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Promoção da Saúde
  • publicado
  • Publicado: Quarta, 17 de Maio de 2017, 12h10
  • Última atualização: 17/05/17 15h02

Quero me tornar vegetariano. E agora?

29503948260 0d5e1a0382 zCuidar da alimentação é sempre importante. Prestar atenção nos alimentos, grupos alimentares, combinações de alimentos, preparações culinárias, deve ser um hábito diário para que o nosso corpo tenha energia e saúde.    Mas algumas pessoas optam por restringir a alimentação por uma série de fatores, sejam sociais ou de saúde. Existem pessoas que não podem ingerir glúten, outras que não podem consumir lactose, e outros que não comem carne ou outros tipos de derivados animais, chamados de vegetarianos e veganos. Parar de ingerir um tipo de alimento pode não ser prejudicial para a saúde, como se escuta por aí, mas quando deixamos de comer algum grupo alimentar, como as carnes, por exemplo, é necessário ter uma atenção ainda maior para a combinação dos alimentos.

O Guia Popular para a Alimentação Brasileira reforça que o consumo de carnes ou derivados de animais não é imprescindível para ter uma alimentação saudável, e que mesmo vegetarianos precisam evitar o consumo de alimentos ultraprocessados e dar preferência a alimentos mais naturais. Entretanto, ainda existem dúvidas a respeito do vegetarianismo, como quais os benefícios e malefícios para o corpo.

A nutricionista e coordenadora do departamento de Medicina e Nutrição da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), Alessandra Luglio, explica que cada vez mais pessoas têm se tornado adeptas ao vegetarianismo. Por isso há a necessidade de desmistificar e descomplicar o assunto. “Como toda mudança que envolve hábitos diários e a saúde, a opção pelo vegetarianismo deve acontecer sempre com conhecimento sobre o assunto. Por isso é importante buscar informações, e se possível procurar o nutricionista para que exista uma adequação da alimentação com mais segurança”.

Mas afinal, quando e como parar de comer a carne ? Alessandra explica que isso pode variar de acordo com os hábitos da pessoa e a maneira de como  ela se alimenta. “Se a pessoa vive dentro de um padrão alimentar equilibrado e saudável, e tem o hábito de comer alimentos mais nutritivos, não vai ter problema de tirar a carne. Agora, se ela viver com a alimentação à base de refinados e processados, ela já desenvolveria deficiências nutricionais, mesmo com a proteína da carne. Entretanto, a gente indica que para fazer essa mudança e garantir a saúde é preciso rever os atos gerais da alimentação”.

Outro ponto importante também se refere à falsa ideia de que pode existir  carência nutricional por conta da restrição a carne. “Existem pessoas que se alimentam de tudo e tem uma grande carência nutricional”, reforça a nutricionista. Ela explica que a carne é rica em alguns nutrientes como o ferro e o zinco por exemplo, que podem facilmente também ser encontrados em alimentos vegetais, e que a exceção fica por conta dos veganos (que não comem nenhum derivado animal), que precisam ficar atentos a vitamina B12.

A jornalista paranaense, Rafaela Serrato, se tornou vegetariana há quase nove anos, e lembra que começou a pesquisar sobre o assunto por conta da irmã, que também optou por seguir este estilo de alimentação. “Comecei a ler mais sobre, e eu realmente não via necessidade de carne nas minhas alimentações. Também sentia dó dos animais e depois que li mais sobre, não fazia sentido continuar com esses hábitos”.

Entre as dificuldades encontradas por Rafaela no início estava à adaptação e substituição dos alimentos, mas isso foi melhorando com o tempo. “Aprendi a comer coisas que não estava acostumada, como espinafre, por exemplo. Encontrar coisas gostosas também era mais difícil. Outra dificuldade era encontrar lugar para comer fora de casa, hoje, praticamente todos os lugares têm opções vegetarianas, mas há nove anos era bem complicado”.

Já entre os benefícios de ser vegetariano, a nutricionista da SVB explica que é possível especificar três coisas: maior disposição para realizar as atividades do dia a dia, digestão mais rápida e aumento de consumo de cereais, leguminosas e frutas. Com o  aumento do consumo de fibras,  melhora o funcionamento do intestino.

Apesar de não ser elaborado especificamente para a alimentação vegetariana, é possível encontrar algumas dicas de alimentação saudável no Guia Alimentar para a População Brasileira, do Ministério da Saúde. Acesse aqui!

Aline Czezacki, para o Blog da Saúde

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