A exibição do player de áudio desta página depende de javascript. Ir direto para menu de acessibilidade.
Portal do Governo Brasileiro
Início do conteúdo da página

Geral
  • publicado
  • Publicado: Segunda, 03 de Julho de 2017, 16h00
  • Última atualização: 03/07/17 18h02

Hospital de Andaraí alerta sobre os riscos dos explosivos no período de festas

 

Ortopedista do Hospital Federal do Andaraí revela que internações provocadas por explosivos em junho equivale a um terço do total destas ocorrências em um ano inteiro

festa01Além das comidas típicas, das roupas tradicionais e das músicas de quadrilhas, o período de festas juninas também costuma ser conhecido por diversas práticas de alto risco. As maiores preocupações, nesta época, são com incêndios e queimaduras provocados por balões e fogueiras, entre outras atividades perigosas. No entanto, pouca gente sabe que o maior número de ocorrências graves é de acidentes provocados por artefatos explosivos, que podem até causar a mutilação das mãos.

De acordo com o ortopedista André Guedes, do Hospital Federal do Andaraí (HFA), os atendimentos a pacientes com lesões graves nas mãos aumentam consideravelmente em junho.

 

“Segundo levantamento do Conselho Federal de Medicina (CFM), baseado em informações do Ministério da Saúde, a média no país de internações de pacientes feridos com artefatos explosivos neste mês corresponde a um terço do total de ocorrências anuais”, afirmou.

Como é feito o tratamento?

Para André Guedes, que é especialista em mão, alguns fogos de artifício podem provocar sequelas para o resto da vida. "As explosões causam a perda de dedos ou até o comprometimento da mão inteira” alertou. Nestes casos, a preocupação dos médicos é de salvar o membro afetado. “Os explosivos causam lesões na pele, nos tendões e nos ossos. Então, realizamos a retirada dos tecidos desvitalizados e fixamos as fraturas provisoriamente por fios de kirschner e fixadores até a melhora das condições da pele para afastar a possibilidade de infecções”, explicou.

Apesar de todo o empenho da equipe de ortopedia do Hospital Federal do Andaraí (HFA), há situações irreversíveis: “O último caso que tivemos foi um adolescente de 15 anos que perdeu a mão esquerda. Nesses casos, fazemos um trabalho de estimular o lado não dominante do paciente a funcionar. Hoje também existem próteses mioeletricas (que possuem abertura e fechamento da mão por ação muscular) que substituem os membros amputados, mas elas são muito caras”, contou André Guedes.
Desta forma, o mais importante neste período de festas juninas é não fazer uso de explosivos sem a orientação de um especialista. É possível manter a tradição cultural, mas sem correr riscos.

Fonte: Por Antonio Vianna - ASCOM/MS/RJ

 

Registrado em:
Adicionar Comentário

Comentários

  • Nenhum comentário encontrado

Facebook

Twitter

Instagram

TV Saúde

Web Rádio Saúde

TUBERCULOSE: Ministério da Saúde lança Plano Nacional para enfrentar a doença 

Flickr Saúde

Central de Arquivos

Outubro 2017
Seg Ter Qua Qui Sex Sab Dom
25 26 27 28 29 30 1
2 3 4 5 6 7 8
9 10 11 12 13 14 15
16 17 18 19 20 21 22
23 24 25 26 27 28 29
30 31 1 2 3 4 5
Fim do conteúdo da página