A exibição do player de áudio desta página depende de javascript. Ir direto para menu de acessibilidade.
Portal do Governo Brasileiro
Início do conteúdo da página

Geral
  • publicado
  • Publicado: Terça, 05 de Setembro de 2017, 08h30
  • Última atualização: 05/09/17 12h38

Fiocruz e CNPq assinam acordo de cooperação técnico-científica

17 09 04 fiocruzbrasilia internaA presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, assinou na última quinta-feira (31/8), em Brasília, um acordo de cooperação para o compartilhamento de recursos humanos e conhecimentos em Tecnologia da Informação (TI) com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Pelo acordo, as duas instituições se associam para fomentar, coordenar e executar projetos de pesquisa em Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde.

A cooperação técnico-científica gerada pelo acordo vai significar novos esforços das duas instituições no sentido de promover desde o desenvolvimento e operação de bancos de dados até a adaptação de infraestrutura de TI em ciência biomédica e saúde pública ao chamado Big Data — expressão que se refere ao conjunto de dados complexos gerados a todo instante.

Ao lado do presidente do CNPq, Mário Neto Borges, e do vice-presidente de Gestão e Desenvolvimento Institucional da Fiocruz, Mário Santos Moreira, Nísia lembrou a longa parceria entre as duas instituições e afirmou que o acordo servirá para ampliar as possibilidades de projetos conjuntos em pesquisa, educação e em especial em gestão do conhecimento. “O acordo consolida uma história de anos de parceria e abre novas perspectivas”, destacou Nísia, para quem será possível ampliar as ações de gestão do conhecimento no Brasil com a cooperação entre as duas instituições. A retomada do processo de aproximação entre Fiocruz e CNPq foi promovido pelo vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Manoel Barral Neto, o que favoreceu a formalização do acordo assinado.

Nísia lembrou de alguns projetos desenvolvidos na Fiocruz Brasília no campo da gestão do conhecimento. Citou a iniciativa da Fiocruz com o Observatório de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, e, ainda, a criação do Cidacs (Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde), ligado à Fiocruz Bahia. Projetos dessa natureza, segundo ela, deverão ser potencializados com o acordo.

Para ela, a TI voltada para a pesquisa e para a gestão do conhecimento é fundamental para a sociedade. A presidente ressaltou também a colaboração da Fiocruz com os esforços de se repensarem os sistemas de avaliação vigentes no país, como os da Capes e do próprio CNPq.

O presidente do CNPq, Mário Borges, iniciou sua fala destacando a rapidez e a eficiência com que o acordo entre as duas instituições foi elaborado, num intervalo de poucas semanas. “As instituições públicas do Brasil precisam disso”, reforçou. Ele realçou a importância da parceria do CNPq com a Fiocruz uma vez que a área da saúde é uma das de maior destaque no campo da pesquisa em que sua instituição atua.

Borges destacou ainda o protagonismo da Fiocruz para a pesquisa no Brasil, sendo ela, na Região Sudeste, a maior produtora de conhecimento em saúde. Segundo ele, o país precisa estimular a cultura da inovação. “O Brasil é conhecido como a 8ª economia do mundo, mas ainda estamos muito atrás quando o assunto é inovação em pesquisa”. Por isso, Borges acredita que a parceria com a Fiocruz amplia as possibilidades de se criar uma cultura de fomento à inovação científica. Disse que os pesquisadores nacionais estão preparados para isso. Citou, como exemplo, a pesquisadora da Fiocruz Pernambuco, Celina Turchi — classificada pela revista Nature entre os dez pesquisadores mais influentes do mundo, e, pela revista Times, entre as 100 pessoas mais influentes do mundo – ao lado do jogador Neymar. Ao citar os dois brasileiros mais influentes, o presidente do CNPq ainda brincou, dizendo que “o futebol não precisa de mais dinheiro”.

Decano de Pesquisa e Pós-Graduação da Universidade de Brasília (UnB) até 2013, e atual coordenador do Núcleo de Inteligência do Futuro, também da UnB, Issac Roitman destacou o simbolismo do acordo assinado entre Fiocruz e CNPq, uma vez que, em sua opinião, são duas instituições significativas para a ciência brasileira. “Nós precisamos, sobretudo, de união, e essa relação é extremamente importante”, afirmou.

Também presente à cerimônia de assinatura do acordo, o diretor da Fiocruz Brasília, Gerson Penna, assinalou que a Fiocruz é campeã em publicações sobre leishmaniose no mundo. Além disso, reforçou a necessidade de o Brasil transformar conhecimento em soluções para a saúde, em especial no que diz respeito às doenças negligenciadas. Como um dos passos iniciais para as discussões sobre gestão do conhecimento em saúde, Penna citou a atuação da assessora especial da Fiocruz Brasília, Celina Roitman, presente à cerimônia, que foi responsável pela realização da 1ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, em 1994, quando era superintendente da área de Ciências da Vida no CNPq.

O acordo assinado entre as duas instituições expressa a constituição de uma aliança estratégica entre a Fiocruz o CNPq como seu objeto central, e terá a vigência de cinco anos, podendo ser renovado.

Fonte:Wagner Vasconcelos (Fiocruz Brasília)

 

Registrado em:
Adicionar Comentário

Comentários

  • Nenhum comentário encontrado

Facebook

Twitter

Instagram

TV Saúde

Web Rádio Saúde

TUBERCULOSE: Ministério da Saúde lança Plano Nacional para enfrentar a doença 

Flickr Saúde

Central de Arquivos

Setembro 2017
Seg Ter Qua Qui Sex Sab Dom
28 29 30 31 1 2 3
4 5 6 7 8 9 10
11 12 13 14 15 16 17
18 19 20 21 22 23 24
25 26 27 28 29 30 1
Fim do conteúdo da página