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Promoção da Saúde
  • publicado
  • Publicado: Segunda, 06 de Fevereiro de 2017, 10h00
  • Última atualização: 06/02/17 11h29

10 coisas que você precisa saber sobre o anticoncepcional

shutterstock 298472663A pílula anticoncepcional combinada é um dos métodos contraceptivos mais controversos e polêmicos. O uso é cercado de mitos e boatos, mas também de verdades e cuidados que devem ser tomados antes de começar a ingestão do medicamento. No Brasil, é o método reversível mais utilizado entre as mulheres.

Dois hormônios compõe o anticoncepcional: estrogênio e progestogênio, ambos semelhantes aos que são produzidos pelo ovário da mulher. Essa combinação é o que difere a pílula da minipílula, que contém apenas progestogênio em dose baixa.

Para tirar dúvidas comuns de mulheres a respeito da pílula anticoncepcional combinada, o Blog da Saúde respondeu alguns desses questionamentos com o Coordenação-Geral de Saúde das Mulheres, do Departamento de Ações Programáticas Estratégicas.

1. Como escolher um anticoncepcional?

A orientação é essencial antes de escolher um método anticoncepcional, e a escolha deve ser feita de maneira livre e informada, ou seja, a mulher e a adolescente tem o direito de decidir qual o melhor método para si, desde que essa decisão tenha sido tomada com base em informações corretas, atualizadas e completas.

2. Há alguma contraindicação para o uso?

Existem critérios médicos de elegibilidade para uso de métodos anticoncepcionais. Eles são recomendações, e consistem em uma lista de condições das(os) usuárias(os), que podem significar limitações para o uso dos diferentes métodos. O profissional de saúde avalia os riscos e benefícios de cada método, por isso a usuária deve falar com um profissional da saúde para averiguar os critérios e qual deles se enquadra mais ao estilo de vida e cuidados para a saúde.

3. Como o anticoncepcional funciona? Ele pode ser considerado abortivo?

A pílula anticoncepcional inibe a ovulação e torna o muco cervical espesso, dificultando a passagem dos espermatozoides, evitando, assim, a fecundação. Portanto, ela não pode ser considerada um método abortivo.

4. A pílula anticoncepcional é 100% eficaz?

Não existe método 100% eficaz. Todos apresentam taxa de falha. A eficácia das pílulas anticoncepcionais relaciona-se diretamente à sua forma de administração, ou seja, esquecimento na ingestão de comprimidos e irregularidades na dosagem. É muito importante que a mulher não se esqueça de tomar a pílula, e procure tomar sempre no mesmo horário, todos os dias. Uma dica é colocar o medicamento em um local visível, como próximo da escova de dente, ou ao lado da cama, por exemplo.

5. O que eu faço se esquecer de tomar a pílula um dia? E mais de um dia?

  • Se esquecer de tomar um dia: Tomar a pílula esquecida imediatamente e a pílula regular no horário habitual. Tomar o restante regularmente, uma a cada dia.
  • Se esquecer de tomar duas ou mais pílulas: Tomar uma pílula imediatamente e usar método de barreira ou evitar relações sexuais durante sete dias. Conte quantas pílulas restam na cartela, se sobrarem entre sete ou mais pílulas, tome o restante como de costume. Se restarem menos que sete pílulas, tome o restante como de costume e inicie nova cartela no dia seguinte após a última pílula da cartela. Nesse caso, a menstruação pode não ocorrer naquele ciclo. Na ocorrência de sexo desprotegido nesse período, pode ser feito o uso de anticoncepção de emergência (popularmente conhecida como pílula do dia seguinte). Lembrando que a contracepção de emergência deve ser tomada o quanto antes, podendo chegar a um prazo de 72h depois da relação sexual. Ela pode ser encontrada gratuitamente em Unidades de Saúde, e não há a necessidade de prescrição médica.

6. É normal ter um pequeno sangramento durante a cartela?

É frequente a ocorrência de pequeno sangramento intermenstrual durante os primeiros meses do uso da pílula. Se o sangramento persistir por mais de 10 dias, deve ser investigado. Permanecendo o sangramento intermenstrual após três meses, investigar para identificar outras origens.

7. Existem medicamentos que cortam o efeito do anticoncepcional?

Alguns tipos de medicamento podem diminuir a eficácia dos contraceptivos orais, resultando em sangramentos fora do período da menstruação e/ou gravidez. Em outras situações, o próprio anticoncepcional pode interferir na ação do medicamento. É importante consultar um profissional da saúde para saber mais sobre cada composição. Em ambas as situações, pode ser feito o uso da camisinha para prevenir uma gravidez indesejada.

8. É verdade que o anticoncepcional precisa ser cortado por alguns meses para o organismo “respirar”?

Mesmo que a pílula já venha sendo usada por longo período de tempo, não há necessidade de interromper o uso para descanso, pois não existe amparo científico que o justifique, sendo causa frequente de ocorrência de gestações.

9. A pílula previne doenças?

Não. O único método que previne as IST é o preservativo masculino ou feminino, sendo indicado seu uso em todas as relações sexuais (oral, anal ou vaginal), independente do uso do anticoncepcional oral. Também é possível fazer o uso combinado de dois métodos, como camisinha e anticoncepcional oral, por exemplo

10. Existe idade mínima e máxima para tomar a medicação?

A medicação pode ser usada desde a adolescência até a menopausa, considerando os critérios de elegibilidade.

 

Leia mais:

 

Aline Czezacki, para o Blog da Saúde

 

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