Ir direto para menu de acessibilidade.
Portal do Governo Brasileiro
Página inicial > Entenda o SUS > Geral > Conheça a diferença entre sensibilidade, alergia e intolerância alimentar
Início do conteúdo da página
Geral
  • publicado
  • Publicado: Sexta, 08 de Julho de 2016, 18h59
  • Última atualização: 08/07/16 19h52

Conheça a diferença entre sensibilidade, alergia e intolerância alimentar

 

alergia

 

Após 10 anos tentando sem sucesso  tratar dores de cabeça,  complicações  intestinais e problemas estomacais, a empresária Anne Elise Azeredo, 41 anos, descobriu que tinha intolerância  a trigo, ovos e leite. “Foi um processo longo e difícil de descobrir. Eu fazia vários exames, mas os exames não identificavam o problema. No começo eu achei que tinha um problema intestinal e aí fiz vários exames e não deu nada. Depois pensei que podia ser problema no aparelho digestivo,  no estômago. Tinha muitas inflamações. Vai inflamando tudo já que você tá comendo errado”, conta Anne Elise. A dificuldade na detecção da intolerância é comum já que os sintomas podem se confundir com outras enfermidades, inclusive com alergia e sensibilidade alimentar.   

 

O organismo das pessoas com intolerância alimentar, por falta de uma enzima,  não consegue absorver de forma natural um alimento. Por isso acontecem essas complicações no organismo que incomodaram  a Anne Elise por tantos anos. “Quanto mais eu comia, pior eu ficava.“, desabafa.

Já a alergia é uma reação de defesa do organismo a um alimento que  o corpo não reconhece, o que pode provocar reações sérias e até fatais.  A manifestação é rápida, podendo até aparecer minutos depois da ingestão. Pode acontecer de forma isolada em alguns órgãos. Na pele, podem parecer inflamações simples, como pequenas urticárias, mas também há risco de  problemas gastrointestinais, com diarreia, fezes com sangue e/ou vômitos, refluxo e até problemas respiratórios,  chegando ao fechamento da glote, impedindo a respiração.

Nas pessoas que sofrem de  sensibilidade alimentar, termo utilizado popularmente para determinar outras reações adversas aos alimentos,   as complicações  geralmente aparecem porque esses indivíduos têm alguma doença especifica associada a essa sensibilidade, podendo ser agravada caso seja ingerido o alimento inadequado. Nesse caso, as reações, apesar de serem as mesmas de uma alergia, se manifestam de forma mais leve e estão direcionadas ao sistema gastrointestinal (diarreia, vômito, enjoos, constipação,  inchaço do abdômen entre outras).  

Segundo a nutricionista do Hospital Universitário de Brasília (HUB), Ana Paula Zidório, o diagnóstico da alergia, intolerância ou sensibilidade deve ser feito por um profissional de saúde pois dificilmente vai ser possível diferenciar os sintomas sozinho sem acompanhamento. “O primeiro passo é observar o histórico dietético do paciente, o que ele comeu e qual o tempo de reação que ele teve com aqueles alimentos. Após a observação da rotina, serão necessários os exames complementares que poderão ser de sangue ou pele e orais”, explica.

Para Anne Elise a retirada de alguns alimentos da rotina alimentar a fizeram se sentir melhor. “Até meu humor melhorou. Eu realmente retirei tudo que leva trigo, leite animal e o ovo. Eu como a tapioca no lugar do pão. Minha vida mudou.  É uma vida restrita, mas bem melhor. Como muita coisa natural e evito os alimentos industrializado por causa dos rótulos. Assim corro menos risco”, conta a empresária.

Vale ressaltar que nem sempre essa conduta é a mais indicada já que somente com o diagnóstico correto e especifico, será possível adequar a conduta para o paciente que pode ser de restringir os alimentos nas refeições ou comer em quantidades equilibradas. A indicação será de acordo com o seu problema. Atualmente, algumas pessoas excluem da dieta alimentos saudáveis, muitas vezes com o intuito de emagrecer sem uma real necessidade, e por suspeitarem de um diagnóstico sem a comprovação de um profissional, desvalorizando práticas alimentares importantes,  valorização alimentos ultraprocessados tarjados como “sem glúten” ou “sem lactose”. Essa não é a melhor opção. Qualquer dúvida, procure um especialista.

 

Confira a explicação da nutricionista do Hospital Universitário de Brasília (HUB), Ana Paula Zidório, sobre alergias alimentares e  algumas dicas de como conviver com o problema.


 
Informações de Rótulo – Para não se perder ou correr riscos na hora de comprar qualquer produto industrializado, é importante lembrar da resolução (RDC 26/2015) aprovada no início de julho  pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa),  que prevê a listagem dos principais ingredientes alergênicos nos rótulos dos alimentos industrializados, já está em vigor. Agora, os rótulos deverão informar a existência de 17 (dezessete) alimentos: trigo (centeio, cevada, aveia e estirpes hibridizadas); crustáceos; ovos; peixes; amendoim; soja; leite de todos os mamíferos; amêndoa; avelã; castanha de caju; castanha do Pará; macadâmia; nozes; pecã; pistaches; pinoli; castanhas, além de látex natural.

Assim, os derivados desses produtos devem trazer a informação: “Alérgicos: Contém (nomes comuns dos alimentos que causam alergias alimentares)”, “Alérgicos: Contém derivados de (nomes comuns dos alimentos que causam alergias alimentares)” ou “Alérgicos: Contém (nomes comuns dos alimentos que causam alergias alimentares) e derivados”.


Já nos casos em que não for possível garantir a ausência de contaminação cruzada dos alimentos (que é a presença de qualquer alérgeno alimentar não adicionado intencionalmente, como no caso de produção ou manipulação), o rótulo deve constar a declaração “Alérgicos: Pode conter (nomes comuns dos alimentos que causam alergias alimentares)”.

 

rotulo


Gabi Kopko, para o Blog da Saúde

 

Registrado em:
Adicionar Comentário

Comentários

  • Nenhum comentário encontrado
Fim do conteúdo da página