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  • publicado
  • Publicado: Quinta, 21 de Novembro de 2019, 18h24
  • Última atualização: 21/11/19 18h24

Conheça um pouco mais sobre os ganhadores do Prêmio InovaSUS 2019

inovasus-620x341Projetos que contribuem para melhorar o atendimento à população com menor custo e maior eficiência são premiados pelo Ministério da Saúde na 7ª edição do Prêmio INOVASUS. A ideia é que essas iniciativas sejam conhecidas e possam inspirar outros municípios do país. Os participantes inscreveram suas iniciativas em cinco temas sobre Gestão do Trabalho em Saúde.

Na categoria de gestão administrativa, o projeto “Sistema de Controle de Agravos do Território”, da Unidade de Vigilância em Saúde de Ermelino Matarazzo (UVIS) da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, criou um serviço de gerenciamento de todas as etapas do processo de controle das doenças transmitidas por vetores, possibilitando maior agilidade e eficiência na prevenção e controle das doenças.

“O nosso projeto foi a união dos bancos de dados que analisam os casos de arboviroses. E olha que não são poucos os bancos de dados que trabalham com um único agravo. Isso deixa o profissional completamente louco. E também, além de unir esse banco de dados em um só, foi a união dos saberes da Vigilância Epidemiológica com a Vigilância Ambiental”, ressaltou a Carolina Beltramini de Carvalho Donola, da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo.

O controle de doenças transmissíveis é um dos desafios para a organização de programas de saúde em todo o mundo e exige dos gestores uma constante reorganização dos serviços, ampliando as ações e desenvolvendo protocolos integrados de atenção ao paciente. O Sistema de Controle de Agravos do Território (SCAT) armazena todas as informações necessárias em um só lugar, e pode fazer cruzamento de dados do paciente, unidade de abrangência e o seu território, levantamento de resultados laboratoriais e emissão de diversos relatórios.

Antes, as UVIS realizavam as ações de vigilância sanitária, epidemiológica e ambiental de forma separada, o que dificultava a comunicação e a troca de informações e tornava todo o processo mais lento. Com a criação do SCAT, o processo de notificação e tomada de decisão tornou-se uma via de mão-dupla, agilizando a cobrança e a efetividade das ações.

O SCAT reduziu o tempo de triagem, registro da notificação e o tempo de início das ações de controle do vetor Aedes aegypti, que antes chegava a 96 horas, para 36 horas após o recebimento da notificação.

Na categoria Saúde Mental do Trabalhador da Saúde, o projeto “Acolhimento como ferramenta de apoio às tensões emocionais do trabalhador da saúde”, da Secretaria Municipal de Saúde de Guarulhos (SP), foi feito um Setor de Acolhimento de Saúde do Trabalhador junto ao Núcleo de Saúde do Trabalhador da Saúde. A ação possibilitou o atendimento, registro e encaminhamento das necessidades dos profissionais, buscando estratégias para enfrentamento dos elevados níveis de adoecimento dos trabalhadores da saúde.

“Nós acolhemos os trabalhadores em situação de sofrimento tanto mental, também algumas vezes no físico, mas na área profissional e também na área pessoal. E fazemos algumas pactuações com eles das necessidades que eles nos apresentam naquele momento”, revelou Sueli de Moraes Silva, da Secretaria Municipal de Saúde de Guarulhos.

A Secretaria Municipal de Saúde de Guarulhos possui cerca de 7 mil funcionários e, para o desenvolvimento do trabalho, foram consideradas as propostas da Política Nacional de Humanização (PNH) para dar o acolhimento e o apoio aos trabalhadores nas situações de adoecimento físico e desgaste mental, assim como nos conflitos profissionais e pessoais.

Todas as necessidades são registradas de acordo com uma classificação, que pode ser: conflitos relacionados ao trabalho; conflitos relacionados ao pessoal; e solicitações diversas, que podem ser de transferência ou retorno ao trabalho, em caso de trabalhadores que estavam afastados por auxilio doença ou incapacidade laboral, por exemplo.

Essas informações geram agendamento para consulta psiquiátrica, consulta psicológica, encaminhamento para a seção de seleção e movimentação de pessoal, entre outros. De 2017 para 2018, houve um aumento de 15% no total de acolhimentos realizados pelo setor.

Na categoria arquitetura hospitalar, o projeto “Nova arquitetura do Pronto Socorro de Pelotas: uma construção participativa”, da Secretaria Municipal de Saúde de Pelotas fez uma reforma estrutural no Pronto Socorro de Pelotas (PSP) para melhorar a organização dos serviços e a qualidade da assistência prestada à população. A reforma contou com três diferenciais: participação dos funcionários e usuários na criação e execução do projeto, utilização de mão de obra prisional remunerada e doação de material de construção pela população e por empresários.

“O projeto de requalificação aqui no Pronto Socorro só foi possível mediante a mão de obra prisional, porque hoje em dia nós não teríamos condições de fazer toda a obra existente que foi feita aqui com relação à questão financeira”, revelou Leandro Leitzke Thurow, da Secretaria Municipal de Saúde de Pelotas.

O Pronto Socorro de Pelotas (PSP) é referência regional para 28 municípios em urgência e emergência. Juntos, os municípios somam uma população que ultrapassa 1,5 milhão de habitantes. O PSP conta com 270 funcionários e, em 2018, realizou 92.191 atendimentos. Desses, 62.782 (68,1%) realizaram consulta médica, 24.169 (26,22%) usuários foram referenciados para o Pronto Atendimento, 1.447 (1,57%) foram referenciados para a Traumatologia, 1.498 (1,62%) foram referenciados para as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e 2.295 (2,49%) foram referenciados para Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

A reforma focou a criação de uma estrutura física adequada, sem data limite para conclusão e contou com as sugestões de funcionários e usuários do PSP e com apoio dos profissionais. Também, de forma inédita, foram observados vários movimentos externos de apoio à reforma, com iniciativas de campanhas de doação de materiais de construção. Uma entidade doou 90 metros quadrados de porcelanato. Uma loja de materiais de construção vendeu a preço de custo ao PSP.
A utilização de mão de obra prisional valorizou o processo, reconhecido como uma espécie de retribuição à sociedade e como importante forma de ressocialização por meio do trabalho.

O resultado foi um Pronto Socorro totalmente reformado, com uma ambiência muito mais acolhedora, uma arquitetura com melhor aproveitamento e otimização dos fluxos. O resultado positivo foi além do espaço físico, com relatos de médicos satisfeitos em compor a equipe do PSP, se oferecendo para trabalhar maior número de horas.

Na categoria Gestão Solidária, o projeto “Primeiro Laboratório de Tecnologia Assistiva Hospitalar de Baixo custo do Brasil”, do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE) da Secretaria Estadual do Pará, o trabalho desenvolvido inseriu a Tecnologia Assistiva para proporcionar e ampliar habilidades funcionais de pessoas com deficiência, promovendo a independência e inclusão. Para a execução do projeto foi criado o primeiro Laboratório de Tecnologia Assistiva Hospitalar de Baixo Custo do Brasil, com produção de próteses de baixo custo e pautadas na sustentabilidade.

“A gente trouxe essa proposta de um laboratório que usa materiais de baixo custo e conseguimos ampliar a produção das órteses aqui no hospital, para ele retornar para sua rotina e realizar todas as suas atividades e ocupações de uma maneira mais independente possível”, contou Rafael Ângelo Araújo e Lucas da Silva Muniz, da Secretaria de Estado de Saúde do Pará.

O serviço é oferecido para os pacientes das unidades de terapia intensiva (UTI), unidades de internação, centro de queimados, ambulatório e pronto atendimento. O laboratório utiliza alguns materiais com baixo custo para confecção de órteses e adaptações para as atividades de vida diária, conforme a demanda de fluxo de atendimento na instituição.

A iniciativa se deu a partir de um aumento da incidência de lesões por pressão (LPP), quando a falta de movimentação causa pressão constante no mesmo ponto, diminuindo a circulação sanguínea do paciente acamado, e pelo aumento na demanda de confecção de órteses para prevenção de deformidades de pacientes com sequelas neurológicas e por conta de queimaduras, principalmente.

A escolha do modelo e do tipo de material a ser utilizado na confecção da prótese depende da avaliação do terapeuta ocupacional, do quadro clínico do paciente e da gravidade da patologia. Os dispositivos confeccionados atendem as adaptações para a vida diária, com enfoque nas tarefas de alimentação, autocuidado, escrita, vestuário e também as órteses estáticas, dinâmicas e articuladas, tanto para membros superiores quanto inferiores.

Na categoria educação e segurança no trabalho, o projeto “A segurança do trabalho e saúde ocupacional aplicada ao servidor público da Secretaria de Saúde do Município de Manaus”, o trabalho implantou o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) e o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA). A implantação dos programas permitiu a minimização, o controle e a eliminação de diversos agentes de riscos ambientais que podem causar acidentes de trabalho e doenças ocupacionais.

“O projeto, ele tem as suas características e as suas preventivas e corretivas baseadas em legislações trabalhista e previdenciária. Ali nós queremos identificar os agentes de riscos ambientais que estão dentro deste local de trabalho, buscando elimina-los deste local”, explicou Cleves de Sousa Bruce e Daniel Sampaio Derze, da Secretaria Municipal de Saúde de Manaus.

Os acidentes, as doenças do trabalho e as doenças profissionais são discutidas nas esferas pública, jurídica e técnica na busca de ambientes de trabalho mais salutares. Com o objetivo de aplicar as diretrizes legais e ampliar as ações preventivas para a saúde ocupacional e a segurança do trabalho para o servidor de saúde, a Secretaria Municipal de Saúde de Manaus (SEMSA) criou a Divisão de Qualidade de Vida no Trabalho (DIQVT).

O projeto começou em junho de 2018 com a apresentação do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) e do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA). Os dois programas estão sendo desenvolvidos na sede administrativa da SEMSA e posteriormente serão expandidos para todos os Distritos de Saúde, bem como para a Maternidade Dr. Moura Tapajóz e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

A ideia é tornar o projeto efetivo em toda a Secretaria, com a implantação de equipes multiprofissionais, sediadas em cada distrito, para atendimento da demanda identificada nos programas para que se possa agir de forma corretiva/preventiva.

Desde o início dos programas PPRA e PCMSO, várias ações estão sendo realizadas, como o controle de imunizações, a campanha de Prevenção à Hipertensão Arterial Sistêmica, Saúde da Mulher, Campanha de Prevenção de Acidentes de Trabalho, Campanha de prevenção de Diabetes Mellitus, Campanha de Combate ao Câncer de próstata, Prevenção de LER/DORT, Campanha de combate e conscientização sobre o uso de drogas ilícitas, álcool e tabagismo, e Saúde bucal.
Conjuntamente, são desenvolvidos projetos de mudanças estruturais, no intuito de incorporar itens de segurança do trabalho para evitar acidentes e melhorar a qualidade de vida dos servidores e usuários.

Os atendimentos médicos realizados têm trazido um monitoramento contínuo para a saúde dos trabalhadores. Foram atendidos 219 servidores no período de junho a dezembro de 2018.

Um ambiente de trabalho saudável contribui para o bom andamento das atividades e, consequentemente, para uma maior produção no que se refere aos vários recursos aplicáveis dentro da instituição. Segurança, saúde e qualidade de vida são ferramentas fundamentais para a produtividade, bem como para a melhoria de vida do servidor.

Luíza Tiné e Christiana Suppa, para Blog da Saúde

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