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Combate ao Aedes
  • publicado
  • Publicado: Segunda, 21 de Novembro de 2016, 09h00
  • Última atualização: 20/12/16 10h54

Integração entre Universidades Paranaenses cria projeto para controle do Aedes aegypti

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Dois larvicidas, além de um repelente, estão sendo desenvolvidos num projeto que envolve várias instituições do Paraná. O trabalho foi selecionado na Chamada Pública do Ministério da Saúde para apoiar projetos de pesquisa no combate ao vírus zika e no enfrentamento ao Aedes aegypti. São seis instituições, ao todo, que estão envolvidas no Estado, além da coordenação da Universidade Federal do Paraná: são elas a Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Universidade Estadual de Londrina, Universidade Estadual de Ponta Grossa, Universidade Federal da integração latino-americana e o centro universitário Filadélfia.

“Há algum tempo essas fórmulas estão sendo aperfeiçoadas e o principal objetivo é seu baixo custo associado à eficiência elevada, utilizando produtos que não causam impactos ao meio ambiente”, explica o coordenador do projeto, Mario Antonio Navarro da Silva. Um dos larvicidas desenvolvidos é com o Bacillus thuringiensis, que é utilizado no controle de pragas agrícolas. É uma bactéria natural que vive no solo, sendo isolada pela primeira vez em Israel e hoje, modificada para ser utilizada de uma forma eficiente no controle das larvas do Aedes Aegypti.

Sobre os repelentes, o pesquisador garante que a fórmula visa garantir eficiência de produto sempre pensando em tempo de uso e custo. “Quanto menor o custo, menor será o impacto nas ações de controle ou de proteção individual através dos repelentes”, reforça.

Fora os produtos citados, o projeto ainda tem feito o monitoramento do mosquito adulto do Aedes aegypti, em parceria com a Secretaria do Estado do Paraná. Essa é a parte que, segundo o pesquisador, é considerada mais importante: detectar o vírus ainda no mosquito. “À medida que se faz esse trabalho, é fundamental a verificação da presença do mosquito nas áreas urbanas para direcionar a proteção da população. Não só se ele está ou não num lugar, mas saber se há um vírus nele, e se esse vírus causa chikungunya, dengue ou Zika”, explica o professor.

O projeto, como um todo, tentou atuar unindo todas as áreas de necessidade para garantir que haja proteção contra o Aedes aegypti. Também foi convocada para somar esforços com os pesquisadores, a Secretaria de Saúde do Estado do Paraná que atualmente é quem faz o monitoramento para reduzir a população do vetor (Aedes aegypti). “Desenvolver métodos de diagnóstico de arbovírus ainda no vetor, que sejam economicamente viáveis é tarefa que irá permitir que a vigilância entomológica tenha papel efetivo na linha de frente na prevenção de ocorrência de casos humanos de agravos à saúde causados por arbovírus”, finaliza o pesquisador Mario Antonio Navarro da Silva.

Investimento

O Governo Federal divulgou a relação dos 71 estudos sobre prevenção, diagnóstico e tratamento do vírus zika e doenças correlacionadas, selecionados na chamada pública conjunta, no valor de R$ 65 milhões, lançada no primeiro semestre deste ano com recursos do Decit/SCTIE/MS, CNPq/MCTIC e Capes/MEC. O objetivo do Governo Federal é potencializar a produção de conhecimento científico e tecnológico para o enfrentamento da Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN) declarada em função da alteração do padrão de ocorrência de microcefalia no Brasil, decorrente da infecção pelo vírus zika.

Acesse a lista de projetos selecionados

Gabi Kopko, para o Blog da Saúde

 

Conheça ainda outros projetos selecionados:

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