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Promoção da Saúde
  • publicado
  • Publicado: Segunda, 05 de Novembro de 2018, 12h31
  • Última atualização: 07/11/18 09h59

Prevenção ao Câncer de Boca começa pelo dentista

 Doença é um dos tipos tumores mais comuns do Brasil e acomete principalmente homens acima dos 40 anos

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Na primeira semana de novembro é comemorada a Semana Nacional de Prevenção do Câncer Bucal. Criado em 2016, a data tem como objetivo alertar sobre a importância da prevenção ao câncer de boca e apoiar atividades em prol do controle da doença. O que pouca gente sabe é que, por se tratar de uma doença silenciosa, com sintomas sutis, a melhor forma de prevenção começa exatamente nas visitas ao dentista.

Lívia Almeida, coordenadora da saúde bucal do Departamento de Atenção Básica do Ministério da Saúde, explica que o câncer de boca é uma preocupação comum entre os dentistas. “A classe odontológica estabeleceu essa data, uma semana depois do Dia Nacional do Cirurgião-Dentista, exatamente para atentar sobre a importância da prevenção desse mal que é bastante prevalente na população adulta. O objetivo é chegar mais perto da população durante essa semana e falar diretamente sobre esse assunto, que é muito sério e pode levar à morte”, esclarece.

Sintomas e tratamento

A coordenadora explica que o câncer de boca é silencioso, mas pode ter alguns sintomas visíveis. “É importante observar ferimentos dentro da boca ou nos lábios que não cicatrizam e avançam com muita velocidade. Mas, o ideal é que todas as pessoas pudessem visitar o dentista pelo menos de 6 em 6 meses, justamente para que, aparecendo qualquer indício de um tumor maligno ou lesão cancerígena, o profissional pudesse indicar tratamento o quanto antes“, alerta.

A prevenção do câncer de boca começa no consultório odontológico, orienta Lívia Almeida. Por isso, é preciso visitar o dentista regularmente. “Hoje nós temos a Rede de Atenção à Saúde Bucal dentro do Ministério da Saúde que está presente em 5.093 municípios brasileiros. Contamos com 27 mil equipes de saúde bucal que podem atender a população e fazer um diagnóstico precoce desse tipo de câncer. Além disso, hoje em todo o Brasil, existem 1.125 Centros de Especialidades Odontológicas que oferecem serviços de odontologia gratuitos à população e realizam, dentre outras especialidades, o diagnóstico bucal com ênfase no diagnóstico e detecção do câncer bucal”, explica.

SUS oferece tratamento dentário gratuito

Para contribuir com a missão de ir ao dentista regularmente, o SUS conta com equipes de Saúde Bucal na Estratégia Saúde da Família, Centros de Especialidades Odontológicas e Laboratórios Regionais de Próteses Dentárias para toda população. Para acessar aos serviços gratuitos de tratamento dentário basta procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS). A atenção básica é responsável pelo primeiro atendimento ao paciente e pelo encaminhamento aos centros especializados, apenas nos casos mais complexos.

5.093 municípios brasileiros contam com Rede de Atenção à Saúde Bucal
27 mil equipes de saúde bucal no Brasil
1.125 Centros de Especialidades Odontológicas

Saiba mais: Política Nacional de Saúde Bucal (PNSB)

Grupos de Risco

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de boca está entre os dez tumores mais comuns do Brasil. Ele acomete mais os homens acima dos 40 anos. Os fatores de risco mais conhecidos para este tipo de câncer são tabagismo, alcoolismo, HPV e radiação solar.

“As pessoas mais suscetíveis a esse tipo de câncer são os adultos com mais de 40 anos que fumam e bebem – normalmente os dois ao mesmo tempo numa frequência muito alta. Além disso, são pessoas que dificilmente fazem visitas odontológicas e costumam chegar ao médico já em um estágio bastante avançado da doença. A população com pele mais clara também está mais propensa ao câncer labial, já que, normalmente, são pessoas que pegam muito a radiação solar sem proteção”, explica Lívia.

Câncer de boca: sintomas, causas, prevenção e tratamento

Uma luta contra o câncer

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Eduardo Coutinho dos Santos, 41 anos, faz parte desse grupo de risco, era fumante e descobriu que tinha câncer de garganta em 2010. “Tive o primeiro diagnóstico e logo em seguida comecei fazendo quimioterapia e radioterapia. Foram 40 sessões de radioterapia e oito ciclos de quimioterapia inicialmente. Nunca senti nada de dor, o sintoma que me fez procurar um especialista foi a dificuldade de engolir e minha voz começou a ficar muito rouca, as pessoas tinham dificuldade de ouvir que eu estava dizendo”, conta.

Depois disso, Eduardo descobriu um novo tumor em 2014 na base da língua e, novamente, em 2018, os tumores reapareceram na região da epiglotite, traqueia e laringe. Nesta última cirurgia foram retiradas as cordas vocais e feita uma cirurgia para remoção completa da laringe. Ele conta que o apoio dos amigos e dos médicos tem sido fundamental na luta contra a doença. “Não tenho família, meus pais são falecidos. Agora tenho muitos amigos que são muito importantes para minha recuperação e posso dizer que são um fator importante para mim. Além disso, tenho o apoio médico muito forte do pessoal da unidade oncológica onde faço tratamento e me prestam total apoio”, conta.

Eduardo também deixa um recado para as pessoas sobre a prevenção ao câncer de boca. “O câncer de boca realmente está ligado ao consumo abusivo de álcool e cigarro, então faça os exames periódicos. O câncer não dói, ele é silencioso e quanto mais cedo for feito o diagnóstico maior será a chance de cura”, alerta.

 

Janaina Bolonezi, para o Blog da Saúde. 

 

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