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Promoção da Saúde
  • publicado
  • Publicado: Quarta, 12 de Outubro de 2016, 10h00
  • Última atualização: 13/10/16 11h09

Iniciativa Hospital Amigo da Criança completa 25 anos

IHACNesta segunda (10), o Ministério da Saúde promoveu na sede da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), em Brasília (DF), celebração em comemoração aos 25 anos da Iniciativa Hospital Amigo da Criança (Ihac). A iniciativa, instituída pelo Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e pela Organização Mundial de Saúde (OMS), surgiu com o objetivo de estimular o aleitamento materno. Atualmente já são reconhecidos 326 hospitais em todo o país. (Confira a lista aqui).

Em 1991, essa iniciativa chegava ao Brasil com a adoção dos “10 passos para o sucesso do aleitamento materno”, e em 1992 foi entregue o primeiro selo de reconhecimento para o Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), em Recife (PE). O Hospital já possuía referência em práticas de proteção, promoção e apoio a maternidade e ao aleitamento materno. Assim, ficou mais fácil se adaptar às exigências propostas pelo Ihac. “O fundador do Hospital já tinha uma preocupação com essas questões, então o Imip se adequou aos passos que faltavam, porque outros nós já cumpríamos”, lembra Vilneide Braga Serva, coordenadora do Banco de Leite do Imip.

Mas ao mesmo tempo em que o IMIP se adequava às propostas do Hospital Amigo da Criança, outro Hospital, mais ao sudeste do país, também buscava o reconhecimento do Ministério da Saúde e do Unicef: o Centro de Lactação de Santos, ligado ao Hospital Guilherme Álvaro. Keiko Miyasaki Teruya, membro do Comitê de Aleitamento Materno, lembra-se da época que o Hospital foi reconhecido, e de que o trabalho com as mães também já vinha sendo feito. “Sempre enxergamos que o ato de ensinar uma mãe a amamentar o seu filho, era fazer daquele ser humano, uma criança com um futuro feliz”.

Dados da pesquisa “Nascer no Brasil – Inquérito Nacional sobre Parto e Nascimento”, realizada em 2014 pela Fiocruz, mostra que bebês saudáveis que nascem nos Hospitais Amigos da Criança têm menor risco de sofrer intervenções desnecessárias logo após o parto, como aspiração das vias aéreas, uso de oxigênio inalatório e uso de incubadora. “A mãe ao ver o filho pela primeira vez, olhos nos olhos, aconchegar no colo e dar boas-vindas, a gente acha que realmente essa mãe cria o vínculo do amor. E ai quem recebe amor, o que vai devolver para o mundo?”, questiona a médica pediatra Keiko Teruya.

O Ministério da Saúde pretende aumentar em 5% o número de unidades credenciadas como Hospital Amigo da Criança em relação ao número de hospitais já habilitados. Já para os próximos cinco anos, o objetivo é aumentar para um terço o número de partos realizados nestas Unidades. A Coordenadora Geral de Saúde da Criança e Aleitamento Materno, Thereza de Lamare Franco Netto, explica que esta ação deve causar um grande impacto no Brasil. “Esta estratégia é muito importante, principalmente para os cuidados do início da vida da criança e para que a mãe e o bebê tenham um parto seguro e humanizado”, avalia Thereza.

Continuidade

Mais importante do que ser reconhecido com o Selo Hospital Amigo da Criança, é dar continuidade ao trabalho de excelência com as mães que chegam à maternidade. São realizadas avaliações e monitoramento das ações para verificar se os Hospitais ainda estão atuando de acordo com as exigências da Iniciativa.

Vilneide Braga Serva, conta que o IMIP ainda atua além do trabalho realizado pelos profissionais do Hospital. “O IMIP e o Centro de Lactação de Santos foram os primeiros dois polos de capacitação de avaliadores da Iniciativa Hospital Amigo da Criança. A gente pode difundir a iniciativa para o Brasil inteiro, sob a coordenação do Ministério da Saúde”. Além disso, a pediatra Keiko Teruya, destaca que a alegria vai além do Selo dado pelo Ministério. “O maior reconhecimento é a trabalhar em um Hospital bom e de qualidade, que é puramente SUS. Que aquela criança, aquela mãe, aquela família é muito bem assistida”.

O trabalho de avaliação das Unidades acontece através dos chamados “avaliadores”. Esses profissionais são capacitados para avaliar, instruir e auxiliar os Hospitais que queriam se enquadrar nas normas da Ihac. Marina Rea, representante da Rede Internacional em Defesa do Direito de Amamentar (IBFAN Brasil), foi uma das primeiras avaliadoras do Brasil, e participou da primeira avaliação. “Fui capacitada nos Estados Unidos com outras três colegas, e começamos a fazer as avaliações no Brasil. Cada maternidade é uma vivência interessante. E é um sentimento muito prazeroso, especialmente quando o Hospital continua com qualidade. Porque a gente precisa ficar de olho”, explica.

Além disso, a avaliadora defende que a maneira como faz seu trabalho pode intervir no processo. “O avaliador acaba sendo o motivador. Um avaliador consciente é um educador de como se tornar amigo da criança”.

Nova geração

IHAC1Durante a cerimônia na OPAS, que contou com a participação de pioneiros na implementação da Ihac, o Hospital Estadual da Vila Alpina, de São Paulo (SP), recebeu o Selo que deve ficar na entrada da maternidade. 

A Coordenadora da Unidade Neonatal do Hospital, explica que desde o surgimento da unidade, há 15 anos, o objetivo era se tornar Amigo da Criança. “A gente sempre se preparou com treinamentos, e a gente teve um apoio muito grande da alta direção do Hospital pra que isso acontecesse. Foi uma jornada longa, mas hoje estamos recebendo o selo”.

Já o Coordenador do Bloco Materno Infantil do Hospital Estadual da Vila Alpina, Alencar Rufino, conta que o selo também tem papel de motivador. “Daqui pra frente a gente espera continuar trabalhando como já vem fazendo nestes 15 anos, para que a gente possa sempre buscar boas práticas. Hoje o hospital esta em festa, e os profissionais ficam muito mais estimulados quando eles são reconhecidos. O título traz um gás novo e uma energia nova”.

Para receber o título de Hospital Amigo da Criança, a unidade deve estar de acordo com os “Dez Passos para o Sucesso do Aleitamento Materno” e com os “Passos para ser Hospital Amigo da Criança”. Todos eles podem ser encontrados aqui.

Aline Czezacki, para o Blog da Saúde

 

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