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  • publicado
  • Publicado: Quarta, 08 de Maio de 2019, 15h25
  • Última atualização: 08/05/19 15h26

SAÚDE CRÔNICA: O papel do RPG e a literatura para a criatividade

20181226 184537-01“Os cavalos esbaforiam cavalgando velozmente por uma planície desértica, em uma paisagem nada agradável, enquanto cruzavam um reino inimigo. Os quatro aventureiros que seguiam juntos nessa viagem, tinham se oferecido para a missão de resgatar a relíquia sagrada que poderia deter o avanço dos exércitos malignos e reestabelecer a paz entre os reinos. Eram soldados da fortuna, mas acima de tudo, amigos que dependiam da confiança uns nos outros para sobreviver à difícil jornada que os transformaria em heróis salvando o povo. E era isso que os motivava a continuar enfrentando os perigos desconhecidos até a fortaleza de Mampang, onde o senhor do escuro os aguardava”.

 

Essa aventura se passou coletivamente na imaginação de cinco amigos sentados em volta de uma mesa, enquanto tomavam boas xícaras de café e contavam histórias medievais de espada e magia, jogando uma partida de RPG – mais especificamente Dungeons and Dragons. Nesse jogo, cada pessoa representa um personagem dentro de uma história, que vai desenrolando na medida em que novos acontecimentos surgem. É um exercício de interação social usando apenas lápis, papel, dados e um pouco de criatividade.

Essa foi uma sessão do meu grupo de jogo, que se reúne a cada quinze dias aos finais de semana, para desfrutar de boas risadas e momentos épicos. E se você não entendeu muito bem o que é o RPG, é como se cada um de nós estivesse dentro da série Game of Thrones, representando um dos personagens e escolhendo as ações que cada um vai desempenhar na história. Não existem ganhadores ou perdedores, apenas amigos se divertindo juntos e exercitando nosso órgão mais complexo: o cérebro.

Para isso, é fundamental manter em dia a leitura. E isso é algo que precisamos melhorar no Brasil. De acordo com a Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, realizada pelo Ibope, o brasileiro lê pouco. Menos de 60% da população lê, no mínimo, três livros por ano. Mas o melhor número está entre crianças de cinco anos até adolescentes de 13 anos, em que a principal motivação para ler um livro está o gosto pela literatura.

Mas daí você se pergunta o que tem a ver meus jogos de RPG com a leitura? É simples! Eu me encaixo em uma parte da pesquisa que diz que a mãe é a principal pessoa a influenciar a leitura no Brasil. Minha mãe foi a primeira pessoa que falou sobre RPG e me explicou do que se tratava. Ela nunca jogou, mas sempre reconheceu a importância desse tipo de estímulo para meus irmãos e para mim. Meu pai também teve um papel importante nisso! Ele sempre se mostrou incansável quanto ao encorajamento da leitura e de jogos. Foi ele quem me deu os meus livros de RPG na infância, além dos meus primeiros dados de jogo.

Além disso, minha primeira partida de RPG aconteceu no início dos anos 1990, quando um tio teve a incrível disposição de jogar Dungeons and Dragons com meus primos, irmãos e eu, numa noite fria de sábado. Ainda hoje a lembrança daquele momento é bastante vívida em minha mente. Foi um momento especial e verdadeiramente mágico! Essa noite abriu uma série de novas perspectivas na minha vida, além de influenciar leituras e, por que não, na vida adulta como jornalista – que nada mais é do que alguém que vive para contar histórias!?

Hoje sou pai de dois moleques. O Arthur está com 13 anos e o Ravi com 3. E eu tento fazer por eles, a mesma coisa que minha família: incentivar a leitura e o RPG.

Por Janary Damacena.

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