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Entenda o SUS
  • publicado
  • Publicado: Sexta, 01 de Dezembro de 2017, 18h53
  • Última atualização: 04/12/17 15h03

Prêmio reconhece trabalhos inovadores que contribuam com o SUS

 

ministro spDesde 2002, o Ministério da Saúde reconhece trabalhos técnico-científicos que atendem às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS) e têm potencial para serem incorporados ao sistema. O Prêmio de Incentivo em Ciência, Tecnologia e Inovação para o SUS chegou a 16ª edição este ano. Desta vez com duas novas categorias: Experiência exitosa do PPSUS e Produtos e inovação em saúde. Também este ano, todos os primeiros lugares foram ocupados por mulheres.

Conhecido como o “oscar da ciência e tecnologia em saúde”, o Prêmio ocorreu em São Paulo, no dia 29 de novembro, e foi entregue a pesquisadores, estudantes e profissionais de saúde com trabalhos concluídos de pós-graduação, trabalhos publicados em revista científica e projetos de pesquisas.

 

Confira como foi a noite de premiação.

Na categoria Doutorado, a premiada foi a pesquisadora Cinira FantaRuff, com o estudo que aborda o tratamento do HIV/AIDS com a criação de genéricos que tornam mais eficazes dois medicamentos: efavirenz e saquinavir, que compõe o coquetel utilizado no tratamento da doença. “Este foi um projeto multidisciplinar. E este reconhecimento vem também do Ministério da Saúde, o qual, por meio de Programas, como o Programa Nacional IST-AIDS, apoia a busca por tecnologias que reduzam custos e melhorem a efetividade dos medicamentos. Ser a vencedora na categoria é uma satisfação imensa”, descreve FantaRuff.

Categorias Mestrado e Trabalho Publicado

Stefania Soares foi a ganhadora na categoria Mestrado, com pesquisa sobre os desafios para organização da atenção às urgências de baixo risco no município do Rio de Janeiro. Stefania comparou o atendimento feito nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da Rocinha e do Complexo do Alemão. Segundo resultado do trabalho, se definidas estratégias para o quantitativo de pacientes sob responsabilidade de cada equipe, os dois serviços podem auxiliar um ao outro.

E essa não foi a primeira vez que a Stefania Soares recebeu o prêmio. Em 2013, ela também foi ganhadora. “Ser contemplada pela segunda vez me traz incentivo a continuar no campo da pesquisa sobre o SUS, tema que me encanta. Além disso, sigo este percurso como uma forma de retribuir, fazer valer o investimento que tive por parte do governo, ao longo desses últimos anos”, agradece.

Na categoria Trabalho Publicado, a vencedora foi a pesquisadora Natália Bezerra, que trouxe uma proposta de classificação dos sintomas negativos e diagnóstico de esquizofrenia com seis meses de antecedência. Trata-se de software que analisa a fala do paciente, como ele organiza seu discurso e realiza conexões entre as palavras. Este software cria mapas e gráficos de fala apontando indícios de esquizofrenia seis meses antes de os pacientes receberem o diagnóstico da doença. A tecnologia tem baixo custo e alto potencial de utilização no SUS.

“É muito bom receber reconhecimento de um trabalho feito aqui no Nordeste, de baixo custo, tentando inovar algo que pode transferir tecnologia para o mundo todo. Muito legal saber que isso foi feito no âmbito das práticas do SUS, pela importância dele na vida das pessoas”, destaca Natália Bezerra, que subiu ao palco carregando seu bebê como forma de incentivo às mulheres pesquisadoras.

Produtos e Inovação para o SUS E PPSUS

A premiada na categoria Produtos e Inovação para o SUS foi Suelia Fleury, que se diz satisfeita “pelo apoio a projetos que vão de fato impactar positivamente no SUS”. O projeto nomeado como SOFIA, uma tecnologia nacional para tratamento de câncer de fígado por radiofrequência, usa calor para destruir tumores de maneira pouco invasiva, danificando minimamente os tecidos sadios ao redor. “Vai daquela consonância de que o Brasil tenha a capacidade de produzir a tecnologia utilizada aqui, no nosso país”, completa Suelia.

Um serviço para detecção e análise de tuberculose com diferenciação de cepas de bactérias é o estudo premiado na categoria Experiências exitosas do PPSUS. A premiada foi Maria Lucia Rosa Rossetti. “Este prêmio serve para motivar a continuação de projetos de pesquisa que visam transformar o conhecimento em soluções para melhorar a vida da população. Além disso, chama a atenção para a tuberculose que ainda precisa de esforços para diminuir a transmissão da doença”, destaca Maria Lucia Rosa Rossetti.

Além dos prêmios, o Ministério da Saúde também entregou menções honrosas a outros participantes concorrentes por sua dedicação a melhoria do Sistema Único de Saúde.

Erika Braz, para o Blog da Saúde

 

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