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  • publicado
  • Publicado: Quarta, 02 de Agosto de 2017, 08h00
  • Última atualização: 01/08/17 19h58

Países das Américas implementam ações para eliminar hepatites do continente

hepamericas-homeOs países das Américas estão implementando ações para alcançar a eliminação dos vírus das hepatites, ainda que persistam os desafios na detecção e diagnóstico dessa doença que, se não tratada a tempo, pode causar cirrose, câncer hepático e até levar à morte. Nas Américas, estima-se que 2,8 milhões de pessoas apresentem infecção crônica pelo vírus da hepatite B e 7,2 milhões, pela hepatite C.

No caso da hepatite C, três em cada quatro pessoas desconhecem ter a infecção. Calcula-se que ambas as hepatites causam cerca de 125 mil mortes a cada ano, tirando mais vidas que a tuberculose e a infecção por HIV como um todo.

No Dia Mundial da Hepatite, celebrado na sexta-feira (28), a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) destaca o compromisso dos países em avançar rumo à eliminação dessa doença e continua advogando por uma resposta organizada para prevenir, detectar e tratar as pessoas que precisam.

“Os países das Américas estão fazendo um esforço muito grande para implementar ações e políticas que levem à eliminação das hepatites”, disse Massimo Ghidinelli, chefe da Unidade de HIV, Hepatite, Tuberculose e Infecções Sexualmente Transmissíveis da OPAS/OMS. “No entanto, é uma epidemia silenciosa, pois muitas pessoas que tem a doença não apresentam sintomas até que o fígado esteja danificado. Por isso, deve-se redobrar esforços para alcançar a meta de eliminar as hepatites como problema de saúde pública até 2030 na região”, apontou.

Segundo pesquisa da OPAS/OMS realizada em maio deste ano, ao menos 21 dos 25 países pesquisados na região das Américas criaram estruturas dentro dos Ministérios da Saúde que abordam a implementação de medidas de resposta à hepatite.

A região também tem feito grandes esforços em termos de vacinação contra a hepatite B: todos os países vacinam crianças menores de um ano contra a doença e já são 22 os que aplicam essa vacina nas primeiras 24 horas após o nascimento, como recomendado pela OMS.

Além disso, em 24 dos 31 países pesquisados nas Américas, faz-se um monitoramento sistemático para hepatites em mulheres grávidas. A hepatite B pode ser transmitida de mãe para filho no momento do parto, bem como de outras formas. No entanto, a vacinação em todos os recém-nascidos pode prevenir a infecção em 95% dos casos, além de proteger as futuras gerações de contraírem essa infecção durante o curso de suas vidas.

Por outro lado, das 7,2 milhões de pessoas que vivem com hepatite C crônica na região, apenas 300 mil recebem tratamento, ou seja, 4%. Apesar dos novos tratamentos disponíveis terem o potencial de curar mais de 90% das pessoas infectadas com hepatite C e reduzirem o risco de morte por câncer de fígado ou cirrose, eles ainda não são acessíveis a todos devido ao seu alto custo. Apenas 18 países os financiam, mostra o relatório da OPAS “La hepatitis B y C bajo la lupa”, publicado em janeiro de 2017.

Em fevereiro de 2017, o Fundo Estratégico da OPAS incorporou medicamentos de alto custo para o tratamento da hepatite C com preços acessíveis. Desta forma, os países das Américas podem ter acesso às alternativas terapêuticas mais eficazes para o tratamento desse tipo de hepatite. O Fundo Estratégico é um mecanismo solidário de compras conjuntas de medicamentos essenciais e suprimentos de saúde estratégicos para os países da região.

Em 2015, os ministros de saúde das Américas definiram uma série de medidas para prevenir e controlar a infecção por hepatite viral, incluída no Plano Regional da OPAS para as Hepatites Virais 2015-2019 com destaque para as hepatites B e C. Entre outras ações, o plano propõe que os países desenvolvam planos nacionais, estendam a vacinação contra a hepatite B para todas as crianças menores de um ano e grupos populacionais de alto risco e vulneráveis; realizem campanhas de informação; e busquem opções para ampliar o acesso aos medicamentos.

O Dia Mundial da Hepatite deste ano é celebrado sob o tema "Eliminar a hepatite" e pretende intensificar as medidas para alcançar as metas de saúde dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável para 2030. A OPAS lançou uma campanha com materiais gráficos, vídeos e mensagens para redes sociais, entre outros, para informar sobre formas de prevenção e tratamento das hepatites.

Cúpula Mundial de Hepatites 2017
A Cúpula Mundial de Hepatites será celebrada de 1 a 3 de novembro, em São Paulo, para avançar em uma resposta na luta contra as hepatites. O tema do evento é “A aplicação da estratégia mundial do setor de saúde contra as hepatites virais: em direção à eliminação das hepatites como ameaça à saúde pública”. Essa é uma oportunidade para demonstrar a liderança da região das Américas em saúde pública.

A Cúpula é organizada conjuntamente entre OMS, Aliança Mundial contra a Hepatite e governo do Brasil e reunirá as principais partes interessadas, reunidas para impulsionar a resposta mundial.

Fonte: OPAS/OMS

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