Ir direto para menu de acessibilidade.
Portal do Governo Brasileiro
Início do conteúdo da página

Geral
  • publicado
  • Publicado: Quarta, 27 de Setembro de 2017, 07h00
  • Última atualização: 27/09/17 13h58

Diretora da OPAS destaca progressos e desafios regionais em saúde entre 2013 e 2017

 

carissa-29-conferencia-sanitariaEm um importante relatório de prestação de contas apresentado na segunda-feira (25), a diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Carissa F. Etienne, destacou os principais progressos e desafios em saúde nas Américas entre os anos de 2013 e 2017, bem como o papel da cooperação técnica do organismo internacional para esses desenvolvimentos.

"Houve muitas realizações e sucessos, em grande parte devido aos Estados Membros, que trabalham cada vez mais próximos de nós para moldar e assumir a responsabilidade pelos resultados da cooperação técnica", disse Etienne. A diretora acrescentou que, "embora haja muito para ser celebrado, houve progressos desiguais, e a inequidade surgiu como uma barreira para realizações maiores".

 

Etienne, que foi eleita como diretora da OPAS há cinco anos, apresentou o Relatório Quinquenal 2013-2017 aos ministros da Saúde e outros delegados de alto nível de todas as Américas que participam esta semana da 29ª Conferência Sanitária Pan-Americana em Washington, DC.

O relatório detalha a cooperação técnica da Secretaria Sanitária Pan-Americana, o secretariado da OPAS, em áreas que vão desde o fortalecimento da preparação para desastres, entre outras emergências de saúde, a apoiar a legislação e a regulamentação de produtos potencialmente prejudiciais.

Entre os exemplos desta cooperação técnica de cinco anos, estão a ajuda aos países na preparação para uma possível introdução do vírus ebola, em 2014, e ajudá-los a lidar com a rápida e ampla disseminação do vírus chikungunya, em 2014 e 2015. Um desafio especialmente significativo enfrentado pelos países durante o período foi o vírus zika, que se espalhou por toda a região em 2015 e 2016, causando um aumento acentuado nas malformações no nascimento e na síndrome neurológica da síndrome de Guillain-Barré.

"A Secretaria trabalhou com países e parceiros para rastrear a epidemia, ao mesmo tempo em que forneceu suporte crítico em diagnóstico clínico e laboratorial de casos e seu gerenciamento e controle vetorial, entre outros", observou Etienne. "Trabalhamos também com parceiros para fornecer diretrizes éticas baseadas em evidências e aconselhamento para os Estados Membros".

Outra ajuda-chave da OPAS para os países membros incluiu a assistência na resposta aos desastres naturais, entre eles o terremoto de magnitude 7,8 que atingiu o Equador em 2016 e o furacão Matthew de categoria 5, que causou estragos no Caribe no mesmo ano. Para fortalecer sua cooperação técnica em emergências, a OPAS fundiu recentemente seu programa de assistência a desastres e ajuda humanitária com sua equipe de alerta e resposta a epidemias para criar o novo Departamento de Emergências de Saúde, paralelamente a um movimento similar da OMS.

Marcos regionais de saúde

O relatório destaca três marcos históricos de saúde pública durante o período do relatório: a eliminação regional da rubéola endêmica e da síndrome da rubéola congênita da região em 2015 e a eliminação do sarampo endêmico em 2016. A OPAS contribuiu para essas conquistas, ajudando os países a fortalecerem seus programas nacionais de vacinação, acompanhando os focos e monitorando a cobertura da vacinação, promovendo e coordenando anualmente a Semana de Vacinação nas Américas e por meio do Fundo Rotatório da OPAS, que permite aos países comprarem vacinas e insumos a preços acessíveis.

Entre outras realizações estão a eliminação da oncocercose na Colômbia, Equador, Guatemala e México; a eliminação da doença de Chagas no Brasil, Chile e Paraguai; e a eliminação do tracoma no México. Além disso, em meados de 2017, mais de 20 países e territórios relatavam dados consistentes com a eliminação da transmissão de HIV e sífilis de mãe para filho.

Na área de doenças crônicas não-transmissíveis (DCNT), principais causas de morte e incapacidade em países de toda a região, o relatório detalha o progresso apoiado pela OPAS dos países na implementação de medidas legislativas, regulamentares e fiscais para reduzir os fatores de risco dessas enfermidades. Essas medidas incluem impostos sobre bebidas açucaradas, rotulagem frontal do pacote de produtos alimentares processados, restrições à comercialização de produtos não saudáveis para crianças e implementação de medidas de controle do tabagismo, como avisos gráficos em embalagens e legislação sobre espaços públicos sem tabaco.

Progresso em direção à saúde universal

Um dos desenvolvimentos mais importantes durante esse período foi a adoção, em 2014, da Estratégia Regional de Acesso Universal à Saúde e Cobertura Universal de Saúde, na qual os Estados Membros da OPAS se comprometeram a assegurar que todas as pessoas, independentemente da sua capacidade de pagar, recebam os cuidados de saúde que precisam e quando precisam.

Etienne afirmou que, daqui para frente, a OPAS priorizaria a cooperação técnica para ajudar os países a avançar em direção à saúde universal. Isso inclui ajudar os países a identificar formas de aumentar o financiamento público para a saúde, reorganizar os sistemas de saúde para sua maior eficiência e eficácia e expandir o acesso aos cuidados de saúde para populações vulneráveis, como as minorias étnicas, além de colaborar com outros setores para melhorar as condições sociais que afetam saúde.

"Ao destacar as realizações", disse Etienne, "reconhecemos que continuam a existir muitos desafios para o desenvolvimento da saúde nacional, sub-regional e regional que devemos enfrentar juntos, com um foco inabalável na equidade".

Fonte: OPAS/OMS

 

Registrado em:
Adicionar Comentário

Comentários

  • Nenhum comentário encontrado

Facebook

Twitter

Fim do conteúdo da página