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Entenda o SUS
  • publicado
  • Publicado: Terça, 25 de Outubro de 2016, 10h00
  • Última atualização: 24/10/16 18h40

Tratamento no SUS ajuda militar a superar câncer de mama

joycehfseAos 34 anos a policial militar Joyce Avelar recebeu o diagnóstico de câncer de mama. A notícia foi seguida de uma intensa busca pela sua recuperação, no Hospital Federal dos Servidores (HFSE). Em 2015 ela passou por duas cirurgias e sessões de quimioterapia. Hoje é acompanhada por uma equipe multidisciplinar e retomou a rotina doméstica e as atividades profissionais. Quando questionada sobre os planos para o futuro ela é taxativa: Estou sedenta por viver!

“Tudo que mais quero é aproveitar o dia, passando o maior tempo possível com a família e os amigos. Agora dou mais importância ao lazer. Antes eu vivia muito pra a casa e para o trabalho. Quando a gente toma um susto desses vê que até um café com uma amiga é importante... agora não perco uma oportunidade de estar com as pessoas que amo”.  

A descoberta do tumor foi feita por Joyce em um autoexame. Após a conclusão do diagnóstico, ela passou por uma mastectomia, com a retirada total do seio direito e do complexo areolo papilar (mamilo e aréola). No mesmo procedimento foi iniciada a reconstrução da mama, com a colocação de um expansor definitivo – uma prótese vazia, revestida com gel de silicone, colocada no espaço deixado pela mastectomia.

O expansor tem uma válvula externa, que permite o preenchimento da prótese com soro fisiológico, por etapas, para que a pele ganhe elasticidade e fique do tamanho da mama saudável. As cirurgias foram realizadas em setembro e coordenadas pelo mastologista Eduardo Bruno Giordano e pela cirurgiã plástica Brunna Salvarezza, no HFSE.

A segunda fase do tratamento de Joyce foi a quimioterapia, dividida em quatro sessões. Ela considerou as primeiras semanas a fase mais difícil: “não trabalhava, sentia muito cansaço e não conseguia fazer nada. Fiquei careca logo depois da primeira sessão e eu não queria ser muito vista. Na terceira semana eu estava bem para fazer coisas que não fossem muito cansativas. Nessa fase comecei a receber visitas em casa e a ir ao shopping para tirar a doença da cabeça”.

A reconstrução da mama foi aguardada com muita ansiedade pela paciente e foi feita dois meses após a quimioterapia. A cirurgiã Brunna explicou o procedimento: “Retiramos pele da virilha para fazer a aréola e um pedaço do mamilo da mama saudável para reconstruir o outro. Para equilibrar o tamanho das mamas, colocamos uma prótese de silicone do lado saudável. Isso deu naturalidade, revela”.

A médica destaca que a ideia de reconstruir a mama é fundamental para estimular o tratamento das pacientes: “Elas precisam de esperança para encarar a doença. Mesmo que a cirurgia não seja imediata, as mulheres entendem que esta fase sem a mama é passageira, desde que haja indicação de cirurgia”. O resultado foi comemorado por Joyce: “Superou completamente as minhas expectativas. Da pra ver que a médica fez com amor. Ficou perfeito, maravilhoso” - exclamou. joyceequipeJoyce e equipe do Hospital Federal dos Servidores

ANO NOVO - Em julho deste ano Joyce retornou ao trabalho e começou a fazer atividades físicas leves. Iniciou a hormonioterapia para melhorar os resultados do tratamento, que terá duração de cinco a dez anos, com o acompanhamento clínico e a realização de mamografias anuais. O mastologista Eduardo Bruno reforça que neste período as pacientes devem evitar a gravidez, pois haveria a necessidade de parar o tratamento.

A caminhada de Joyce para superação do câncer foi feita a dois. O companheirismo do marido Alexandre foi constante e destacado por toda a equipe médica do HFSE. “Ele a acompanhava em todas as consultas e procedimentos, incansavelmente”, lembra a cirurgiã Bruna. Joyce emocionou-se com esta dedicação: “Ele raspou minha cabeça, fez meus curativos e fez questão de cuidar de mim. Sempre que eu ficava para baixo, tentava pensar nessa dedicação”. Ela lembra que os amigos também foram essenciais em todo o processo. Comemorou o novo ano cercada por eles, em maio, com um aniversário temático, todos usavam lenços para homenageá-la.

 

Pâmela Pinto, para o Blog da Saúde

 

 

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