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Saúde do Homem
  • publicado
  • Publicado: Quarta, 18 de Maio de 2016, 12h08
  • Última atualização: 23/05/16 10h56

Vasectomia: Saiba mais sobre indicação, segurança e reversão

A vasectomia é um método contraceptivo que consiste em fazer uma ligadura nos canais responsáveis por conduzir os espermatozoides, impedindo, assim, que cheguem até a uretra, evitando uma gravidez indesejada.

Muitos homens ainda se assustam com a ideia de uma intervenção na área genital, mas, na verdade, trata-se de um procedimento simples, feito através de anestesia local, sem necessidade de internação.

 O gestor Rodrigo Crivelaro, pai de dois filhos, se submeteu a vasectomia há três anos. “A minha experiência foi rápida e indolor. Eu considero um procedimento muito interessante para quem visa o planejamento familiar”, conta.vasectomia       O gestou Rodrigo Crivelaro realizou o procedimento há três anos. Ele é       pai do Enzo (6 anos) e do Lucca (3 anos).

No entanto, nem todos que procuram pela vasectomia estão aptos a realizar a intervenção. O procedimento de esterilização masculina pode ser realizado apenas em homens acima de 25 anos ou que tenham, pelo menos, dois filhos vivos . Além disso, os pacientes têm que ter capacidade civil plena, de acordo com o previsto na Lei nº 9.263/96 de 12 de Janeiro de 1996 e se submeter à cirurgia somente 60 dias depois da manifestação de vontade.
Mas a Coordenadora Nacional de Saúde do Homem, Angelita Herrmann, alerta: mesmo os pacientes aptos precisam passar antes por uma espécie de triagem: “O paciente que deseja realizar a vasectomia passa por uma etapa de conscientização e consentimento que consiste em um processo de entrevistas com profissionais de saúde, como enfermeiro, psicólogo, assistente social e o médico responsável”.

Mais de 35 mil cirurgias de vasectomia são realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) por ano. Para realizar o procedimento pelo SUS, é preciso dirigir-se a uma Unidade Básica de Saúde, onde os profissionais vão avaliar e encaminhar o usuário aos serviços especializados. “A busca deve ser feita a partir do serviço de atenção básica, porque o processo começa com essa equipe”, explica Angelita. O SUS realiza em média mais de 35 mil cirurgias de vasectomia por ano.

A taxa de segurança da vasectomia é de 98%, mas recomenda-se o uso de outros métodos contraceptivos, como a camisinha, durante as primeiras relações sexuais após a intervenção. Isso porque nas primeiras ejaculações depois do procedimento ainda pode haver espermatozoides armazenados na parte superior do canal.

É importante destacar que a cirurgia não interfere na atividade sexual. “Ao contrário, me deu mais tranquilidade e liberdade durante a relação, porque não tenho mais preocupação quanto à vinda de um bebê não planejado”, explica Rodrigo Crivelaro.

Reversão

Paralelamente ao aumento do número de homens vasectomizados, têm aumentado o número daqueles que passam a desejar ter novos filhos. A causa mais comum é a constituição de novas famílias com mulheres que ainda não têm filhos. Outras causas eventuais, como falecimento de filhos, também são citadas esporadicamente. Muitos ainda desconhecem dados sobre a real possibilidade de reversão microcirúrgica da vasectomia, que imaginavam ser definitiva. O tempo entre a vasectomia e a sua reversão é de vital importância para a obtenção dos melhores resultados. Nas reversões com menos de três anos após a vasectomia, a chance de obtenção de espermatozóides no esperma ejaculado é de 95 %, com 76 % de taxa de gravidez. Entre 03 e 08 anos, 88 % de espermatozóides no esperma ejaculado. com 53 % de chances de gravidez. Entre 9 a 14 anos, 79 % de espermatozóides no esperma ejaculado e 44 % de gravidez. Após 15 anos, 71 % de permeabilidade dos deferentes com 30 % de gravidez. É importante lembrar que essas taxas de gravidez reportadas são obtidas por meios naturais.

A vasectomia está prevista no SUS, entretanto, até o presente momento, a cirurgia de reversão de vasectomia (vasovasostomia) não consta no rol dos procedimentos realizados pelo Sistema Único de Saúde. O cidadão pode entrar em contato com a Ouvidoria do Ministério da Saúde através do telefone 136 para obter mais informações e ser referenciado, caso seja necessário.


Maíra Silveira, para o Blog da Saúde

 

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