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  • publicado
  • Publicado: Terça, 27 de Janeiro de 2015, 16h18
  • Última atualização: 27/01/15 16h18

Saúde permanece assistindo vítimas e familiares de Santa Maria

O incêndio na boate Kiss em Santa Maria (RS), que resultou na morte de 242 pessoas e deixou centenas de feridos, completa dois anos nesta terça-feira (27). Desde a tragédia, o Ministério da Saúde acompanha a assistência prestada às vítimas e aos familiares do incêndio. Seja por ações imediatas, com a ação da Força Nacional do SUS – que mobilizou profissionais e equipamentos –, seja por ações em longo prazo, com acompanhamento ambulatorial e cuidado permanente. Atualmente, quase 600 pacientes recebem atendimento e acompanhamento dos serviços de saúde do município de Santa Maria.

Do total de pacientes acompanhados, 423 são atendidos no Centro Integrado de Atenção às Vítimas de Acidentes (CIAVA) do Hospital Universitário de Santa Maria. Outros 140 estão em tratamento na área de saúde mental. Esse monitoramento faz parte do Termo de Compromisso assinado entre o Ministério da Saúde e as prefeituras de Santa Maria e Porto Alegre, além do governo estadual e Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM). De acordo com o documento, vítimas e familiares serão monitorados por até cinco anos.

No ano da tragédia, o Ministério da Saúde destinou R$ 1,6 milhão para garantir a assistência às vítimas do incêndio, empregados na aquisição de equipamentos de uso permanente e contratação de 34 novos profissionais de saúde para o Hospital Universitário de Santa Maria.

 

“A ação do Ministério da Saúde na tragédia de Santa Maria teve como objetivos garantir a sobrevivência do maior número de pessoas em estado grave, além de oferecer atenção em saúde mental para toda a população atingida pela tragédia. Após a fase inicial, o Ministério continuou suas ações com os gestores locais para garantir que o maior número de pessoas fossem acolhidas pelos serviços de saúde para o acompanhamento em longo prazo”, esclarece o coordenador de Média e Alta Complexidade do Ministério da Saúde, José Eduardo Fogolin.

O CIAVA oferece atendimento em diversas especialidades, incluindo pneumologia, psiquiatria, fisioterapia, queimados, fonoaudiologia, neurologia e oftalmologia. Os pacientes atendidos na área de saúde mental são acompanhados em psicologia pelo serviço AcolheSaúde, da Secretaria Municipal de Santa Maria.

ATENDIMENTO – Desde o incêndio foram realizados, no CIAVA, 6.001 atendimentos ambulatoriais nas especialidades de fisioterapia, oftalmologia, pneumologia, psicologia e cirurgia reparadora, entre outras. Desses, 1.672 foram realizados em 2014, sendo um total de agendamentos da ordem de 2.038, resultando em uma taxa de não comparecimento de ordem de 18%. Já em 2013, foram feitos 5.387 agendamentos, com o registro de 4.329 comparecimentos, ou seja, uma taxa de abstenção de 20%.

“Os motivos para a desistência são diversos, muitos acreditam que estão saudáveis e não sentem a necessidade de dar continuidade ao tratamento. Como a maioria das vítimas era de estudantes universitários, muitos terminaram o curso ou pediram transferência e foram residir em outras cidades. No entanto, é importante que esses pacientes sigam o tratamento porque as consequências em longo prazo ainda são desconhecidas”, ressalta Fogolin.

As principais sequelas decorrentes do incêndio são de causas respiratórias, saúde mental (psicológico) e sequelas de queimaduras. Dos 423 pacientes que permanecem em atendimento no CIAVA, 297 são por problemas respiratórios, 40 foram atendidos pelos serviços de psiquiatria (saúde mental) e 26 apresentavam sequelas de queimaduras.

Apenas em 2014, foram feitos 1.896 exames como laboratoriais e de imagem, broncoscopia, sessões de fisioterapia e difusão. No Centro de Referência em Saúde do Trabalhador do Rio Grande do Sul (CEREST), sete pacientes continuam sendo acompanhados nas especialidades de psicologia, fisioterapia e atendimento médico. Já em 2013, foram avaliados 53 pacientes.

As vítimas recebem ainda, através do AcolheSaúde, atendimento na área de saúde mental. Em 2014, foram feitos 2.373 atendimentos, por telefone, pessoalmente ou por meio de reuniões de apoio, visitas institucionais e reuniões de gestão. Em 2013, foram 6.209 atendimentos pelo Serviço de Apoio Psicossocial. O universo de pessoas que fazem uso deste serviço é composto por familiares, amigos, namorados, filhos, sobreviventes e trabalhadores da área da saúde e da segurança que participaram das ações de resgate e socorro. Desde 2013, 970 pacientes receberam algum tipo de cuidado.

Fonte: Amanda Costa/ Agência Saúde

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