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Entenda o SUS
  • publicado
  • Publicado: Quarta, 23 de Maio de 2018, 18h48
  • Última atualização: 23/05/18 19h00

Brasil leva experiência em comunicação sobre o zika em fórum nos EUA

Assessora de Imprensa do Ministério da Saúde participou do Programa Missão Mosquito, que estabeleceu uma rede internacional de profissionais para tratar sobre doenças transmitidas por vetores

missão mosquito amandaA convite do governo dos Estados Unidos, representei a Assessoria de Imprensa do Ministério da Saúde no Programa Missão Mosquito, que teve como objetivo o compartilhamento de informações e experiências sobre o zika e outras doenças transmitidas por vetores. Focado na área de comunicação, o programa construiu uma rede internacional de profissionais especializados em saúde pública para debater os esforços inovadores de controle de vetores.

Foram selecionados 19 profissionais de diferentes países da Ásia, África e América que também registraram casos da doença ou estão sob risco de zika. Durante duas semanas, viajei para várias cidades dos Estados Unidos, incluindo Atlanta, na Geórgia; Fort Colins, no Colorado; Dania Beach, South Miami e Hollywood, na Flórida; e Washington, D.C. Conheci pesquisadores, cientistas, médicos e comunicadores dos Estados Unidos com larga experiência no controle de doenças transmitidas por mosquitos.

A programação incluiu treinamentos focados na comunicação de situações de emergência e discussões com especialistas das principais instituições dos Estados Unidos, como o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), a NASA, o Instituto Smithsoniano, o departamento de Estado dos Estados Unidos da América, uma variedade de instituições de pesquisa, Organizações Não-Governamentais (ONG) e entidades privadas.

Experiência do Brasil

missão mosquito amanda2Em Washington, tive a honra e oportunidade de apresentar a grande experiência brasileira de comunicação no enfrentamento da emergência de zika para um público de mais de 100 pessoas composto por doutores e especialistas da NASA, Centro Universitário Johns Hopkins, Corporação Intrexon, Instituto Nacional de Saúde (NIH), Mosquito Mate, Universidade Rutger, ONGs e embaixadas de diversos países.

Em 2015 e 2016, as demandas de imprensa cresceram exponencialmente e exigiram diversas ações. Com o protagonismo da equipe assessoria de comunicação do Ministério da Saúde, foram traçadas algumas diretrizes-macro: frequência de atualização das informações; definição das mensagens-chave – que precisavam ser disseminadas aos parceiros (governos estaduais, municipais, pesquisadores envolvidos no tema) – definição e treinamento dos porta-vozes; identificação dos cenários possíveis e, principalmente, a construção imediata de um Plano de Comunicação Integrado. O Plano ficou focado, especialmente, em posicionar o Ministério da Saúde como fonte principal de informações sobre o tema.

Agora, o Brasil, representado pela equipe de comunicação que atua no Ministério da Saúde, faz parte de um programa de compartilhamento de informações com outros 19 países e os Estados Unidos. A plataforma de mídia social permitirá o compartilhamento e a tradução de novas informações, dados, lições aprendidas e melhores práticas para a prevenção e resposta às doenças transmitidas por mosquitos, como o vírus zika. Temos muito trabalho pela frente e com certeza estaremos cada vez mais preparados para enfrentá-los.

Missão mosquito

O projeto começou em Atlanta, na Geórgia e, para mim, conhecer o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), em Atlanta, nos Estados Unidos, foi um dos pontos alto do programa. Tive contato com os principais pesquisadores do mundo sobre zika e, em um tour pelo CDC, conheci uma mostra das emergências que o centro atuou nos últimos anos, como Ebola, malária e zika. Também conheci o Centro de Operações de Emergência do CDC, que reúne especialistas altamente treinados e tecnologia de ponta para identificar e permitir rápida resposta a ameaças à saúde pública em todo o mundo. Uma grande sala com monitores reflete a imagem do mapa-múndi e aponta os surtos de doenças em cada país em tempo real.

Depois segui para Fort Collins, no Colorado, onde conheci o trabalho científico dos pesquisadores da Universidade do Estado do Colorado sobre mosquitos e fiz um tour ao Programa de Vigilância de Mosquitos, onde insetos capturados em diversos países do mundo, inclusive no Brasil, são estudados. Também visitei a Rede Nacional de Observatório Ecológico (NEON) dos Estados Unidos no Centro Experimental de Planícies Centrais, que coleta dados e os fornece gratuitamente para uma rede de pesquisadores que mostram as mudanças do ecossistema. Por meio de análise desses dados é possível perceber, por exemplo, como as atividades humanas impactam a ecologia.

A próxima parada foi em Dania Beach, na Flórida, principal estado dos Estados Unidos que teve de enfrentar os casos de zika em 2016. Tive um importante compartilhamento de experiências com especialistas e comunicadores das agências governamentais (estaduais e municipais) sobre a resposta do estado ao zika e os esforços em andamento para prevenir doenças transmitidas por mosquitos. Também visitei o bairro de Miami chamado Wynwood, que é um museu de Street Art a céu aberto com grafites focados em ações de combate ao Aedes para mobilizar a população para o enfrentamento ao vetor.

Ainda em Miami, tive a oportunidade de liberar, junto ao grupo, 10 mil mosquitos geneticamente modificados, infectados com a bactéria Wolbachia. Mosquitos com Wolbachia são menos capazes de transmitir vírus para as pessoas, diminuindo o risco de surtos de zika, dengue e chikungunya. O Brasil também utiliza essa tecnologia por meio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A última parada foi em Washington, onde participei do pré-lançamento da nova exposição do Museu Nacional de História Natural do Smithsonian, chamada “Surto: epidemias em um mundo conectado”. A mostra é focada na disseminação de doenças zoonóticas, causadas por novos ou agentes já conhecidos que ocorrem em locais ou espécies que ainda não apresentavam a doença. Na ocasião, me reuni com especialistas de todo o mundo e do Departamento de Estado do Governo dos Estados Unidos.

A experiência de conviver durante 15 dias com pessoas de 20 nacionalidades diferentes, incluindo dos Estados Unidos, foi incrível e enriquecedora. Conhecer a experiência dos outros países em emergências devastadoras como o Ebola, por exemplo, me preparou ainda mais para tomar as decisões corretas a tempo de, sem dúvidas, salvar vidas.

Por Amanda Mendes, para o Blog da Saúde

 

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Assunto(s): Zika , aedes , mosquito
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