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Promoção da Saúde
  • publicado
  • Publicado: Sexta, 19 de Maio de 2017, 09h35
  • Última atualização: 22/05/17 09h23

Doação de leite humano ajuda a salvar quase dois milhões de recém-nascidos

Toda mulher que amamenta é uma possível doadora de leite materno

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As estratégias utilizadas pelo Brasil no estabelecimento e ampliação dos Bancos de Leite Humano, bem como as estratégias de doação do leite materno, são iniciativas pioneiras no mundo. Até o ano passado foi possível ajudar a salvar mais de um milhão e oitocentos mil recém-nascidos. Essa é uma marca a ser comemorada no Dia Mundial de Doação de Leite – 19 de maio.

O leite materno é o melhor alimento para bebês até os dois anos de idade, favorecendo o crescimento e desenvolvimento adequado. Em alguns casos, a criança nasce prematura e a mãe não consegue amamentar, mas mesmo a criança que fica internada precisa desse leite para se recuperar, e essa é a maior importância da doação de leite materno: ajudar a dar a vida para outros bebês.

Assim aconteceu com Gisele Bortolini, que teve complicações na gestação e, por isso, a filha Helena precisou nascer prematura. Durante a internação Gisele não teve leite suficiente para amamentar e precisou da ajuda dos bancos de leite.

“É muito difícil ser mãe de um bebê que fica na UTI, é uma uta diária pela vida e você aprende a viver o presente, o dia de hoje. E depois de um tempo eu não consegui ordenhar tudo que ela precisava, eu continuei ordenhando e o que eu não conseguia ordenhar eu tive apoio do banco de leite. Então as mães que doaram leite ajudaram a recuperar a Helena em uma fase tão crucial da vida dela”, explica Bortolini.

A pequena Helena teve ajuda de pessoas como a professora Suzi Machado, que começou a doar leite humano quando a filha Laura nasceu há dois meses. “Tem muitas crianças que precisam. Eu tive a Laura em uma casa de parto, que é mais natural, e lá pude ver algumas mães que não conseguiram amamentar. Foi aí que vi a importância de doar, então acaba que a gente que tem muito leite precisa ajudar quem não tem”, defende.

Os Bancos de Leites Humano (BLHs) do Brasil, foram desenvolvidos há 32 anos pelo Ministério da Saúde e entre os anos de 2009 e 2016, contou com o apoio de mais de um milhão e trezentas mil mulheres doadoras e, aproximadamente, um milhão e meio de litros de leite coletados.

O Brasil possui a maior e mais complexa rede de banco de leite do mundo. Hoje, existem no país 221 BLH em todos os estados e Distrito Federal, e 186 Postos de Coleta, além da coleta domiciliar. Antes de ser distribuído, todo leite coletado nos bancos passa por um rigoroso controle de qualidade e é fornecido de acordo com as necessidades de cada criança.

“Primeiro a gente precisa conscientizar que o leite que a mãe tira não vai faltar para o seu bebê. Segundo, que qualquer quantidade é suficiente. Às vezes as mães podem pensar que meio pote é pouco e por isso não vale a pena doar. Mas um pote pode alimentar até dez crianças”, esclarece Miriam Santos, integrante da Comissão Nacional do Banco de Leite Humano.

Apesar das mobilizações já realizadas, o número de doações de leite humano ainda é baixo em relação à demanda. Hoje, a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano consegue suprir aproximadamente 60% da demanda para os recém-nascidos prematuros e de baixo peso internados nas UTI Neonatais do Brasil. Isso significa que cerca de 40% dos bebês internados que precisam ainda não podem contar com o leite humano na alimentação.

Por isso, o Ministério da Saúde, em parceria com a Rede de Bancos de Leites Humano, realiza este ano, a Campanha Doe Leite Materno. Desta forma, o ministro Ricardo Barros convocou todas as mães a participarem desse ato de solidariedade. “A redução da mortalidade infantil está diretamente relacionada com doação de leite materno. Então ficam aqui todas as mães convocadas a ajudar o Brasil e as crianças do Brasil nesta ação, que é uma ação de amor e de carinho àquelas que precisam”.

O que é preciso para doar

Toda mulher que amamenta é uma possível doadora de leite materno, basta estar saudável e não estar tomando nenhum medicamento que interfira na amamentação. Quem quiser doar, pode procurar o banco de leite humano mais próximo ou ligar para o Disque Saúde, pelo número de telefone 136.

Para a coleta, a doadora deve lavar bem as mãos e os braços, até o cotovelo, com bastante água e sabão, cobrir os cabelos com lenço ou touca e usar um pano ou máscara sobre o nariz e a boca. As mamas devem ser lavadas apenas com água e, em seguida, secas com toalha limpa. A coleta deve ser feita em local limpo e tranquilo. O leite extraído para doação pode ficar no freezer ou no congelador da geladeira por até 10 dias. Nesse período, deverá ser transportado ao banco de leite humano mais próximo.

Leia mais: Como a doação de leite beneficia os bebês?

Janary Damacena para o Blog da Saúde

 

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