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Promoção da Saúde
  • publicado
  • Publicado: Terça, 13 de Março de 2018, 10h44
  • Última atualização: 13/03/18 10h54

Evento no Tocantins discute prevenção a morte materna por hemorragia

parto-e1462473334920Mulheres grávidas enfrentam riscos significativos para a saúde que, muitas vezes, podem ser fatais também para seus bebês. Foto: EOs organismos internacionais e a Secretaria de Estado de Saúde do Tocantins trabalham juntos para fortalecer a assistência em toda a linha de cuidado das mulheres por meio da estratégia Zero Morte Materna por Hemorragia (0MMxH).

No Dia Internacional da Mulher, a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) e o Centro Latino-Americano para Perinatologia – Saúde das Mulheres e Reprodutiva (CLAP/SMR) participaram do evento “Saúde da Mulher no Tocantins: apresentação de experiências exitosas”, realizado em Palmas.

Os organismos internacionais e a Secretaria de Estado de Saúde do Tocantins trabalham juntos para fortalecer a assistência em toda a linha de cuidado das mulheres por meio da estratégia Zero Morte Materna por Hemorragia (0MMxH).

A representante adjunta da OPAS/OMS no Brasil, María Perez-Rosales, ressaltou que a estratégia, realizada em parceria entre a Organização e o CLAP/SMR, tem o objetivo de mobilizar governos, sociedade civil e comunidades em locais em que a hemorragia obstétrica é uma das principais causas de morte materna.

“Temos o compromisso de contribuir com o Brasil na garantia do direito à saúde, com um olhar especial para a saúde da mulher. Compreendemos que a atenção e o cuidado com a saúde das mulheres repercutem positivamente na saúde de todos os que estão em seu entorno”, disse.

“O Tocantins foi o primeiro estado brasileiro a implementar em suas maternidades a estratégia Zero Morte Materna por Hemorragia, capacitando cerca de 150 profissionais de todos os pontos de atenção ao parto e nascimento”, ressaltou María.

A representante adjunta destacou também que o estado foi pioneiro na utilização do traje antichoque não pneumático (TAN), importante tecnologia que pode evitar a morte de mulheres no pós-parto. Esse equipamento de compressão corporal permite controlar o sangramento temporariamente, o que ajuda a aumentar a sobrevida das mulheres enquanto aguardam procedimentos ou transferência para uma unidade de saúde de referência.

Suzanne Serruya, diretora do CLAP/SMR, lembrou que “nas últimas décadas, a morte materna diminuiu significativamente devido à melhor assistência por profissionais qualificados, instalações e recursos de saúde, como transfusões e atenção às emergências”. No entanto, enfatizou que a morte materna é uma grave injustiça social e que para evitá-la, é necessário fazer intervenções baseadas em evidências e realizar tratamentos respeitosos e culturalmente apropriados.

Cenário nas Américas

Mais de uma em cada cinco mortes maternas acontecem devido à hemorragia (sangramento). Mulheres grávidas enfrentam riscos significativos para a saúde que, muitas vezes, podem ser fatais também para seus bebês. Todos os dias, 16 mulheres morrem nas Américas devido às complicações na gestação ou no parto. A maioria desses óbitos ocorre durante as primeiras 24 horas após o parto.

Mais de 8% das hemorragias obstétricas na América Latina requerem transfusão de sangue no período pós-parto – o que representa 64% das necessidades totais de transfusão, segundo análise realizada com 712 mil casos clínicos perinatais, disponíveis na base regional do Sistema Informático Perinatal da OPAS/OMS, que apresenta dados de 2009 a 2012.

Os números citados acima sugerem que, para deter a mortalidade e a morbimortalidade materna, é preciso concentrar esforços nas hemorragias do terceiro trimestre, em especial as relacionadas ao parto e pós-parto. Essas são as mais graves e requerem um maior cuidado.

Entre os fatores que levam à morte materna estão a falta de transporte de emergência e de equipes devidamente capacitadas, sangue para transfusões, tratamento aquém dos padrões minimamente requeridos em instituições de saúde e também fatores relacionados à comunidade e à paciente.

 Fonte: ONU

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