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Entenda o SUS
  • publicado
  • Publicado: Quarta, 09 de Janeiro de 2019, 16h11
  • Última atualização: 10/01/19 18h53

Projeto colaborativo do Ministério da Saúde bate metas e salva 347 vidas

Em um ano de projeto, indicadores estão em crescente melhora e já apontam que 1096 infecções já foram evitadas


IMG-20181127-WA0075O Projeto Colaborativo “Melhorando a Segurança do Paciente em Larga Escala no Brasil” tem como principal meta reduzir em até 50% as Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS), como a infecção primária de corrente sanguínea com confirmação laboratorial (IPCSL); a pneumonia associada à ventilação mecânica (PAV); e a infecção do trato urinário (ITU), nas UTI’s de 119 hospitais públicos de todo o país. Dessas três infecções, o projeto conseguiu reduzir 30% das infecções em IPCSL e ITU, em 10 meses, meta estabelecida para 18 meses do projeto, que faz parte do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (PROADI-SUS), do Ministério da Saúde.

De janeiro de 2017 a outubro de 2018, foram evitadas 1.096 infecções e, como consequência, 347 vidas foram salvas. Durante os três anos do Projeto a estimativa é salvar 8500 vidas, reduzir as infecções nas UTI’s em até 50%, aumentar a segurança do paciente e diminuir desperdícios.

Para Cláudia Garcia, atual Coordenadora–geral do Projeto da Colaborativa (Diretora da Qualidade e Segurança do Hospital Albert Einstein), o grande desafio é fazer com que esses hospitais públicos e filantrópicos busquem as soluções e implantem melhorias com os recursos que já existem dentro dos hospitais. “É preciso o esforço de todos os colaboradores e gestores para que haja transformação de cultura e hábitos, que levem à reconstrução de uma prática que garanta a segurança do paciente e dos profissionais, além do uso racional de recursos” explica.

Na verdade, até o paciente deve ser inserido como parte da equipe para que ajude na sua própria recuperação e cuidado. É o que defende a metodologia aplicada no Projeto, , que diz que o ponto inicial para a diminuição das infecções vem do simples hábito de ‘lavar as mãos’, e este é um ato que pode ser reforçado pelo paciente, sempre que a equipe que o assiste venha ao leito.

Os indicadores foram apresentados na última Sessão de Aprendizagem (SAP-4), que aconteceu no final de novembro, em São Paulo e contou com a participação de 531 pessoas, entre elas os representantes dos 119 hospitais, Secretarias Estaduais de Saúde, de alguns estados e os cinco Hospitais de Excelência: Hospital Alemão Osvaldo Cruz (SP); Hospital do Coração (SP); Hospital Israelita Albert Einstein (SP); Hospital Sírio Libanês (SP) e o Hospital Moinhos de Vento (RS), parceiros do Ministério da Saúde na implantação deste projeto.

Cada um dos cinco hospitais coordenam o projeto em aproximadamente 24 hospitais que atendem pelo SUS. Ou seja, são responsáveis pela mobilização e capacitação dos profissionais desses hospitais. “O nosso hospital usou a própria UTI como “projeto piloto” para tentar levar as nossas metodologias e experiências de maneira mais real e palpável", disse a coordenadora do projeto pelo Hospital do Coração (HCOR), Andréia Gushken.

Sessões de Aprendizagem

 Última Sessão de Aprendizagem contou com a participação de 531 pessoasA partir daí, a cada três ou quatro meses, acontecem as Sessões de Aprendizagem (SAP), para que os hospitais envolvidos possam trocar experiências, avaliar os indicadores e resultados do projeto em cada etapa de seu desenvolvimento e estabelecer novos planos de ações. Nesses eventos são realizadas oficinas técnicas e motivacionais para auxiliar os profissionais e gestores nos ajustes das práticas das UTIs. Na 4ª SAP o foco foi trabalhar o “ser humano’ como principal fator no processo de mudança nas instituições.

Segundo Priscila Nascimento, representante do Hospital Estadual Azevedo Lima (Niterói-RJ), o Projeto colaborativo melhorou muito os processos de trabalho, proporcionando melhorias na qualidade assistencial e uma transformação na gestão e envolvimento de todos no hospital. “Mesmo com tantos fatores internos e externos desfavoráveis, o projeto veio agregar e motivar todos da equipe, fazendo com que fossem criadas iniciativas como os “Guardiões da enfermagem“ que são responsáveis por monitorar e prevenir as IRAS no nosso hospital. Ações essas com o objetivo de atingir as metas do projeto e já sendo percebidas pelos usuários dos nossos serviços”, ressalta.

Participa ainda do Projeto Colaborativo o Institute for Healthcare Improvement – IHI, que tem como referência a metodologia baseada na ciência da melhoria e na melhor prática de saúde para o paciente, aplicados no mundo inteiro. Nos últimos 14 anos o IHI liderou pelo menos três campanhas com o objetivo de salvar 100 mil vidas e os resultados vieram em apenas 18 meses, com 122 mil mortes evitadas a partir do respeito às práticas seguras.

Nos últimos onze meses, foram realizadas quatro Sessões de Aprendizagem Presenciais, denominadas “SAP”, que são momentos em que são repassadas as diretrizes, objetivos e metodologia acordados desde o início do projeto.

Sobre o PROADI-SUS

O Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS) é financiado com recursos de isenção fiscal, concedida aos hospitais filantrópicos, com excelência reconhecida pelo Ministério da Saúde. O Programa visa promover a melhoria das condições de saúde da população. No novo triênio 2018-2020, o Proadi-SUS conta com aproximadamente 40 projetos sob a gestão da Secretaria de Atenção à Saúde- SAS/MS

O PROADI-SUS permite a transferência, desenvolvimento e incorporação de novos conhecimentos e práticas em áreas estratégicas para o SUS por meio da execução de projetos de apoio e na prestação de serviços de saúde ambulatoriais e hospitalares, enquadrados em áreas específicas, estabelecidas pela Lei nº 12.101, de 27 de novembro de 2009.

Próximos passos

A próxima SAP já tem data marcada e será realizada em São Paulo, durante os dias 12 e 13 de março de 2019.

A partir de 2020 os hospitais com melhores resultados serão preparados e formarão os novos hubs, replicando o conhecimento adquirido durante a fase de implementação em outras UTIs a partir de 2021.

Por Bruna Bonelli - NUCOM/SAS/MS

 

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