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  • Publicado: Quinta, 04 de Dezembro de 2014, 08h59
  • Última atualização: 04/12/14 10h52

Confira como ter uma alimentação mais saudável com a Bela Gil

Bela Gil - Crédito: DivulgaçãoAprender a cozinhar para se alimentar bem levou Bela Gil a Nova York, nos Estados Unidos, para se especializar em nutrição e gastronomia. Filha do cantor Gilberto Gil, Bela voltou ao Brasil e hoje apresenta o programa Bela Cozinha, pelo canal a cabo GNT. 

A missão de Bela Gil é provar que comida de verdade não faz mal, se foram feitas boas escolhas. Em uma entrevista ao Blog da Saúde, Bela falou sobre questões sobre nutrição e saúde, hábitos alimentares e a ingestão de alimentos processados.

Uma alimentação saudável é a base para ter uma boa saúde, mas a correria do dia a dia prejudica em muito este “tempo” para alimentação. Como você aconselha que as pessoas balanceiem a alimentação saudável mesmo com a rotina atribulada?

Comer bem também é uma questão de planejamento. Não precisamos cozinhar todos os dias para ter uma alimentação saudável. Podemos tirar uma manhã de domingo, por exemplo, para ir à feira e deixar os vegetais já lavados na geladeira. Podemos tirar uma noite na semana para cozinhar uma panela de feijão, uma sopa ou caldos e deixar congelado, assim como podemos usar o arroz dormido para fazer bolinhos ou risoto. Podemos congelar as frutas que estão maduras demais e iriam para o lixo, para fazer sorvete ou uma vitamina rápida pela manhã adicionando um pouco de agua e aveia. Ou até fazer um molho pesto com as folhas que estão amarelando e deixar como uma pastinha para comer com pão, vegetais ou macarrão. Com bom planejamento e um pouco de criatividade conseguimos ter sempre uma comida saudável na geladeira. Não é necessário que você próprio faça a sua comida, mas acho importante que seja ativo em pelo menos uma etapa do ato de cozinhar. Por exemplo, ir a feira, fazer a lista de compras, cortar legumes ou lavar uma alface já são ações que nos aproximam do ato de cozinhar e nos deixam mais responsáveis sobre aquilo que comemos. Fazendo a lista de compra do supermercado você tem o poder de escolher se colocará refrigerante dentro de casa ou não, indo a feira você tem o poder de escolher entre alimentos orgânicos ou não, e assim ganhamos mais autonomia e conhecimento para escolher uma alimentação mais saudável.

Outra queixa da população é que a alimentação saudável é cara. É possível comer bem e barato?

Reconheço que muitas vezes o pé de alface é mais caro que um saco de biscoito, porém um prato de arroz, feijão, legumes e verduras é mais barato do que uma lasanha congelada ou um lanche nas redes de fast food. E em longo prazo, a alimentação saudável sai muito mais em conta para o bolso, para a saúde e para o meio-ambiente. As nossas prioridades na vida tem que ser bem estabelecidas. Queremos dedicar mais tempo para a alimentação e ter mais saúde ou economizar tempo e viver de biscoitos e refrigerantes? E sei que uma das criticas aos alimentos orgânicos é a seu alto custo. Isso depende muito do lugar onde compramos os alimentos orgânicos. Se comprarmos direto do produtor, nas feiras orgânicas ou porta a porta, os produtos saem mais em conta do que os convencionais nas redes de supermercados. O maior problema que encontro é a distribuição dos alimentos orgânicos. Não é em todo lugar que achamos e o incentivo ao seu consumo ainda é pequeno. Então, ter os alimentos naturais como grãos, legumes, verduras e frutas como base da alimentação é fundamental para uma vida saudável e se for orgânico melhor ainda. Mas é melhor consumir alface convencional à refrigerante orgânico.


O nível de obesidade do Brasil cresce de forma preocupante. E as últimas pesquisas mostram que entre as crianças, este número é muito alto. A seu ver, o que está errado?

Não tem como apontar um único fator para a obesidade no Brasil. Existem vários fatores que influenciam no crescimento do número de crianças obesas aqui no Brasil e no mundo. O número de propagandas de produtos alimentícios altamente processados, calóricos e sem qualidade nutricional que cativam as crianças são muito grandes. E elas não têm o poder de discernir se aquele produto é ou não é bom para a sua saúde. Esse ato covarde da mídia contra as crianças é um grande fator para o aumento de peso. O preço dos refrigerantes, salgadinhos, macarrão instantâneo são muito atrativos e muitas vezes os pais acham que compensa comprar um refrigerante do que fazer um suco em casa. Eles fazem isso para agradar os filhos, economizar tempo e dinheiro. Precisamos urgentemente mudar esse pensamento e esta realidade. Outro aspecto é que os produtos altamente processados e industrializados contem formulas químicas viciantes que geram uma dependência física e psicologia no consumidor. Então, a criança vai chorar, espernear nas gôndolas do supermercado até os pais comprarem o tal biscoito recheado que ela já está viciada.

Os alimentos ultraprocessados são uma das maiores fontes de gorduras e sódio. Como você sugere que estes alimentos de “pacotinhos” possam ser substituídos, principalmente, na alimentação das crianças?

Eu tenho uma filha que foi criada sem pacotinhos em casa. Mais uma vez, acredito que a dedicação e planejamento dos pais seja essencial para uma boa formação alimentar dos filhos. Toda a criança quer comer biscoito, é docinho, gostoso, rápido e prático. Mas não precisa ser de pacotinho e não precisa ser oferecido a toda hora. Os pais devem ser estabelecer regras em casa. Dizer que tipo de comida entra e não entra na dispensa, dar preferência a produtos feitos em casa. Por exemplo, as crianças não precisam ficar sem comer bolo ou biscoito, mas pode ser um bolo ou biscoito feito com casa onde sabemos exatamente o que estamos consumindo. Sabemos qual é a quantidade de açúcar, sal e gordura que colocamos. O segredo para substituir os alimentos ultraprocessados é cozinhar.

Para uma família que está com a alimentação “errada” como você sugere que se inicie uma alimentação mais saudável?

O primeiro passo para uma boa alimentação é diminuir o consumo de produtos industrializados e altamente processados, trocar os produtos refinados por integrais e equilibrar a quantidade do consumo de legumes, verduras, cereais integrais e frutas. Um exemplo de um cardápio desequilibrado nutricionalmente:
Café da manhã- pão francês com manteiga e café com leite.
Almoço- macarrão com salsicha
Lanche- biscoito agua e sal ou bolo de pacotinho
Jantar - arroz, feijão e ovo mexido

Pode ser substituído por:
Café da manhã - pão integral com manteiga, café preto e suco verde (1 folha de couve batido com maça ou banana)
Almoço - macarrão com legumes
Lanche - 1 fruta
Jantar - arroz, feijão e legumes

Você elogiou o Guia Alimentar da População Brasileira, desenvolvido pelo Ministério da Saúde em sua página do Facebook. O que você destaca da publicação ou como ela pode auxiliar no dia a dia das famílias?

O Guia Alimentar não só mostra como montar um prato saudável, apresentando e explicando os diferentes grupos alimentares e assim dando independência e responsabilidade para o leitor se alimentar de maneira saudável. Mostra outros aspectos da alimentação muitas vezes esquecidos pelos consumidores. Como por exemplo, o impacto ambiental, social, econômico e afetivo da alimentação. O Guia não só mostra como comer bem, mas sim como viver bem, no corpo físico, mental e emocional.

Você tem alguma sugestão de uma receita saudável e barata que possa ser incluída na alimentação das famílias?

Molho Vermelho:macarrão integral com molho vermelho - Crédito: Divulgação/ GNT
Rendimento: 6 porções
Ingredientes:
3 cenouras, cortadas em pedaços médios
½ beterraba grande, cortadas em pedaços médios
2 colheres de sopa de azeite de oliva ou oleo de girassol
½ cebola picada
2 dentes de alho picado
3 copos de água
1 colher de sobremesa de orégano seco
1 folha de louro
2-3 colheres de chá sal marinho
½ xícara manjericão fresco picado + 1/4 de xícara para o final

Modo de preparo:

1. Aqueça o azeite em uma panela de fundo grosso em fogo médio.
2. Adicione a cebola e o alho e cozinhe, mexendo de vez em quando, por 5 minutos, até que as cebolas fiquem translúcidas. Adicione a cenoura, a beterraba, a água, orégano, folha de louro, sal, manjericão e tampe a panela.
3. Deixe para ferver, em seguida, abaixe o fogo e cozinhe por cerca de 30 minutos, até que os vegetais estejam bem macios.
4. Bata os legumes no liquidificador, e ajuste o tempero se necessário.
5. Adicione a outra metade do manjericão picado, e leve ou fogo por mais 5 minutos e sirva.

 

Fonte: Gabriela Rocha/ Blog da Saúde

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