Conferência lembra cem anos de erradicação da febre amarela

Foto: Raul Santana/Fiocruz

O centenário de erradicação da febre amarela foi lembrado, no último dia 27, em uma conferência ministrada pelo médico e pesquisador Habib Fraiha Neto, na Academia de Medicina do Pará. O objetivo do evento foi mostrar à população paraense e aos acadêmicos do curso de Medicina a importância da campanha de erradicação da doença promovida em Belém no ano de 1910, encabeçada pelo cientista Oswaldo Cruz.

Segundo o pesquisador Habib Fraiha Neto, na época em que ocorreu a campanha em Belém foram confirmados 96 casos de febre amarela na cidade, que resultaram em 49 óbitos. Seis meses depois da ação, já em maio de 1911, foi registrado somente um caso e nenhuma morte. No mesmo ano, Oswaldo Cruz oficializou ao governador do Estado à época, João Coelho, a erradicação da febre amarela de Belém.

Junto com estados e municípios, o Ministério da Saúde adotou todas as estratégias para evitar a ocorrência de surto na população humana. Dentre elas, a intensificação da vacinação das pessoas que se destinam a regiões onde existam zonas de matas, florestas ou cerrado. A única forma de evitar a febre amarela é a vacinação, que é gratuita e está disponível nos postos de saúde em qualquer época do ano.

Segundo o Departamento de Controle de Endemias da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), não há registro de nenhum caso de febre amarela urbana no país. Para Habib Fraiha Neto, a erradicação da doença no Brasil é atribuída de forma significativa às ações do brasileiro Oswaldo Cruz. “A febre amarela urbana foi eliminada pelo Serviço Nacional de Febre Amarela no Brasil, porque Oswaldo Cruz conseguiu acabar com a epidemia no Pará”, afirmou.

A febre amarela é uma doença infecciosa aguda, de curta duração (no máximo 10 dias), com gravidade variável. A doença é transmitida pela picada de mosquitos infectados da espécie Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue. Os principais sintomas são febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômito, dores no corpo e hemorragias.

Fonte: Blog da Saúde

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