainda desconhece que atitudes do dia a dia podem causar um grande impacto”, reforça. “Até o colocar areia no vasinho da planta, a gente lembra em quase todos os atendimentos, explicando que não é nada complicado o que tem que ser feito”.
Faxinaço #ZikaZero - Diego e as colegas se juntaram à comunidade Mussurunga II (BA) no último sábado (07) para mais uma etapa da mobilização de combate ao Aedes aegypti. Foi assim que os conhecemos. O Faxinaço #ZikaZero é uma parceria do Ministério da Saúde com a Central Única das Favelas (Cufa) e já foi realizado na cidade do Rio de Janeiro no último mês. Essa é uma iniciativa que vem chamar a atenção dos moradores das periferias para provar que, com atitutes praticas, é possível prevenir e eliminar focos do mosquito transmissor do vírus Zika, da dengue e da chikungunya.
Gabrielle Kopko, para o Blog da Saúde
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