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Cursos e Eventos
  • publicado
  • Publicado: Quarta, 11 de Novembro de 2015, 11h31
  • Última atualização: 11/11/15 11h31

Nova turma para o curso Saúde das populações do campo, da floresta e das águas

Estão abertas até o dia 19 de março de 2016 as inscrições para a segunda turma do curso Saúde das Populações do Campo, da Floresta e das Águas, ofertado pela Universidade Federal do Ceará, integrante da Rede Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS). A iniciativa é fruto da parceria com as Secretarias de Gestão Estratégica e Participativa (SGEP) e da Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGETS, ambas do Ministério da Saúde. As inscrições podem ser realizadas pelo site. Alunos matriculados na primeira turma podem acessar os conteúdos e atividades até o dia 10 de novembro.

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Com carga horária de 45 horas, o curso tem como objetivo disseminar o conhecimento para que profissionais de saúde reflitam sobre como os processos de trabalho e modos de vida das Populações do Campo, da Floresta e das Águas podem influenciar nos processos de saúde e adoecimento, transformado assim práticas de cuidado. “A intenção é sensibilizar esses profissionais para que eles proporcionem atendimento adequado a essas populações”, afirma o professor doutor Luiz Roberto de Oliveira, coordenador geral do Núcleo de Tecnologias e Educação a Distância em Saúde (NUTEDS) da UNA-SUS/UFC.

 

O curso possui três unidades, que tratam sobre os Modos de Vida e Situação de Saúde; Vigilância e Promoção da Saúde e Atenção à Saúde e Práticas do Cuidado. Os conteúdos foram formulados com base na Portaria Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo, da Floresta. Desenvolvido pela UNA-SUS/UFC e a SGEP, de forma intersetorial e participativa, contou também com a colaboração do Grupo da Terra.

“A importância dessa ação educacional é a melhoria na promoção da saúde dessas populações, por meio da capacitação de profissionais que atuam junto a elas, visando o acesso aos serviços de saúde, à redução de riscos e agravos decorrentes dos processos de trabalho e das tecnologias agrícolas e à melhoria dos indicadores de saúde e da qualidade de vida”, diz Oliveira.

Ao total, serão cinco mil vagas, destinadas especialmente às categorias de profissionais de saúde. Demais interessados no tema também podem se matricular, independente da formação, incluindo gestores do SUS, conselheiros de saúde, lideranças e ativistas. “Para quem trabalha na área da saúde, é muito bom fazer cursos com temáticas como esta. Achei o conteúdo muito bom, foi bastante proveitoso”, afirma o Agente de saúde Cicero Ananias, de 36 anos, concluinte do curso.

Lançado em junho, a primeira turma do curso alcançou a marca de 5.814 matrículas e 1.015 concluintes, até setembro de 2015. “Destacamos a boa participação dos profissionais entre 26 a 35 anos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e médicos que acessaram e finalizaram este curso de ensino à distância e se apropriaram de conhecimentos sobre como os modos de vida e de trabalho podem incidir nas situações de adoecimento das populações de ribeirinhos, pescadoras, marisqueiras e pessoas assentadas rurais”, disse Kátia Souto Diretora do Departamento de Apoio à Gestão Participativa DAGEP/SGEP/MS.

Dos profissionais identificados pelo Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), a categoria com maior número de inscritos foram enfermeiros; técnicos e auxiliares de enfermagem. Entre os tipos de locais de atuação desses profissionais, a maioria estão locados em Centros de Unidade Básica, hospitais gerais e secretarias de saúde.

O estado do país com maior número de matrículas foi o Ceará, com 243; seguido de São Paulo, com 214 e Minas Gerais, com 166.


* Com informações da UNA-SUS

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