Faxinaço #ZikaZero: artistas participam de mobilização contra o Aedes aegypti
O Faxinaço ZikaZero, iniciativa criada pelo Ministério da Saúde em parceria com a Central Única das Favelas (Cufa) para orientar moradores das periferias sobre prevenção e eliminação de focos do Aedes aegypti, conta cada vez mais com a participação de artistas. O rapper MV Bill, por exemplo, já passou por comunidades do Rio de Janeiro, Salvador e Aracaju : “No meu caso, que sou uma pessoa pública, preciso também me colocar a disposição. Acho importante levar esse senso de responsabilidade para as pessoas. Esse é o meu papel. “. Ele também acredita que a arte pode facilitar a compreensão das informações sobre o mosquito : “Às vezes, a linguagem muito técnica, muito rebuscada, faz com que a pessoa não entenda exatamente o que é que está acontecendo. As alternativas de linguagem vão diminuir essas dificuldades . Isso pode ser feito de uma forma leve, sem perder a seriedade, mas tendo arte, tendo música”.

Além da participação de MV Bill, o Faxinaço #ZikaZero em Salvador contou com a presença de grafiteiros. Marcos Costa era um deles. Formado em 2010, pela Universidade Federal da Bahia, o artista visual participa de trabalhos sociais há 15 anos: “Mesmo o grafite sendo considerado muitas vezes uma arte marginal, foi ele que me levou a universidade. Foi a partir dele que consegui ajudar a comunidade e desenvolver vários projetos. Foi a partir dele que consegui me especializar”. Marcos foi convidado pela Cufa para participar do evento na cidade e desenvolveu dois murais durante o dia: um em Tororó e outro em Mussurunga II. “A ideia do convite para participar do Faxinaço era levar arte e informação sobre o combate ao mosquito, e o que mais gosto nessa parceria é deixar uma obra lá, em cada comunidade. Deixei uma lembrança que a luta permanece. O mural está cumprindo seu papel de arte pública, arte urbana”.
Mais arte - O Faxinaço #ZikaZero em Salvador ainda teve a participação de representantes do grupos Ilê Ayê, Dança Afroquilombo e Samba Tororó. “Todo esse movimento que acontece aqui, envolvendo música e grafite, chamo evento de elucidação do que é o Aedes”, explica MV Bill. Ele reforça que todos os recursos necessários para levar informações sobre prevenção e combate ao mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika são válidos.
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