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Promoção da Saúde
  • publicado
  • Publicado: Quarta, 11 de Abril de 2018, 16h47
  • Última atualização: 11/04/18 16h49

Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson

parkinsonQuando falamos em datas comemorativas, pensamos sempre em celebrar algo. Mas e quando a data em questão diz respeito a uma doença – que em nada merece ser comemorada? Bem, pode não ser a forma mais apropriada dizer que estamos comemorando, mas certamente é importante reforçar a conscientização a respeito da doença, principalmente em relação ao seu tratamento e as dificuldades enfrentadas pelos pacientes. 

No caso específico, 11 de abril marca o Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson, uma enfermidade descoberta há 201 anos e que já é considerada a segunda doença neurodegenerativa progressiva mais frequente no mundo, perdendo apenas para o Alzheimer. 

A doença degenerativa, crônica e progressiva afeta funções primordiais do corpo, como os movimentos e equilíbrio, e causa lentidão na mobilidade, tremores, diminuição dos reflexos, além de efeitos como depressão, alteração do sono entre outros. Isso acontece a doença vai alterando e corrompendo o sistema nervoso central, fazendo com que a transmissão de mensagens entre as células nervosas seja comprometida. 

Carlos Patto está hoje com 71 anos e há 28 anos convive com a doença, o que segundo ele “é considerado um fenômeno para muitos médicos”. A doença de Parkinson vai se revelando aos poucos durante os anos. Então, os primeiros sinais e sintomas muitas vezes passam despercebidos ao doente e as pessoas com quem convive. “Foi o que aconteceu comigo”, explica Patto. “Eu era aviador, e durante um curso de aprimoramento, reparei que minha mão parecia em câmera lenta, a escrita foi ficando devagar a ponto de eu não conseguir fazer as anotações de instruções de voo em tempo real”. Depois de uma consulta ao neurologista veio o diagnóstico da doença.

Após um período em que houve a negação, revolta e depressão, o coronel Patto resolveu não se deixar vencer pela doença e começou a construir sua fase de aceitação, que levou à superação. 

Incentivado por um médico e apoiado pela esposa Laura, em 2005 ele criou a Associação Parkinson DF com o objetivo de ajudar e dar apoio a outros doentes, seus cuidadores e familiares. “A maior virtude que as pessoas que convivem com um doente de Parkinson pode ter é muita paciência, por que é muito difícil. Eu tenho muita noção disso. Mas nós precisamos desse apoio”, finalizou. 

DIAGNÓSTICO

A identificação da doença de Parkinson é feita pela observação dos sinais e sintomas detalhados anteriormente. Posteriormente, a consulta com um médico neurologista, será capaz de fazer a diferenciação entre esta doença de outras que também afetam involuntariamente os movimentos do corpo.

TRATAMENTO

A doença é tratável com medicações. Esses medicamentos, entretanto, são sintomáticos, ou seja, eles repõem parcialmente a dopamina (que é a substância química que ajuda na transmissão de mensagens entre as células nervosas) que está faltando e, desse modo, melhoram os sintomas da doença. Por esse motivo, os medicamentos devem ser usados por toda a vida da pessoa que apresenta tal enfermidade. 

No final de 2017, o Ministério da Saúde atualizou o Protocolo de Tratamento para Parkinson. Entre as inclusões terapêuticas está a indicação dos medicamentos Rasagilina (1mg) e Clozapina (25mg e 100 mg). A oferta dos fármacos tem como objetivo proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes com transtornos associados à doença

O SUS já ofertava sete medicamentos para tratamento da doença: Pramipexol; Amantadina; Bromocriptina; Entacapona; Selegilina; Tolcapona e Triexifenidil. Ainda existem outros três medicamentos (Levodopa+Carbidopa, Biperideno e Levodopa), que são ofertados por meio do Programa Farmácia Popular. Esses medicamentos podem ser retirados com até 90% de desconto.

O analista técnico de Políticas Sociais do Ministério da Saúde, Eduardo David, explica que, além disso, o SUS oferece os procedimentos de implante de eletrodo e implante de gerador de pulsos, ambos para estimulação cerebral. “Caso o paciente se encaixe nos critério de elegibilidade para processo cirúrgico, nós temos centros habilitados para realizar o implante em casos mais graves. Atualmente, o Brasil possui 27 estabelecimentos habilitados em Neurocirurgia Funcional Estereotáxica, sendo dois habilitados como Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Neurologia/Neurocirurgia e 25 habilitados como Centro de Referência de Alta Complexidade em Neurologia/Neurocirurgia”.

PESQUISAS

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam que cerca de 1% da população mundial a partir dos 65 anos sofrem com a doença. No Brasil, a estimativa é de 200 mil pessoas com Parkinson. A cura ainda não foi alcançada, mas há estudos em nível experimental que buscam alternativas de tratamento e até mesmo a cura.

Esse é caso da professora Márcia Renata Mortari. Pesquisadora da Universidade de Brasília, há seis anos conduz uma equipe que trabalha de forma quase ininterrupta para encontrar uma cura para o Parkinson. 

“Nosso trabalho é focado do efeito neuroprotetor de compostos da biodiversidade brasileira, como o veneno de marimbondo. A gente extrai um composto que é usado em uma solução para essa proteção para chegar a uma cura e evitar a progressão da doença”, explica a professora Mortari. A pesquisa em questão está desenvolvendo um composto químico que é capaz de impedir a morte de neurônios de uma das regiões do cérebro mais afetadas pelo Parkinson. 

Janary Damacena, para o Blog da Saúde.

 

Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson

Quando falamos em datas comemorativas, pensamos sempre em celebrar algo. Mas e quando a data em questão diz respeito a uma doença – que em nada merece ser comemorada? Bem, pode não ser a forma mais apropriada dizer que estamos comemorando, mas certamente é importante reforçar a conscientização a respeito da doença, principalmente em relação ao seu tratamento e as dificuldades enfrentadas pelos pacientes.

No caso específico, 11 de abril marca o Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson, uma enfermidade descoberta há 201 anos e que já é considerada a segunda doença neurodegenerativa progressiva mais frequente no mundo, perdendo apenas para o Alzheimer.

A doença degenerativa, crônica e progressiva afeta funções primordiais do corpo, como os movimentos e equilíbrio, e causa lentidão na mobilidade, tremores, diminuição dos reflexos, além de efeitos como depressão, alteração do sono entre outros. Isso acontece a doença vai alterando e corrompendo o sistema nervoso central, fazendo com que a transmissão de mensagens entre as células nervosas seja comprometida.

Carlos Patto está hoje com 71 anos e há 28 anos convive com a doença, o que segundo ele “é considerado um fenômeno para muitos médicos”. A doença de Parkinson vai se revelando aos poucos durante os anos. Então, os primeiros sinais e sintomas muitas vezes passam despercebidos ao doente e as pessoas com quem convive. “Foi o que aconteceu comigo”, explica Patto. “Eu era aviador, e durante um curso de aprimoramento, reparei que minha mão parecia em câmera lenta, a escrita foi ficando devagar a ponto de eu não conseguir fazer as anotações de instruções de voo em tempo real”. Depois de uma consulta ao neurologista veio o diagnóstico da doença.

Após um período em que houve a negação, revolta e depressão, o coronel Patto resolveu não se deixar vencer pela doença e começou a construir sua fase de aceitação, que levou à superação.

Incentivado por um médico e apoiado pela esposa Laura, em 2005 ele criou a Associação Parkinson DF com o objetivo de ajudar e dar apoio a outros doentes, seus cuidadores e familiares. “A maior virtude que as pessoas que convivem com um doente de Parkinson pode ter é muita paciência, por que é muito difícil. Eu tenho muita noção disso. Mas nós precisamos desse apoio”, finalizou.

DIAGNÓSTICO

A identificação da doença de Parkinson é feita pela observação dos sinais e sintomas detalhados anteriormente. Posteriormente, a consulta com um médico neurologista, será capaz de fazer a diferenciação entre esta doença de outras que também afetam involuntariamente os movimentos do corpo.

TRATAMENTO

A doença é tratável com medicações. Esses medicamentos, entretanto, são sintomáticos, ou seja, eles repõem parcialmente a dopamina (que é a substância química que ajuda na transmissão de mensagens entre as células nervosas) que está faltando e, desse modo, melhoram os sintomas da doença. Por esse motivo, os medicamentos devem ser usados por toda a vida da pessoa que apresenta tal enfermidade.

No final de 2017, o Ministério da Saúde atualizou o Protocolo de Tratamento para Parkinson. Entre as inclusões terapêuticas está a indicação dos medicamentos Rasagilina (1mg) e Clozapina (25mg e 100 mg). A oferta dos fármacos tem como objetivo proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes com transtornos associados à doença

O SUS já ofertava sete medicamentos para tratamento da doença: Pramipexol; Amantadina; Bromocriptina; Entacapona; Selegilina; Tolcapona e Triexifenidil. Ainda existem outros três medicamentos (Levodopa+Carbidopa, Biperideno e Levodopa), que são ofertados por meio do Programa Farmácia Popular. Esses medicamentos podem ser retirados com até 90% de desconto.

O analista técnico de Políticas Sociais do Ministério da Saúde, Eduardo David, explica que, além disso, o SUS oferece os procedimentos de implante de eletrodo e implante de gerador de pulsos, ambos para estimulação cerebral. “Caso o paciente se encaixe nos critério de elegibilidade para processo cirúrgico, nós temos centros habilitados para realizar o implante em casos mais graves. Atualmente, o Brasil possui 27 estabelecimentos habilitados em Neurocirurgia Funcional Estereotáxica, sendo dois habilitados como Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Neurologia/Neurocirurgia e 25 habilitados como Centro de Referência de Alta Complexidade em Neurologia/Neurocirurgia”.

PESQUISAS

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam que cerca de 1% da população mundial a partir dos 65 anos sofrem com a doença. No Brasil, a estimativa é de 200 mil pessoas com Parkinson. A cura ainda não foi alcançada, mas há estudos em nível experimental que buscam alternativas de tratamento e até mesmo a cura.

Esse é caso da professora Márcia Renata Mortari. Pesquisadora da Universidade de Brasília, há seis anos conduz uma equipe que trabalha de forma quase ininterrupta para encontrar uma cura para o Parkinson.

“Nosso trabalho é focado do efeito neuroprotetor de compostos da biodiversidade brasileira, como o veneno de marimbondo. A gente extrai um composto que é usado em uma solução para essa proteção para chegar a uma cura e evitar a progressão da doença”, explica a professora Mortari. A pesquisa em questão está desenvolvendo um composto químico que é capaz de impedir a morte de neurônios de uma das regiões do cérebro mais afetadas pelo Parkinson.

Janary Damacena, para o Blog da Saúde.

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