Ir direto para menu de acessibilidade.
Portal do Governo Brasileiro
Página inicial > Combate ao Aedes > Projeto inicia nova fase de monitoramento de mosquitos
Início do conteúdo da página
Combate ao Aedes
  • publicado
  • Publicado: Quarta, 20 de Dezembro de 2017, 08h11
  • Última atualização: 20/12/17 16h49

Projeto inicia nova fase de monitoramento de mosquitos

 

mosquitoTeve início na segunda-feira (18/11) uma nova etapa do monitoramento da população de mosquitos aliados no combate à dengue, zika e chikungunya. São os Aedes aegypti com Wolbachia, do projeto Eliminar a Dengue: Desafio Brasil (ED Brasil), desenvolvido pela Fiocruz. O trabalho será realizado na região central de Niterói e entorno, num total de 13 bairros, e no Rio de Janeiro, em cinco bairros da Ilha do Governador, além de Cordovil, na Zona Norte. A equipe de Engajamento do projeto, com apoio de agentes de vigilância em saúde da prefeitura, instalou mais de 400 armadilhas de mosquitos na casa e estabelecimentos comerciais de anfitriões voluntários, moradores e comerciantes dessas localidades. Esse controle é necessário para acompanhar o estabelecimento de mosquitos aliados nos locais de atuação do projeto.

 

Os mosquitos aliados têm a capacidade reduzida de transmitir dengue, zika e chikungunya. Por meio da liberação desses mosquitos no ambiente, ocorre, de maneira gradual, a substituição dos Aedes aegypti de campo por estes com a bactéria Wolbachia. Os mosquitos capturados nas armadilhas são recolhidos semanalmente e analisados em laboratório, com técnicas de biologia molecular, o que permite identificar a porcentagem de Aedes aegypti aliados no combate às doenças em cada região.

Para realizar a pesquisa de ocorrência da Wolbachia no território, uma armadilha de mosquitos é instalada nas áreas em que são realizadas as liberações dos Aedes aegypti, a cada 250 metros de distância. O período que a armadilha de mosquito fica na casa ou comércio de um voluntário do projeto varia de oito a doze meses.

Toda semana, técnicos do ED Brasil e agentes de vigilância da prefeitura coletam os mosquitos capturados pela armadilha. A dona de casa Elizabeth de Castro, de 57 anos, é moradora do Jardim Carioca, na Ilha do Governador, e decidiu se tornar anfitriã. Ela e o marido já tiveram dengue e acreditam que o trabalho realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que conduz o projeto ED Brasil, pode ajudar a reduzir os índices dessas doenças. "Participando do projeto como anfitriã, eu me sinto útil, porque não estou
ajudando somente a minha família, como também beneficiando outras pessoas. Meu marido teve dengue hemorrágica na epidemia de 2012 e foi uma situação muito difícil para nós. Seria ótimo se eliminássemos essas doenças transmitidas por esse mosquito”, afirmou Elizabeth.

Busca por anfitriões

Com base em mapas das áreas que recebem os mosquitos aliados, a equipe do ED Brasil localiza possíveis pontos onde a armadilha pode ser instalada. Após essa busca virtual, os técnicos do projeto responsáveis por fazer o primeiro contato nas residências dos futuros anfitriões visitam o local, com a finalidade de verificar a possibilidade de receber uma armadilha. Depois disso, por telefone ou WhatsApp, é agendada a instalação do equipamento, que deve permanecer ligado na tomada ininterruptamente. O consumo de energia mensal não chega a R$ 2, segundo laudo técnico. O projeto fornece aos anfitriões um reembolso no gasto da energia elétrica, no valor de R$ 20, a cada quatro meses.

As BG-Sentinel 2 ou BGS, que é o modelo de armadilha de mosquitos do projeto, é o resultado de mais de dezesseis anos de pesquisa do Instituto de Zoologia da Universidade de Regensburg, na Alemanha, acerca da captura e pesquisa de mosquitos vetores de doenças. Esses equipamentos são flexíveis e atraem os insetos pelo seu contraste visual em preto e branco. Além disso, há uma ventoinha que realiza a sucção de qualquer inseto que voar próximo ao funil de admissão, na parte superior do equipamento. O equipamento não utiliza nenhum componente químico.

Atualmente, o projeto ED Brasil tem 900 armadilhas instaladas no Rio de Janeiro e Niterói. Até meados de 2018, a previsão é a instalação de 2,9 mil armadilhas.

Quem pode ser anfitrião

Qualquer pessoa dentro da área de atuação do ED Brasil pode se voluntariar para receber uma armadilha de mosquitos e ajudar o projeto. Basta utilizar um dos canais de contato do ED Brasil, e manifestar o aceite em receber o equipamento em casa. Será verificado se já não existe um anfitrião no perímetro e, se houver, o nome desta ficará em uma lista para que, caso ocorra alguma desistência na área, o cadastrado assuma a posição do desistente.

Para entrar em contato com o projeto Eliminar a Dengue: Desafio Brasil, você pode acessar o site do projeto, curtir a página do Facebook ou mandar uma mensagem via WhatsApp, no número (21) 99643-9671.

Fonte: Glória Galembeck (Projeto Eliminar a Dengue / Fiocruz)

 

Fim do conteúdo da página