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  • publicado
  • Publicado: Quarta, 06 de Junho de 2018, 15h42
  • Última atualização: 11/06/18 10h46

Teste do pezinho: um pequeno passo para o seu bebê; um salto para o futuro

junho lilas apaeA linha de cuidado da saúde da criança é uma prioridade do Ministério da Saúde que visa a redução da mortalidade infantil e a abordagem integral à saúde das crianças. Uma das ações que faz parte dessa linha de cuidado é a Triagem Neonatal Metabólica, conhecida como Teste do Pezinho – um exame rápido, realizado em gotinhas de sangue do calcanhar do bebê com a finalidade de diagnosticar doenças endócrinas ou metabólicas que podem levar à deficiência intelectual e/ou causar outros prejuízos à qualidade de vida da criança.

O Ministério da Saúde instituiu o Programa Nacional de Triagem Neonatal cujo objetivo é a realização do Teste do Pezinho gratuito em hospitais públicos e maternidades, que permite a intervenção clínica precoce e proporciona o tratamento adequado dos recém-nascidos diagnosticados por todo o Brasil. Na maior parte do país, o teste gratuito detecta seis doenças. O Teste do Pezinho está disponível em todo Brasil, com 21 mil pontos de coleta, distribuídos entre as redes de Atenção Básica, Hospitais e Maternidades.

O exame deve ser realizado após 48 horas do nascimento até o quinto dia de vida do bebê. O objetivo da realização do Teste do Pezinho no tempo correto é diagnosticar os bebês antes que os sintomas apareçam. Com isto, temos um grande papel na prevenção de doenças. Muitas delas não têm cura, mas quando o tratamento precoce é iniciado, há um importante impacto na qualidade de vida da criança e em alguns casos é possível a prevenção da deficiência intelectual. 

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Quando o teste é realizado após 30 dias de vida e o resultado é positivo para alguma doença, o tratamento pode não reverter algumas sequelas. O prazo mínimo de coleta também deve ser respeitado, para que o bebê tenha se alimentado com uma quantidade suficiente de proteína necessária para a detecção de alteração no exame, como é o caso de bebês com fenilcetonúria.

 

Caso tenha recebido um contato após a realização do teste do pezinho para recoleta do exame, é muito importante comparecer quando solicitado para repetição do teste. Quando há uma suspeita, não significa que o resultado seja uma doença, e sim que um novo exame será necessário para confirmar o resultado.
Quando o novo resultado confirma a alteração, outros exames podem ser necessários para a conclusão diagnóstica. Caso uma doença seja confirmada, o Sistema Único de Saúde (SUS) garante o atendimento especializado. Para as seis doenças detectadas no programa, há tratamento adequado, gratuito e acompanhamento por toda a vida nos serviços de referência em triagem neonatal ou nas universidades que estão presentes em todos os estados brasileiros.

Além do teste do pezinho gratuito, alguns hospitais, maternidades e laboratórios oferecem versões mais ampliadas do exame, que podem detectar até 50 doenças, como é o caso da APAE DE SÃO PAULO, que trouxe o teste para o Brasil em 1976 e é pioneira na realização do exame.

 

Antes de o bebê nascer, procure se informar no local onde pretende dar à luz sobre as opções disponíveis. Para mais informações sobre o teste do pezinho realizado pelo serviço público de seu Estado, consulte a Sociedade Brasileira de Triagem Neonatal através do site https://www.sbtn.org.br.

Conheça a campanha Junho Lilás para conscientização sobre a importância do Teste do Pezinho: http://www.apaesp.org.br/pt-br/teste-do-pezinho/Paginas/junho-lilas.aspx

Por Flavia Balbo Piazzon, para o Blog da Saúde

flavia piazzon teste do pezinhoFlávia Piazzon tem graduação em Medicina pela Faculdade de Medicina de Marília. Pediatra e Geneticista pela UNIFESP. Doutorado em Patologia e Genética pela FMUSP. Possui Título de Especialista pela Sociedade Brasileira de Pediatria e pela Sociedade Brasileira de Genética Médica. Atualmente é consultora científica da APAE DE SÃO PAULO e médica geneticista do Ambulatório de Especialidades Pediátricas do Hospital Sírio-Libanês. Também é médica colaboradora do Ambulatório de Doenças Neurometabólicas do Instituto da Criança – HC/ FMUSP.

 

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