Ir direto para menu de acessibilidade.
Portal do Governo Brasileiro
Página inicial > Promoção da Saúde > Governo do Amazonas reduz em 40% os casos de Hanseníase
Início do conteúdo da página
Promoção da Saúde
  • publicado
  • Publicado: Segunda, 13 de Fevereiro de 2017, 14h00
  • Última atualização: 10/02/17 16h50

Governo do Amazonas reduz em 40% os casos de Hanseníase

janeiroroxobannerO Amazonas tem apresentado, nos seis últimos anos, redução significativa da incidência da hanseníase. Entre 2010 e 2016, o Estado registrou uma queda de 40,7% nos casos devido às ações de controle e combate à doença, desenvolvidas pelo Governo do Amazonas. Nesta quarta-feira, 8 de fevereiro, o assunto voltou a ser discutido por autoridades governamentais e a sociedade civil, durante solenidade que homenageou o governador do Acre, Sebastião Viana, autor da Lei 11.520/2007, que instituiu pensão indenizatória às pessoas atingidas pela hanseníase e que foram submetidas a isolamento e internação compulsória.

As atividades de combate à doença são coordenadas pela Fundação de Dermatologia Tropical e Venerologia Alfredo da Matta (Fuam), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam), que conseguiu um feito histórico de ter tirado o Amazonas da primeira para a 18ª colocação no ranking nacional de casos de hanseníase. Durante o encontro realizado na quadra Poliesportiva da Escola Estadual Violeta de Matos Areosa, no bairro Colônia Antônio Aleixo, zona leste de Manaus, o vice-governador do Amazonas, Henrique Oliveira, ressaltou que o Governo do Estado vem somando esforços para melhorar o atendimento das pessoas com hanseníase.

“O governador José Melo tem dado uma atenção muito especial para as questões da saúde do Estado e não vai medir esforços para diminuir os casos da doença. Assim como a hanseníase, outros problemas de saúde estão tendo um amparo para trazer qualidade no atendimento à população, entre eles, podemos destacar a inauguração do centro de imagens do Hospital Delfina Aziz na zona norte, assim como demais estruturas e equipamentos adquiridos para outras unidades da rede que precisam de suporte para garantir boas condições de tratamento dos pacientes”, ressaltou o vice-governador.

Conforme dados do Departamento de Controle de Doenças e Epidemiologia da Fuam, em 2010 o Amazonas tinha 705 casos da doença. Em 2016, esse número reduziu para 418. Do total dos casos do ano passado, as maiores incidências ocorreram em pessoas do sexo masculino (59,8%), enquanto que no feminino foi de 40,2%. Os municípios de Boca do Acre, Parintins, Manacapuru, Humaitá, Manicoré, Presidente Figueiredo, Novo Aripuanã e Manaus foram os que apresentaram os maiores registros dos casos em 2016.

A Fuam vem avançando na supervisão dos municípios com o intuito de eliminar a doença no Estado. Em 2014 foram supervisionados 25 municípios; em 2015 foram 40 cidades, e em 2016 a Fuam supervisionou 53 municípios amazonenses.

Lei indenizatória - A Lei 11.520/2007, que foi criada e sancionada pelo Governo Federal, em 2007, concede atualmente uma indenização mensal no valor de R$ 1.341. No Brasil, cerca de nove mil pessoas já foram indenizadas, e no Amazonas o benefício alcança 950 pessoas. O Movimento de Reintegração das Pessoas atingidas pela Hanseníase (Morhan) é uma entidade sem fins lucrativos, com atuação desde 1979, e que realiza atividades voltadas para a eliminação da hanseníase, bem como a construção de políticas públicas eficazes para o atendimento das pessoas atingidas pela doença. O coordenador estadual da associação, Pedro Borges, explica que esse apoio indenizatório trouxe qualidade de vida para muitas famílias no Estado do Amazonas.

“Ela (Lei) veio trazer um benefício muito grande porque muitas pessoas que foram internadas de maneira compulsória no bairro da Colônia Antônio Aleixo, que na época era conhecido por abrigar pessoas com hanseníase. E essas pessoas melhoraram de vida e conquistaram seus espaços na sociedade porque eu vi eles adquirirem suas moradias, carros e uma dignidade melhor”, afirma.

Dignidade - A idosa Maria do Carmo Amorim, 83, foi uma das primeiras beneficiadas com a indenização. Ela, que veio da cidade de Óbidos no Estado do Pará (PA), foi abandonada pela família e teve que encarar os desafios da vida com a doença. Ao ser contemplada com a indenização, Maria do Carmo pode ter mais dignidade na vida. “Eu vivo feliz na minha vida porque posso contar com esse benefício para fazer muitas coisas, o que antigamente era quase impossível”.

A extensão da Lei para beneficiar os que ficaram de fora da indenização é a nova frente de luta junto ao Governo Federal, conforme aponta o homenageado, governador Sebastião Viana. “A Lei estuda outros detalhes complementares para analisar os casos daquelas pessoas que não puderam estar nas colônias-abrigos porque não tinha vagas e aqueles filhos dos ex-hansenianos, que foram tirados de suas mães e pais, e afastados. Essas situações ficam para os legisladores atuais resolverem”.

Fonte: Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas

Adicionar Comentário

Comentários

  • Nenhum comentário encontrado
Fim do conteúdo da página