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Cursos e Eventos
  • publicado
  • Publicado: Quarta, 07 de Fevereiro de 2018, 18h08
  • Última atualização: 21/02/18 11h17

Fiocruz promove oficina sobre febre amarela em Macaé (RJ)

 

treinamento materiaPor meio do Centro de Informação em Saúde Silvestre (Ciss), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) promoveu, na última quinta-feira (1°/2), uma capacitação em vigilância de febre amarela para profissionais que trabalham com saúde e meio-ambiente em Macaé, no norte do Estado do Rio de Janeiro. A oficina foi realizada no campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e incluiu apresentação do aplicativo SISS-Geo, instruções sobre os procedimentos de segurança necessários para a remoção de macacos mortos e esclarecimento de dúvidas com o público presente.

Dentre os temas trabalhados, os profissionais receberam instruções sobre os procedimentos de segurança necessários para a remoção de macacos mortos (foto: André Costa)

Cerca de 140 pessoas, dentre guardas-parques, agentes comunitários, enfermeiros, e ambientalistas, compareceram ao encontro, provindas de Macaé, Rio das Ostras, Casimiro de Abreu, Quissamã e outros municípios vizinhos. Toda a região atualmente é área de recomendação de vacina.

 

Segundo Alexandre Bezerra, que coordena o Parque Atalaia, em Macáe, a oficina foi “a culminância do esforço de todas as secretarias de Macaé para preservar vidas humanas de primatas não humanos, que têm sofrido muito”.

A coordenadora do Ciss e do Programa Institucional Biodiversidade e Saúde da Fiocruz, a bióloga Márcia Chame, por sua vez, afirmou que o encontro foi uma ocasião para “estreitar relações das técnicas de vigilância com profissionais envolvidos no acompanhamento da biodiversidade. Só conseguiremos ser bem sucedidos se o trabalho for conjunto”.

Chame ressaltou que a febre amarela coloca problemas específicos para a saúde pública, porque para muitos médicos jovens é uma doença nova, com a qual nunca tiveram que lidar. Ela acrescentou que, embora a maior parte dos casos de pessoas infectadas não apresente sintomas, a forma grave da doença tem letalidade muito alta.

A pesquisadora também observou que a febre amarela silvestre segue ciclos de sete a oito anos, que duram de dois a quatro anos. Segundo a pesquisadora, os gatilhos que desencadeiam estes ciclos são desconhecidos. Devido a isso, faz-se necessário o desenvolvimento de modelos capazes de explica-los.

Uma ferramenta útil para o desenvolvimento desses modelos é o aplicativo Siss-Geo (Sistema de Informação em Saúde Silvestre), que foi apresentado na oficina. Sua proposta é bastante simples: cada vez que alguém que alguém se deparar com um animal silvestre, deve reportá-lo no aplicativo, informando o tipo de animal observado, suas características, localização, características do ambiente e fotos.

O aplicativo é gratuito, muito leve – tem menos de 3 MB – e simples de usar, possibilitando vasta implementação. O seu objetivo é estimular a participação da sociedade no monitoramento de epizootias, trabalhando com a perspectiva de “ciência cidadã”, que entende que qualquer pessoa pode contribuir com a ciência.

Nas rodas de conversas que ocuparam o final da parte da manhã e a parte da tarde do dia de atividades, os participantes procuraram encontrar desafios e oportunidades. A troca de experiências permitiu identificar, por exemplo, que algumas cidades podem se inspirar nas vizinhas.

Dentre guardas-parques, agentes comunitários, enfermeiros, e ambientalistas, cerca de 140 pessoas compareceram ao encontro (foto: André Costa)

Guardas-parques de Rio das Ostras, por exemplo, comentaram que não podem fazer remoção de cadáveres de animais mortos, porque precisam de um biólogo devidamente equipado os acompanhando para isso. O município de Macaé encontrou solução para problema análogo, mantendo um biólogo aquartelado em seus parques florestais, o que acelera o fluxo de trabalho.

A pesquisadora encerrou o dia de atividades conclamando os representantes dos municípios da região a aproveitar-se das interações geradas a partir da febre amarela para criar um fórum intersetorial dos municípios da região. Este espaço, segundo Chame, pode ajudar a promoção de capacitações internas e facilitar a troca de experiências, coordenando de esforços para a solução de problemas comuns.

Fonte: André Costa (Agência Fiocruz de Notícias)

 

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