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  • publicado
  • Publicado: Sexta, 28 de Agosto de 2015, 10h34
  • Última atualização: 28/08/15 10h34

Cuidado do HIV na atenção básica é tema de debate

aids2 2O diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Fábio Mesquita, participou nesta quinta-feira (27) do XIX Congresso Brasileiro de Infectologia em Gramado (RS), promovido pela Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).

Nesta quinta, Mesquita debateu sobre o cuidado do HIV na atenção básica com o médico Arthur Kalichman, coordenador-adjunto do Centro de Referência e Tratamento de DST/Aids de São Paulo.

 

Mesquita defendeu o papel da atenção básica no cuidado compartilhado das pessoas vivendo com HIV como um passo adiante na organização de serviços trinta anos depois do início da resposta brasileira à epidemia de HIV/AIDS. A criação de uma linha de cuidado compartilhado ajuda a solucionar gargalos e funciona como uma alternativa por exemplo para a superlotação de alguns dos serviços especializados, que demoram meses pra agendar a primeira consulta dos pacientes e têm poucos profissionais que podem dar conta do volume de pacientes que está crescendo no país. O Brasil tem 420 mil pessoas em tratamento antirretroviral, mas o número estimado de pessoas com HIV no país é de cerca de 700 mil3 . Em julho deste ano, a Organização Mundial da Saúde anunciou que o Brasil foi um dos modelos que inspiraram seu novo protocolo de tratamento, que será anunciado em dezembro de 2015 e que defende que todas as pessoas com HIV devem ser tratadas globalmente.

"Um paciente estável com CD4 alto e sem co-infecções pode ser tranquilamente atendido na UBS. Isso tem funcionado bem em Curitiba, que é o padrão-ouro dessa iniciativa no país. A participação da atenção básica está em expansão aqui, no Rio Grande do Sul, no Rio, no Ceará e em outros estados. O médico infectologista dos SAEs funciona como preceptor e mentor de um processo de educação continuada dos colegas clínicos", afirmou.

Mesquita esclareceu que não há um pacote do Ministério da Saúde que "deva ser implementado amanhã cedo", mas que o cuidado compartilhado, incluindo a atenção básica, deve ser pensado como uma alternativa que deve ser discutida em cada município para que se torne uma parte do cuidado. "O objetivo não é transferir totalmente o cuidado para a atenção básica, ja que muitos pacientes ainda necessitarão de atenção especializada", esclareceu.

Kalichman também defendeu que o cuidado não pode ficar todo com especialistas, mas defendeu que é preciso qualificar mais a atenção básica para aumentar sua participação na linha de cuidado das pessoas vivendo com HIV. Ele informou que o Estado de São Paulo já tem uma linha de cuidado desenhada e discutida com todos os atores que reflete a realidade daquele Estado e concordou que o cuidado compartilhado tem de ser customizado de acordo com a situação de cada localidade.

Fonte: Assessoria de Comunicação/ Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais

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Assunto(s): Aids
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