Ir direto para menu de acessibilidade.
Portal do Governo Brasileiro
Página inicial > Cursos e Eventos > Saúde da pessoa idosa é tema de seminário nacional
Início do conteúdo da página
Cursos e Eventos
  • publicado
  • Publicado: Quinta, 22 de Outubro de 2015, 10h09
  • Última atualização: 23/10/15 16h31

Saúde da pessoa idosa é tema de seminário nacional

shutterstock 129923204O envelhecimento e a transição demográfica impõem mudanças aos sistemas de saúde pública e seguridade social. De acordo com a Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa (PNSPI), o envelhecimento da população é um fator preocupante, uma vez que vem acompanhado de doenças e condições que podem levar à incapacidade funcional. Para debater este e outros assuntos, o Ministério da Saúde realiza na sede da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), em Brasília, nesta quinta-feira (22), o “I Seminário Internacional sobre Política de Cuidados de Longa Duração para Pessoas Idosas”.

A pasta também vai colocar em pauta experiências internacionais, além de apresentar estudos, pesquisas e ações sobre o envelhecimento, com a devida explanação sobre os subsídios federais ofertados para a construção de uma política de longa duração no País. Ao final do evento, que acontecerá na sexta, dia 23, será assinada a Carta de Brasília: Cuidado de Longa Duração para Pessoa Idosa, que vai apontar as recomendações para auxiliar na construção de uma Política de Cuidados de Longa Duração para Pessoas Idosas no Brasil.

 “A presença de incapacidade traz impactos importantes na vida dos indivíduos e seus familiares, no sistema de saúde e na sociedade como um tudo, exigindo a implantação de práticas de cuidados integradas. E é essa a nossa proposta, elaborar essa política de longa duração para melhorar a qualidade de vida da pessoa idosa por meio atendimento médico de qualidade no Sistema Único de Saúde (SUS)”, destacou a coordenadora de Saúde da Pessoa Idosa do Ministério da Saúde, Cristina Hoffmann. Ao identificar os condicionantes e determinantes de saúde desta população, será possível oferecer assistência integral com a prática de intersetorialidade, envolvendo parceiros governamentais e não governamentais que trabalham com a população idosa em diversas áreas como saúde, mercado de trabalho, educação, assistência social e lazer.

A organização do cuidado intersetorial, prevista como diretriz da PNSPI, evita duplicidade de ações, corrige distorções e potencializa a rede de suporte ao idoso já oferecida atualmente. “Nesse sentido, para a construção de uma política de cuidado de longa duração é relevante o intercâmbio de informações e experiências com países que já apresentem uma política de cuidados implantada ou em elaboração, bem como a troca de experiências brasileiras, justamente o que teremos durante o seminário”, destacou Cristina Hoffmann. Participarão do evento 150 pessoas de diversas instituições, como ministérios da Saúde, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, da Previdência Social, da Cidadania; representantes do Legislativo, da Sociedade Civil, do Controle Social; gestores das Coordenações de Saúde da Pessoa Idosa dos 26 estados, do Distrito Federal e de todas as capitais, assim como representantes dos 27 COSEMS e especialistas nacionais e internacionais.

“Durante este seminário internacional, tivemos a oportunidade de debater temas estratégicos relacionados ao cuidado de longa duração para pessoas idosas. O Ministério da Saúde está discutindo este tema junto com os estados e municípios para elaborar uma política pública eficiente e consistente. Para isso, precisamos dialogar com as diferentes realidades do país e ouvir todos os atores do SUS. É necessário olhar para os estados e municípios, além de avaliar a realidade das pequenas regiões, que é bem diferente das grandes metrópoles”, destacou a secretária de atenção à saúde substituta do Ministério da Saúde, Sandra Kennedy.

INDICADORES DE SAÚDE - Os indicadores de saúde no Brasil, segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), melhoraram nos últimos anos refletindo no aumento da expectativa de vida da população, que passou de 62,7 anos para 73,9 anos, entre 1980 e 2013. Esse crescimento se deve às medidas de combate à desnutrição, redução da mortalidade materna e infantil, ampliação do acesso a vacinas e medicamentos gratuitos, melhoria do atendimento às mães e bebês, enfrentamento das doenças crônico-degenerativas e das chamadas mortes violentas, entre outras medidas promovidas pelo governo federal em parceria com estados e municípios. Segundo a Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios (PNAD 2013), do IBGE, o Brasil possui hoje aproximadamente 26,1 milhões de pessoas idosas, número que corresponde a 13% da população total.

POLÍTICA NACIONAL DO IDOSO - Para orientar as ações no campo de envelhecimento e saúde da pessoa idosa foram elaborados e publicados marcos legais e normativos, como a Política Nacional do Idoso, promulgada em 1994. Esta política prevê a garantia dos direitos sociais à pessoa idosa e em 2003, com o Estatuto do Idoso, reafirmou o direito desta população, cabendo à saúde garantir atenção integral por meio do SUS. A finalidade desta política, atualizada em 2006, é recuperar e fazer a manutenção e promoção da autonomia e da independência das pessoas idosas. Entre as iniciativas do Ministério da Saúde, está a oferta de cursos de aperfeiçoamento para capacitação de profissionais de saúde e oficinas de prevenção de quedas e fraturas. A Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa é outro instrumento estratégico para qualificar o cuidado, permitindo o registro e o acompanhamento, pelo período de cinco anos, de informações sobre dados pessoais, sociais e familiares, das condições de saúde do idoso e seus hábitos de vida, identificando vulnerabilidades, além de ofertar orientações para o autocuidado, como a prevenção de quedas.

Existe, ainda, o Caderno de Atenção Básica Sobre o Envelhecimento e Saúde da Pessoa Idosa, que oferece subsídios para facilitar a prática diária dos profissionais que atuam na Atenção Básica, principal porta de entrada para o SUS. Existem ainda Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas para Doença e Agravos que acometem prioritariamente esse segmento da população, como a Doença de Alzheimer, Parkinson e Osteoporose. O Programa Nacional de Imunização também é um ponto de assistência de grande relevância. A adesão dos idosos à campanha de vacinação contra gripe aumenta ao longo dos anos. Em 2010, 15,3 milhões de pessoas acima de 60 anos receberam a vacina, o que representa 79% desse população. Em 2014, foram vacinadas 17,9 milhões de pessoas acima de 60 anos, 86,7% do público-alvo.

Fonte: Gustavo Frasão/ Agência Saúde

Foto: Diego Cervo

 

Adicionar Comentário

Comentários

  • Nenhum comentário encontrado
Fim do conteúdo da página