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Cursos e Eventos
  • publicado
  • Publicado: Terça, 01 de Março de 2016, 10h42
  • Última atualização: 03/03/16 10h19

Curso de Formação de Jovens Lideranças reitera sucesso da iniciativa

Interatividade, comprometimento, emoção e muita informação marcaram a terceira edição do Curso de Formação de Jovens Lideranças – Ativismo e mobilização social para a resposta e controle do HIV/aids, que reuniu em Brasília um grupo de 40 jovens profissionais da Saúde para capacitá-los ao enfrentamento ao HIV/aids no país. O curso foi realizado entre os dias 23 e 27 de fevereiro, ao longo de cinco dias de intensas atividades. Na sexta-feira (26/02) – após três dias de oficinas, palestras e rodas de conversa sobre HIV/aids, o Sistema Único de Saúde (SUS) e outros temas correlatos –, o grupo de jovens foi levado a duas visitas estratégicas em Brasília: uma ao Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais (DDAHV) do Ministério da Saúde e outra à Casa da ONU.

No DDAHV, o grupo foi recebido pelo diretor, Fábio Mesquita. “O nosso trabalho tem um diferencial: estamos numa área privilegiada do Ministério da Saúde e aqui as pessoas são apaixonadas pelo que fazem, são engajadas e militantes – e isso faz muita diferença”, disse Mesquita, ao explicar aos jovens algo sobre o funcionamento do Departamento. “Esta é uma parte importante do sucesso da resposta brasileira – um sucesso que, além de nós, envolve um conjunto de atores que inclui a sociedade civil e os organismos internacionais, por exemplo”, completou. O diretor explicou que a Política Nacional de DST/aids é uma política de estado – e não de governo – e que o momento agora é de buscar a inovação em “gente jovem, nova, engajada”. “Portanto, este novo curso é um passo a mais no engajamento de pessoas novas, motivadas”, disse o diretor, elogiando a participação de todos os envolvidos.

 O estudante de Medicina da Universidade Federal da Bahia (UFBA) André Luís Melo dos Santos, 21, expressou o sentimento dos jovens ativistas. “Para mim, este curso está sendo uma oportunidade incrível de conhecer outras realidades, de ver o quanto somos diferentes e o quanto temos em comum”, disse – afirmando que o grupo “sai daqui com a tarefa de levar todo o conhecimento adquirido para as nossas comunidades, contribuindo cada vez mais para que esta epidemia esteja controlada no país”, disse.

ONU – Ainda na sexta-feira, o grupo visitou a Casa da ONU, onde foi recebido pela diretora do Programa Conjunto das Nações Unidas para HIV/Aids (Unaids) para o Brasil, Georgiana Braga-Orillard, e pelo representante do Fundo das Nações Unidas para Populações (Unfpa), Jaime Nadal. Após uma breve exposição sobre o papel da Organização das Nações Unidas (ONU) no combate à epidemia, uma roda de conversa com as mulheres trans Lucas da Mota e Tayã Carneiro – estagiárias do Unaids – e com a profissional do sexo Luelen Gemelli trouxe ao encontro a realidade de grupos considerados vulneráveis ao HIV no Brasil.

DIFERENCIAL – Para realizar o Curso de Formação de Jovens Lideranças – Ativismo e mobilização social para a resposta e controle do HIV/aids – prova de que o compromisso com a participação popular é um dos grandes diferenciais da resposta do Brasil à epidemia –, o Ministério da Saúde contou com o apoio da sociedade civil e de quatro agências da ONU – além de Unaids e Unfpa, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
O sucesso do curso vem desde a primeira edição, realizada em maio do ano passado: naquela ocasião, 1.019 jovens de todo o Brasil se inscreveram para participar da seleção; 50 foram selecionados. A segunda edição ocorreu com outros 50, selecionados a partir dos mesmos inscritos iniciais – e esta última, a terceira, oferece a oportunidade a um novo grupo, escolhido entre esses mesmos primeiros candidatos.

Os selecionados têm entre 18 e 26 anos de idade e todos estão de alguma forma envolvidos com o ativismo. A maioria dos participantes integra as populações-chave consideradas prioritárias pelo DDAHV para o enfrentamento à epidemia: gays, outros homens que fazem sexo com homens (HSH), travestis, transexuais e profissionais do sexo. Alguns trabalham com pessoas que usam drogas e redução de danos; outros, ainda, integram duas populações também consideradas vulneráveis: a de negros e indígenas.
Juntas, as três edições do curso irão subsidiar um módulo de educação à distância (EAD).

Fonte: Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais (DDAHV) 

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