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Promoção da Saúde
  • publicado
  • Publicado: Segunda, 19 de Novembro de 2018, 14h38
  • Última atualização: 22/11/18 15h49

Você pode ter zika sem saber

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O vírus Zika se tornou mundialmente conhecido em 2015, quando foi identificado pela primeira vez no Brasil. Mas a comunidade científica já tinha relatos sobre o vírus há pelo menos 60 anos. Inicialmente, a infecção não se mostrou como uma grave ameaça à saúde da população. No entanto, o quadro mudou com a confirmação que o vírus está relacionado com a microcefalia e a Síndrome Congênita Associada à Infecção pelo Zika, e pode aumentar as chances de complicações neurológicas em adultos. Saber mais sobre o vírus é uma forma de se prevenir.

Você sabia que cerca de 80% das pessoas infectadas pelo vírus Zika não desenvolvem nenhum tipo de sintomas? “Zika é uma doença com características mais assintomáticas. Por isso, temos todo um viés de preocupação e atenção ao identificar a doença, principalmente em gestantes, em função da microcefalia”, explica Divino Valero Martins, coordenador do Programa Nacional de Controle da Malária, Dengue, Zika e Chikungunya do Ministério da Saúde. 

Por sua característica assintomática, é preciso manter atenção aos cuidados preventivos com a doença. Famílias com mulheres grávidas devem ter atenção redobrada, já que o vírus pode comprometer os fetos de maneira importante – a chamada Síndrome Congênita Associada à Infecção pelo vírus Zika.

Prevenção

O responsável pela transmissão do vírus Zika é o conhecido Aedes Aegypti, mesmo mosquito que transmite a dengue e a chikungunya. Portanto, a melhor forma de prevenção é acabar com o mosquito, eliminando os possíveis criadouros. Saiba mais: Combate ao Aedes Aegypti: prevenção e controle da Dengue, Chikungunya e Zika 

Outras formas de se proteger são utilizar telas em janelas e portas, usar roupas compridas e, se vestir roupas que deixem áreas do corpo expostas, aplicar repelente nessas áreas. Ficar, preferencialmente, em locais com telas de proteção, mosquiteiros ou outras barreiras disponíveis. E praticar sexo seguro.

Transmissão

Existem três formas principais de transmissão do Zika Vírus:

- Transmissão pela picada do mosquito Aedes Aegypti.
- Transmissão sexual.
- Transmissão de mãe para o feto durante a gravidez
No caso do feto ser infectado durante a gestação, este pode desenvolver lesões cerebrais irreversíveis e ter comprometida, definitivamente, toda a sua estrutura em formação. As doenças neurológicas, especialmente nas crianças infectadas no útero materno, têm sequelas de intensidade variável, conforme cada caso.

Não há evidências de transmissão do vírus Zika por meio do leite materno, assim como por urina e saliva.

 

Sintomas

Quando aparecem, os principais sintomas são dor de cabeça, febre baixa, dores leves nas articulações, manchas vermelhas na pele, coceira e vermelhidão nos olhos. Outros sintomas menos frequentes são inchaço no corpo, dor de garganta, tosse e vômitos. No geral, a evolução da doença é benigna e os sintomas desaparecem espontaneamente após 3 a 7 dias. No entanto, a dor nas articulações pode persistir por aproximadamente um mês. Formas graves são raras, mas quando ocorrem podem, excepcionalmente, evoluir para óbito.

Normalmente, os sintomas de infecção por vírus Zika são:

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Tratamento

Não existe tratamento específico para a infecção pelo vírus Zika. Também ainda não existe vacina disponível no SUS contra a doença. O tratamento recomendado para os casos sintomáticos é baseado no controle da febre e manejo da dor. No caso de erupções pruriginosas, os anti-histamínicos podem ser considerados.

Ao apresentar os sintomas, é importante procurar um serviço de saúde e não tomar medicamentos por conta própria. Todos os tratamentos para o vírus Zika são oferecidos de forma integral e gratuita por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).


Combater a Zika também é se prevenir contra Dengue e Chikungunya.
Confira a Campanha Nacional de Combate ao Mosquito Aedes Aegypti 2018/2019


 Janaina Bolonezi, para o Blog da Saúde.
 

 

 

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