Ir direto para menu de acessibilidade.
Portal do Governo Brasileiro
Início do conteúdo da página

Geral
  • publicado
  • Publicado: Terça, 30 de Dezembro de 2014, 12h43
  • Última atualização: 30/12/14 12h48

Quem não toma vacina contribui para a propagação de doenças contagiosas

O Brasil é referência internacional quando o assunto é imunização contra doenças. O Sistema Único de Saúde garante à população brasileira acesso gratuito a todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde. Ao todo são 17 vacinas contra mais de 20 tipos de doenças, algumas delas já eliminadas do país ou em fase de eliminação, como a paralisia infantil e o sarampo.

Conforme explica a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues, existe o risco de reintrodução dessas doenças no país, bem como o aumento da propagação de outras, se as pessoas recusarem a vacinação. "Doenças que já foram graves, que já tiveram milhares de casos, com milhares de óbitos, hoje não são consideradas mais como problema de saúde pública no nosso país. Mas, para isso, é necessário mantermos, não só as crianças vacinadas, mas adolescentes e adultos, não só iniciando, mas também tomando as demais doses, dependendo da vacina ela pode ter uma, duas, três doses mais reforços, porque só quando você tem esse esquema completo é que você está devidamente protegido. Se a gente não tiver a nossa população devidamente vacinada, essas doenças podem voltar a acontecer", alerta.

Casos de sarampo, por exemplo, surgiram em algumas regiões do Brasil, depois de dez anos sem registro da doença como caso originado no país. De acordo com o Ministério da Saúde, pessoas que vieram do exterior trouxeram a doença para o Brasil. Esses viajantes infectados transmitiram o sarampo para a população local que nao estava devidamente vacinada. No Ceará, por exemplo, a filha da professora, Viviane Dourado, contraiu sarampo em 2013, quando tinha um ano de idade, antes de tomar a primeira dose da vacina contra essa doença. "Ela esteve gripada, bem gripada, aí eu deixei passar a gripe, a febre para poder dar a vacina, só que nas duas semanas em que ela ficou doente, que eu esperei ela melhorar, aí ela contraiu o vírus. Ela ficava num hotelzinho e o filho da dona do hotelzinho também frequentava o hotel e foi ele quem passou pra ela e pra outras crianças", conta.

Atualmente, o SUS oferece por ano cerca de 300 milhões de doses de vacinas e soros não só contra sarampo e paralisia infantil, mas contra caxumba, catapora, rubéola, febre amarela, tétano, hepatite, HPV, entre outras doenças contagiosas. A coordenadora do Programa de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues, reforça que crianças, jovens, adultos e idosos devem seguir rigorosamente o Calendário Nacional de Vacinação. "Nosso grande desafio hoje é realmente trabalhar com adolescente, com adulto, no sentido de demostrar a importância da vacinação, que ela não é só mais uma ação da infância como já foi no passado, que hoje é uma ação de saúde pública que contempla toda a população brasileira; em segundo, que a caderneta de vacinação seja um documento tão relevante quanto outros documentos que nós temos e que ele seja guardado com critério e, a medida que você procura o serviço de saúde, que se leve sempre esse documento como uma forma de acompanhar a saúde da população", ressalta.

Todas as vacinas oferecidas pelo SUS são distribuídas em 35 mil salas de imunização espalhadas pelo Brasil. A orientação do Ministério da Saúde é que cada vacina seja aplicada assim que se completa a idade recomendada. No caso do sarampo, a vacinação no Ceará foi ampliada, em 2013, para as crianças a partir dos seis meses de idade, devido ao surto da doença que ocorre no estado. Para saber mais sobre as ações do Programa Nacional de Imunizações, acesse: www.saude.gov.br

 

Fonte: Ana Cláudia Amorim / Web Rádio Saúde

Registrado em:
Adicionar Comentário
  • Na UBS que fui em Vila Velha/ES não quiseram atualizar a caderneta do meu filho... mandaram eu retornar no meio de semana. Falta de respeito com o municípe!

    cerca de 2020 anos atrás
  • Olá, Ludmila. Lamentamos pela situação. Os municípios têm autonomia para agendar outra data para o Dia D de mobilização conforme as necessidades locais. Você pode registrar sua reclamação na Secretaria de Saúde do seu município. A campanha acontece até o dia 31 de agosto. Saiba mais sobre a campanha: http://bit.ly/1gzEJcJ #vacinaréproteger :)

    cerca de 3 anos atrás
  • Olá Samara. Incluída na tetra viral, a vacina para varicela (catapora) é ofertada exclusivamente para crianças de 15 meses de idade que já tenham recebido a primeira dose da vacina tríplice viral.

    cerca de 4 anos atrás
  • Tenho 25 anos e nunca contrai catapora. Gostaria de saber se posso ir à um posto de saúde público e ser imunizada.Ou se há alguma restrição quanto a faixa etária.

    cerca de 4 anos atrás
  • Prezada Suse
    Boa tarde!
    Realmente dá pena ver os bebês chorando logo após a aplicação de uma vacina, ou de qualquer outro medicamento injetável, mas sabemos que esse procedimento é de extrema importância para a proteção da saúde da criança, proporcionando amplos benefícios à saúde pública como a diminuição de mortes por doenças imunopreveniveis, como o sarampo, a poliomielite, a difteria.
    As vacinas dentre os produtos farmacêuticos são classificados como um dos mais seguros para o uso, principalmente em crianças. Hoje dentro do Programa Nacional de Imunizações são fornecidos 14 vacinas diferentes dentro do calendário de vacinação da criança, se igualando ao calendário dos países desenvolvidos.
    As vacinas adquiridas pelo Programa Nacional de Vacinação são todas de alto padrão de qualidade, passando por vários parâmetros de análise pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde/INCQS/FIOCRUS até chegar nas salas de vacinas.
    Entretanto, como qualquer outro medicamento, as vacinas não estão isentas de reações, que denominamos de eventos adversos, podendo ser de nível local ou sistêmico, e sua intensidade variar de criança para criança.
    É importante destacar que muitos desses eventos são meramente associações temporais, não se devendo à aplicação das vacinas. Esses podem acontecer devido a aspectos relacionados aos vacinados ou à vacinação, sendo considerados aspectos relacionados aos vacinados aqueles que envolvem respostas do organismo do paciente e os aspectos relacionados à vacinação; os componentes da vacina, sua produção e a relação destes com a predisposição orgânica dos vacinados.
    A grande maioria destas reações são leves, geralmente dor e vermelhidão no local da injeção e logo passam, assim como a febre que pode aparecer após o uso de algumas vacinas, mas o importante é que o benefício proporcionado pelas vacinas suplanta em muitas vezes os incômodos causados pelos esporádicos eventos adversos.
    Espero que tenha ajudado no seu questionamento, em caso de dúvida continuamos à disposição.

    cerca de 4 anos atrás
  • Sei da importância das vacinas, mas por que os bebês precisam sofrer tanto? Por que algumas mães pagam por vacinas particulares por dar menos reações? Por que o governo não investe nessas vacinas? Meu bebê está sofrendo muito com as reações das vacinas! É de dar dó! Febrao de 40 graus e dores terríveis. Não há nada a se fazer? Não me conformo com isso.

    cerca de 4 anos atrás

Facebook

Twitter

Fim do conteúdo da página