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Entenda o SUS
  • publicado
  • Publicado: Terça, 25 de Setembro de 2018, 11h16
  • Última atualização: 26/09/18 10h50

Saúde em Série: Saiba quando procurar a Unidade Básica de Saúde

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Caiu e torceu o pé? Está sentindo palpitações intensas no coração, ou não para de vomitar e está com muita febre? Esse é momento de correr para a Unidade de Pronto Atendimento mais próxima: a UPA. Mas se está com aquela dor de cabeça chata que incomoda em grande parte do dia, ou se precisa saber como está seu nível de açúcar no sangue, está resfriado, ou mesmo trocar um curativo, o lugar ideal é a Unidade Básica de Saúde (UBS), popularmente conhecida como posto de saúde ou postinho.

Acontece que nem sempre é fácil saber qual serviço de saúde procurar. Conhecer o tipo de assistência oferecida em cada um deles, lhe ajuda a poupar tempo e receber o atendimento adequado . A coordenadora-adjunta do departamento de gestão da Atenção Básica do Ministério da Saúde, Erika Rodrigues dá exemplo de situações como essa. “Se a intervenção acontece oportunamente com o profissional adequado e no ambiente adequado, você evita que outros problemas aconteçam. Uma hipertensão não tratada, por exemplo, não controlada adequadamente pode levar a um Acidente Vascular Encefálico (AVC) [também conhecido como derrame]. E essa situação é um agravamento de uma condição crônica [a hipertensão]”.

Quando procurar a UBS?

As Unidades Básicas de Saúde oferecem os serviços que englobam a Atenção Primária, que nada mais é do que a primeira atenção prestada – exceto em casos de urgências e emergências como acidentes de trânsito ou sinais de infarto, por exemplo. São elas que devem ser procuradas em casos de diarreia, dor de cabeça, resfriado ou gripe, escoriações por queda (por exemplo, um joelho ralado, ou pequenos cortes). Também é lá que os usuários com doenças crônicas – como hipertensão e diabetes – recebem tratamento e acompanhamento multiprofissional (médico, enfermeiro, nutricionista...).

As Unidades também oferecem vacinação, acompanhamento pré-natal e pós-parto, consultas com médicos e enfermeiros, oficinas de planejamento familiar, exercícios físicos, alimentação saudável e outros.

A Unidade Básica de Saúde

Construídas de acordo com os locais de moradia, trabalho e estudo de cada comunidade, têm como objetivo de prestar atendimento de acordo com as necessidades daquela população. Por isso, os horários de atendimento e dias de consultas com determinados especialistas são diferentes de uma UBS para outra. Mas, para atender ao público, todas devem ter pelo menos uma Equipe de Saúde da Família. “A gente tem uma equipe mínima que é o médico, o enfermeiro, o técnico de enfermagem, e os agentes comunitários de saúde. Mas a gente também tem em boa parte das equipes, equipes de saúde bucal além disso, nutricionistas, fisioterapeutas, psicólogos que compõe os NASFs – que são os Núcleos Ampliados de Saúde da Família e Atenção Básica”, explica Erika.

Todos os profissionais de saúde da família estão habilitados a avaliar e classificar a gravidade dos casos e fazer o encaminhamento necessário às Unidades de Pronto Atendimento, as UPAS, ou a Hospitais. Erika Rodrigues, nos dá exemplos dessa dinâmica. “Por exemplo, um hipertenso vai ser acompanhado numa Unidade Básica de Saúde continuamente. É hoje, daqui um mês, no próximo mês e durante anos – porque essa doença é uma doença crônica. Mas vamos supor que em algum momento, mesmo ele fazendo toda a conduta terapêutica (tomando remédio direitinho), fazendo a dieta pode ser que ele tenha alguma descompensação da sua pressão arterial. A pressão dele subiu bastante. Ele pode por exemplo ir até a unidade de saúde para que os profissionais avaliem o seu grau de risco. Se é um caso uma leve alteração na pressão, ali mesmo na Unidade ele pode ser estabilizado”. Mas se o profissional percebe que os recursos da Unidade Básica de Saúde não serão suficientes para manter o paciente estável, imediatamente faz o encaminhamento necessário.

Quando procurar a UPA?

Diferente das Unidades Básicas de Saúde, as Unidades de Pronto Atendimento (UPA) têm atendimento 24 horas e só devem ser buscadas em casos de urgência classificados como quadros agudos (febre alta, desmaio, dores de cabeça intensa...) ou crônicos agudizados (hipertenso com pressão muito alta, diabéticos em descompensação...). Na unidade, esses usuários recebem os primeiros atendimentos até que sejam considerados estáveis para um possível encaminhamento para o hospital, se necessário. Por isso, todas as UPAs estão integradas com a REDE de Atenção Básica, SAMU 192 e Hospitais.


Ao chegar, o usuário é classificado de acordo com o grau risco do quadro de saúde atual. Pacientes mais graves, com risco de morte, têm prioridade no atendimento. A classificação de risco é feita por meio de cores:

VERMELHA – Emergência – ATENDIMENTO IMEDIATO
LARANJA Muito urgente – ATENDIMENTO EM ATÉ 10 MINUTOS
AMARELA – Urgente – ATENDIMENTO EM ATÉ UMA HORA
VERDE – Pouco Urgente – ATENDIMENTO EM ATÉ DUAS HORAS
AZUL – Pouco Urgente – ATENDIMENTO EM ATÉ QUATRO HORAS

As salas de atendimento também são divididas por cores. Nas salas verde e azul são atendidos os casos que, apesar de agudos, não demandam atendimento imediato. Na amarela, estão aqueles que precisam de maior atenção, e certo grau de intervenção. Já na sala vermelha, são recebidos os pacientes para intervenção imediata, já que correm risco de morte e/ou agravamento do quadro.

Uma vez que o atendimento foi feito e o paciente está estável – ou seja, não corre mais risco de morte – os profissionais avaliam se há possibilidade de retornar para a casa (para ser acompanhado pela Unidade Básica de Saúde), ou se precisa ser internado. “O objetivo da UPA é estabilizar o paciente. Mas ela não é uma unidade de internação. Apesar de existirem leitos que deixam o paciente em observação até que seja estabilizado. Dentro da própria UPA, o profissional vai avaliar para qual serviço que vai direcionar o usuário. O paciente não precisa esperar ou ele mesmo ir em busca do serviço pra continuar o tratamento. Tudo é feito ali”, esclarece a coordenadora-adjunta do departamento de gestão da Atenção Básica, Erika Rodrigues.

 


Por Aline do Valle para o Blog da Saúde

 

 

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Assunto(s): Saúde em Série , Podcast , SUS , UBS , UPA
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