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Promoção da Saúde
  • publicado
  • Publicado: Quinta, 08 de Outubro de 2015, 17h32
  • Última atualização: 08/10/15 17h32

Em audiência na Câmara, combate à tuberculose ganha adesão de artistas

Tb.3O Brasil já atingiu as metas para 2015 dos Objetivos do Milênio (ODM) de parar e reverter a incidência e a mortalidade da tuberculose. Entre os países do BRIC, formado por Brasil, Rússia, Índia e China, é o Brasil que tem o menor coeficiente de incidência da doença. A informação foi dada nesta quinta-feira (08) pelo secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Antônio Nardi, em audiência pública na Câmara dos Deputados que discutiu estratégias de enfrentamento à doença no mundo.

Sensibilizado com os esforços do Ministério da Saúde para garantir que os pacientes façam o tratamento até o final, o deputado e cantor regional Sérgio Reis anunciou sua adesão à causa e afirmou que fará um alerta em seus shows sobre a disponibilidade do teste rápido para a tuberculose nas unidades de saúde, informando que o tratamento é gratuito, e que convidará outros cantores para aderirem à ação. “Fico muito feliz em contribuir numa ação de utilidade pública”, disse Reis.

 

O secretário Antônio Nardi agradeceu a iniciativa de Sérgio Reis e lembrou que na campanha de 2014 sobre a tuberculose, o cantor Thiaguinho aderiu à ação, ele mesmo um ex-portador do bacilo que causa a doença. E, neste ano, a campanha conta com o apoio do jogador de futebol da Seleção Brasileira, Thiago Silva, que contraiu a doença e foi curado em tratamento oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A audiência pública foi conduzida pelo presidente da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara, deputado Antônio Brito, e contou com a participação do deputado do Reino Unido Nick Herbert, do representante de movimentos sociais Carlos Basilia e de Luís Codina, representando a Organização Pan-americana de Saúde (OPAS).

O deputado britânico Nick Herbert chamou a atenção para o esforço global que está havendo para a identificação de medicamentos que não sejam resistentes para o tratamento da tuberculose, salientando que a doença é responsável por 1,5 milhão de óbitos ao ano. Disse também que a tuberculose atinge hoje cerca de três milhões de pessoas no mundo e que também pode surgir de forma associada a malária e a aids, agravando o quadro clínico do paciente.

Situação no Brasil- A tuberculose é uma doença de notificação compulsória e o Brasil dispõe de sistemas de informação com bases nacionais. Em 2014, o Ministério da Saúde implementou o teste rápido molecular TRM-TB para identificar e tratar imediatamente o paciente. Tratamento sob controle do Estado, gratuito e universal, tanto para TB sensível (dose fixa combinada - FDC), quanto para TB resistente. Em um ano, mais de 145 mil testes foram realizados na rede do SUS.

Também foram definidos laboratórios regionais para exames de cultura de micobactérias em meio líquido visando retaguarda laboratorial da Rede de Teste Rápido para tuberculose e adquiridas 140 estufas para retaguarda laboratorial visando a realização de exame de cultura de micobactérias em meio sólido.

Capacitação de 250 profissionais de laboratórios, 35 monitores estaduais, além de 3.800 profissionais de saúde sobre coleta de escarro, transporte de amostra, fluxo laboratorial e algoritmo para realização de exames de diagnóstico.

Tuberculose - A tuberculose é causada por um bacilo que afeta principalmente os pulmões, mas também pode ocorrer em outros órgãos do corpo, como ossos, rins e meninges (membranas que envolvem o cérebro). Na maioria das pessoas infectadas, os sinais e sintomas mais frequentemente são tosse seca contínua no início dos sintomas, depois com presença de secreção por mais de quatro semanas, transformando-se, na maioria das vezes, em uma tosse com pus ou sangue; cansaço excessivo; febre baixa geralmente à tarde; sudorese noturna; falta de apetite; palidez; emagrecimento acentuado; rouquidão; fraqueza e prostração.

A transmissão é direta, de pessoa a pessoa, por meio de pequenas gotas de saliva expelidas ao falar, espirrar ou tossir. Somente 5% a 10% dos infectados pelo bacilo de Koch adquirem a doença. O tratamento deve ser feito por um período mínimo de seis meses, sem interrupção, diariamente. No esquema básico, são utilizados quatro fármacos: rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol. Todos os pacientes que seguem o tratamento corretamente são curados.

Para prevenir as formas mais agressivas da doença é necessário imunizar as crianças obrigatoriamente no primeiro ano de vida ou no máximo até quatro anos, com a vacina BCG. O risco de transmissão é maior entre pessoas que vivem em ambientes fechados, mal ventilados e sem iluminação solar. A tuberculose não é transmitida por objetos compartilhados.

 Fonte: Nucom/SVS

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