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Promoção da Saúde
  • publicado
  • Publicado: Quarta, 09 de Agosto de 2017, 14h58
  • Última atualização: 09/08/17 19h16

A importância do leite materno no cuidado de bebês prematuros

 Atendimento em maternidades de alto risco no Rio apontam que os recém-nascidos alimentados com o leite humano têm recuperação e desenvolvimento mais rápidos

amamentacao 1O leite materno é rico em nutrientes e anticorpos e é o melhor alimento para recém-nascidos. Quando os bebês nascem com menos de 37 semanas de gestação são considerados prematuros e alguns podem permanecer mais tempo na unidade de saúde para uma plena recuperação. Neste período, o aleitamento materno é uma estratégia que acelera o desenvolvimento e a recuperação dos pequenos pacientes.

A mamãe Érica, de São Pedro da Aldeia, amamentou pela primeira vez a sua filha na última sexta-feira (27/07). A criança nasceu prematura, no dia 9 de junho, e foi transferida para o Hospital Federal dos Servidores do Estado (HFSE).

 As duas estão sendo atendidas na Unidade Materno-Fetal. A mãe acompanha a filha e tem recebido orientação sobre o aleitamento materno e também é doadora do Banco de Leite da unidade. “Eu sei que amamentando ela pode evitar várias doenças e ajuda a desenvolver mais. Fico muito feliz de doar meu leite às mães que não podem amamentar”, comemora Érica.

Nas maternidades de alto risco dos hospitais federais de Bonsucesso (HFB) e dos Servidores do Estado (HFSE) a dieta alimentar dos prematuros tem o leite da mãe como um aliado. Este começa a ser introduzido, aos poucos - dependendo do quadro de cada recém-nascido - para fortalecer o organismo e estabelecer um vínculo entre mães e filhos.

“Em algumas crianças essa alimentação pode ser feita por sonda ou no copinho, a partir de 1 ml por dia, para estimular a aceitação no corpo. Quando elas atingem um determinado peso, podem sugar diretamente do seio materno por cerca de 15 minutos ao dia, explica a enfermeira Célia Nurck, do HFB. Após a alta dos pequenos, esse deve ser o único alimento até o sexto mês, reforça Célia.

A neonatologista Ana Lúcia Figueiredo, pediatra do HFSE, explica que o incentivo ao aleitamento deve começar ainda no pré-natal, por meio do diálogo com a gestante, e ser continuado ao longo da assistência, no nascimento e após o parto. Essa orientação deve ser estendida à família também, para dar suporte à mãe. “Quando o bebê é prematuro há uma importância ainda maior de incentivar a amamentação, pois a mãe precisará de orientação profissional para estimular a produção de leite ao longo da permanência do filho no hospital. A presença da mãe é fundamental no tratamento, pois cria um vínculo com o recém-nascido”.

Ana Lúcia destaca a importância do leite humano para fortalecer o sistema imunológico da criança, inclusive prevenindo alergias: “O leite materno carrega anticorpos da mãe para o filho. Ele evita alergias, por ser uma proteína da mesma espécie. No leite de fórmulas, a proteína usada é a do leite de vaca, e por isso pode ser propício ao desenvolvimento de alergias”.

ORIENTAÇÃO E AUXÍLIO – Nas duas maternidades de alto risco há uma preocupação de orientar como a mãe deve amamentar o filho, com dicas de como posicionar a criança, de como ela deve sugar o leite, e principalmente, do estímulo ao aleitamento. Mulheres lactantes podem procurar as maternidades destas duas unidades federais para obter informações sobre a amamentação. No HFSE há um banco de leite em funcionamento durante toda a semana, onde mães podem receber orientação, apoio e doar leite materno.

Por Pâmela Pinto

 

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