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Promoção da Saúde
  • publicado
  • Publicado: Segunda, 09 de Novembro de 2015, 17h41
  • Última atualização: 09/11/15 17h43

Japoneses apreciam arquitetura de Niemeyer no Hospital Federal da Lagoa

destaquejaponesesOs dez andares do prédio principal do Hospital Federal da Lagoa (HFL), projetado por Oscar Niemeyer e por Hélio Uchoa, foram percorridos por uma comitiva de 16 arquitetos japoneses na última sexta-feira (06/11). Ao final da visita, o professor da Universidade de Tokyo, Kazuhiko Okamoto, proferiu a palestra “Cenário atual da Arquitetura Hospitalar no Japão”, no Centro de Estudos do hospital. O evento foi organizado pelo Departamento de Gestão Hospitalar do Rio de Janeiro – DGH/MS/RJ e pela Associação Brasileira para Desenvolvimento do Edifício Hospitalar (ABDEH).

A comitiva veio ao Brasil conhecer o conjunto arquitetônico hospitalar de Niemeyer. No HFL, além de observar detalhes da estrutura, fez registros da ambiência acolhedora e da sinalização da unidade. A paisagem da Lagoa Rodrigo de Freitas, vista dos andares, e o jardim, com assinatura de Burle Marx, também encantaram os arquitetos. A visita foi guiada pelo engenheiro do hospital, Marcos Landeiro, e pela representante da ABDEH, Walkíria Erse.

PALESTRA- Na segunda etapa da visita, o professor Kazuhiko Okamoto atualizou arquitetos brasileiros sobre as características e tendências da arquitetura de hospitais no Japão. Iniciou a exposição com dados do sistema de saúde japonês e em seguida detalhou aspectos históricos do ambiente hospitalar no país. Também falou dos sistemas de segurança e de metodologias de concepção de projetos.

Dos leitos em tatame à organização atual de quatro leitos por enfermaria, Kazuhiko destacou influências apropriadas pelos orientais da cultura ocidental, a exemplo dos leitos em camas suspensas, com o paciente virado diretamente para as janelas e não para o corredor - como é mais usual em países como o Brasil. Também destacou adaptações da arquitetura às mudanças ambientais: há cerca de dez anos as salas de cirurgia utilizam janelas de vidro, para aproveitar a luz natural. A medida possibilita o trabalho das equipes sem energia elétrica, o que pode ocorrer no caso de desastres naturais de grandes proporções.2B

O arquiteto reforçou a importância da ambiência para a recuperação do paciente. Ele elogiou a integração entre a obra arquitônica de Niemeyer e a cidade, responsável por propiciar uma vista verde do bairro ao paciente. “Foi muito bom conhecer um design original do Niemeyer e apreciar a vista que os pacientes têm. Ver a cidade, olhar para fora, é bom para o paciente, pois ele tem uma vida menos isolada do ambiente”, pontuou.

Fonte: Pâmela Pinto/ Agência Saude
Fotos: Fabíola Loureiro

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