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Cursos e Eventos
  • publicado
  • Publicado: Segunda, 03 de Julho de 2017, 15h30
  • Última atualização: 03/07/17 15h07

Novo curso da UNA-SUS trata das Infecções Sexualmente Transmissíveis

card ufma ist prancheta 1As ações para Vigilância, Prevenção e Controle do HIV/Aids, da Sífilis, das Hepatites Virais e de outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) são tema do mais novo curso oferecido pela Universidade Federal do Maranhão, integrante da Rede Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS/UFMA).

A capacitação integra a formação em Vigilância em Saúde e é voltada a profissionais atuantes no SUS, prioritariamente os vinculados à Vigilância em Saúde, assim como acadêmicos em geral. A ideia é promover conhecimentos sobre conceitos, transmissão, epidemiologia e aspetos sociais das ISTs mais prevalentes no Brasil, além dos princípios da Política Nacional de ISTs, HIV/Aids e hepatites virais.

Com carga horária de 30 horas, o curso é dividido em três unidades. Na primeira, denominada Epidemiologia das Infecções Sexualmente Transmissíveis mais prevalentes no Brasil, será possível reconhecer a magnitude do HIV/Aids, sífilis, hepatites virais e outras ISTs como problema de saúde pública e interpretar os dados epidemiológicos dessas enfermidades.

Em seguida, o aluno irá aprender mais sobre o contexto histórico de desenvolvimento das Políticas de ISTs, HIV/Aids e hepatites virais, ações de promoção e prevenção, bem como identificar os métodos de diagnóstico para tais doenças. Por fim, será possível conhecer melhor as ações integradas de Vigilância em Saúde e Atenção Básica e da Estratégia Saúde da Família voltadas para promoção, prevenção e controle da sífilis e outras ISTs.

A coordenadora do Núcleo Pedagógico da UNA-SUS/UFMA, Regimarina Reis, explica que o uso do preservativo segue como um dos principais instrumentos para as ações de prevenção dessas infecções. “No entanto, outras intervenções são comprovadamente eficazes e precisam ser incorporadas à proposta de prevenção combinada, que contempla diversas ações de prevenção e assistência, distribuídas em três áreas estratégicas com componentes específicos: prevenção individual e coletiva, diagnóstico e tratamento para ISTs assintomáticas (com laboratório) e Manejo de ISTs sintomáticas com uso de fluxogramas (com e sem laboratório)”. Entre as intervenções, a busca adequada e acesso a serviços de saúde, triagem para as doenças, tratamento das infecções identificadas e processos de aconselhamento e atendimento também são abordados como possibilidades na prevenção das ISTs, por exemplo.

Além disso, reconhecendo o espaço escolar como espaço privilegiado para práticas promotoras da saúde, preventivas e de educação para saúde, o curso aborda a temática “Programa Saúde na Escola com ênfase em sífilis e outras ISTs”.

O curso foi planejado em articulação com a área técnica da Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (SVS/MS), e com ênfase nas ações da Atenção Básica. “Os estudantes contarão com um rico material, elaborado e validado por especialistas da área técnica e pedagógica, capaz de subsidiar as ações de prevenção, controle, assistência e monitoramento das ISTs”, afirma.

Fonte: Claudia - SE/UNA-SUS

s conquistas e desafios no enfrentamento ao HIV/aids no Brasil

 

Painel contou com apresentação da diretora do DIAHV, Adele Benzaken

 

 
Conteúdo extra: Galeria de fotos

 

 

“HIV/aids no Brasil: avanços, desafios e novas abordagens” foi tema do painel 15 na sexta-feira (30), último dia da 15ª Expoepi, realizada desde a terça-feira (27) em Brasília. Sob a coordenação da diretora do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids – Unaids Brasil, Georgiana Braga-Orillard, o painel contou com as apresentações da diretora do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais (DIAHV), Adele Benzaken; de Jorge Beloqui, da Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (Abia); de Tatianna de Alencar da Área de Tratamento do DIAHV; e de Juliane Costa Oliveira, da Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba.

Segundo Georgiana Orillard, apesar dos avanços nas ações de prevenção e tratamento do HIV/aids nos últimos anos, o Brasil não sabe contar a sua história de sucesso no setor. “Nosso país precisa divulgar que está conseguindo bons resultados ao trazer trabalhos de iniciação científica por meio do Sistema Único de Saúde”, observou. “Ainda há muitos desafios, mas muitas conquistas foram alcançadas, como a testagem rápida e as ações de prevenção como a PEP e a PrEP”, acrescentou.

Adele Benzaken apresentou o panorama geral do HIV/aids no Brasil, a evolução da testagem regular do HIV, a implantação da PEP e da PrEP como medidas de prevenção, as campanhas e ações junto ao público e a divulgação do HepAids 2017, a ser realizado em setembro, em Curitiba. “A missão do nosso departamento é formular e fomentar políticas públicas relacionadas aos agravos de nossa competência, dentro dos princípios do SUS, destacando fundamentalmente os direitos humanos”, afirmou. A diretora do DIAHV reforçou a preocupação quanto à votação do Projeto de Lei n° 198, que torna crime hediondo a transmissão intencional do vírus da aids. “Todos nós temos que dizer não a essa proposta, pois ela pode afastar as pessoas da testagem e do tratamento”.

Para Jorge Beloqui, a informação à população e às pessoas vivendo com HIV/aids é um dos fatores primordiais nos desafios a serem enfrentados no contexto do vírus e da doença. “A informação precisa preencher a lacuna muitas vezes deixada pelo profissional de saúde; é necessário permitir o acesso às informações sobre testes e sobre a doença. Por exemplo, ao consultar o ginecologista, a mulher que tem vida sexual ativa tem que ser testada para prevenir a sífilis”, disse.

Tatianna de Alencar participou com o tema “Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) como medida de prevenção ao HIV” e apresentou dados de mais essa ação de Prevenção Combinada. A PrEP consiste no uso preventivo dos medicamentos antirretrovirais tenofovir + entricitabina (TDF/FTC) antes da exposição ao vírus, por pessoas soronegativas para o HIV, a fim de reduzir o risco de adquirir a infecção. É indicada para as populações sob maior risco de infecção pelo HIV: casais sorodiferentes (quando um dos parceiros vive com o vírus e o outro não), homens que fazem sexo com homens, gays, pessoas trans e profissionais do sexo.

Sua implementação no SUS ocorrerá de forma gradual e estima-se a necessidade de cerca de 7.000 profilaxias para o primeiro ano de oferta nacional. Inicialmente, serão atendidas 12 cidades: Manaus, Fortaleza, Recife, Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Ribeirão Preto, São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre.

Por fim, Juliane Oliveira expôs os resultados do projeto “A Hora é Agora”, lançado em Curitiba em novembro de 2014, com testagem rápida e gratuita anti-HIV entre jovens gays e outros HSH. O projeto também faz uso de outras abordagens inovadoras junto à população-chave, tais como testagem rápida móvel em trailers equipados com laboratórios. Em abril de 2015, o projeto foi incrementado com a implantação de um aplicativo em que a pessoa pode solicitar o envio do kit de teste rápido para o endereço de sua preferência. Até abril de 2017, foram realizados 7.678 testes rápidos, sendo 3.096 entre pessoas pertencentes às populações-chave. “Os resultados, que demonstraram a aceitação do público e a revelação de que indicariam a testagem a outras pessoas, nos estimulam a continuar com o projeto”, afirmou.

NÚMEROS - Segundo o Boletim Epidemiológico HIV/Aids 2016, o Brasil apresenta uma média de 40 mil novos casos por ano. Até maio de 2017, 511 mil pessoas estão em tratamento. Outras 332 mil pessoas com HIV/aids não se submeteram ao tratamento e 112 mil indivíduos não sabem que estão infectados.

Entre 2012 e 2016, o Ministério da Saúde já distribuiu 2,5 bilhões de preservativos masculinos, 53 milhões de camisinhas femininas e 118 milhões de gel lubrificante. Em 2016, foram realizados 7,3 milhões de testes rápidos em todo o país. Até junho de 2017, mais de 34 mil pessoas vivendo com HIV/aids fazem uso do medicamento dolutegravir, implementado na primeira linha de tratamento desde setembro de 2016.

 

Assessoria de Comunicação
Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais

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