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Promoção da Saúde
  • publicado
  • Publicado: Segunda, 21 de Janeiro de 2019, 16h35
  • Última atualização: 24/01/19 10h07

Conheça o trabalho do farmacêutico

 Leia alguns relatos de profissionais apaixonados pela profissão de cuidar do outro

dia do farmaceuticoNo dia 20 de janeiro é comemorado o Dia do Farmacêutico. É uma homenagem aos profissionais de saúde que estão presentes nos cuidados com a população, trabalhando na promoção do uso racional dos medicamentos. Porém, não é só isso. O que muitas pessoas não sabem é que muito além do trabalho direto nas farmácias, esses profissionais atuam em 10 grandes áreas diferentes e em 135 especialidades. 

Nesse caso, ninguém melhor para explicar a importância do farmacêutico como profissional da saúde que os próprios profissionais. Por isso, o Blog da Saúde reúne alguns relatos de farmacêuticos sobre sua profissão.

 

Caroline Bock Montagner
Farmacêutica na Secretaria Especial de Saúde Indígena em Passo Fundo – RS

Caroline trabalha como farmacêutica, há 5 anos, em comunidades indígenas da etnia Kaingang e Guarani no Polo Base de Passo Fundo-RS. Confira seu relato:

farmacia 2A profissão farmacêutica tem muito a auxiliar a população como um todo. Somos o último profissional em contato com o paciente. Portanto, em nossas mãos está a responsabilidade de fazer o paciente compreender a necessidade de realizar seu tratamento corretamente e o motivo de tomar nos horários certos, no tempo certo, a medicação certa para cada um deles. Através disso, teremos o sucesso terapêutico.

Trabalhar com a população indígena é, para mim, um desafio constante. Conhecer a cultura, identificar hábitos e costumes e dentro disso conseguir inserir meu conhecimento técnico, exige não somente habilidade como criatividade e coragem. O vínculo com essas etnias é o principal fator para o sucesso. E como profissionais de saúde pública devemos nos transformar e adentrar em sua cultura, a fim de conseguir realizar nosso trabalho com sucesso, para garantir a saúde destas comunidades.

Avanildo Neto
Farmacêutico em Jaboatão dos Guararapes – PE

Avanildo é farmacêutico na região metropolitana de Recife (PE) e auxilia pacientes analfabetos a fazer o uso correto da medicação utilizando figuras e imagens. Apaixonado pela profissão, está finalizando o curso de farmácia e estuda farmácia clínica com ênfase em prescrição farmacêutica. Confira seu relato:

farmacia 3Ser farmacêutico vai muito além de uma simples medicação e uma prescrição médica atendida. A importância da profissão está relacionada com o bem-estar de todos os pacientes de modo amplo e magnifico. A atenção farmacêutica é um conjunto de ações, promovidas por um farmacêutico, em colaboração com os demais profissionais de saúde, que visam promover o uso racional dos medicamentos e a manutenção da efetividade e segurança do tratamento.

O farmacêutico é um segundo médico, mantendo a população consciente do uso das medicações de forma racional e contínua para um bom resultado nos tratamentos.

Uma história que eu gostaria de partilhar seria de um paciente analfabeto que nunca conseguia êxito em seu tratamento devido a não saber os horários e nem as medicações corretas para tomar. Após a atenção farmacêutica básica que fiz com ele, o mesmo conseguiu um êxito muito grande em seu tratamento e inclusive foi liberado (pelo profissional de saúde) de tomar as medicações. Em caso de pacientes analfabetos, utilizamos algumas dicas importantes para que o mesmo não se atrapalhe ou interrompa o uso correto da medicação. Usar figuras e imagens é algo que auxilia bastante nessas horas. Digo que o farmacêutico é um ser de fronteira: está entre a ciência e a magia. Sua importância é inigualável e é merecedor de respeito e conhecimento.

Felipe Vidal
Farmacêutico em Sorocaba – SP

Felipe faz parte de uma família de farmacêuticos e trabalha diretamente na profissão há 10 anos, na cidade de Sorocaba (SP). Ele conta que a proximidade dos pacientes tem uma influência extremamente positiva e pode até salvar vidas. Confira seu relato:

50554453 362123591267747 1240333598138040320 nEu faço parte da terceira geração de farmacêuticos na minha família. Tanto é que meus pais se conheceram trabalhando em uma farmácia. Como tal eu cresci (literalmente) dentro de uma farmácia. Enquanto profissional, já identifiquei diversas situações em que o contato próximo que temos com o paciente foi benéfico para o cidadão. O fato de termos contato prolongado com as pessoas de uma certa comunidade, proporciona conhecermos com detalhes a sua vida, muitas vezes formamos um “prontuário mental” de cada uma das pessoas que atendemos com frequência.

Muitas pessoas fazem uso de medicamentos cronicamente, porém, quando possuem um problema agudo vão ao pronto atendimento e de lá podem sair com alguma prescrição que pode interagir com os medicamentos utilizados de forma continua, por exemplo: uma cliente minha faz uso de lítio para tratamento psiquiátrico, certa vez ela sofreu uma torção e chegou à farmácia com uma prescrição de anti-inflamatórios e um diurético que poderiam trazer malefícios a ela, após uma conversa com o médico optamos por um tratamento tópico. Diversas vezes pessoas vieram a mim se queixando que após tratamento com antialérgicos as coceiras no corpo não cessavam e, após rápida intervenção, pude constatar a possibilidade de sífilis. Sem dizer abertamente a pessoa, me atento apenas a convence-la da urgência em procurar um atendimento médico, pois aquilo poderia ser algo mais grave, provavelmente evitando a disseminação da doença.

Uma outra situação, é que uma vez uma senhora veio até mim com desconforto abdominal, e gostaria de levar um medicamento para digestão; suspeitei de um quadro mais sério (já que eu conhecia ela e os problemas de saúde que ela tinha em virtude de atende-la há anos) e sabia que havia o risco de infarto. Conversei com o filho dela e o convenci a leva-la ao pronto socorro, onde foi confirmado a eminência de um infarto. Além disso, hoje mesmo atendi uma pessoa que estava prestes a utilizar dois medicamentos que interagem entre si e provocam reações adversas maléficas, após uma conversa, expliquei que não era o ideal associar aquelas duas substancias, sob o risco de desenvolver problemas mais graves.

Outra coisa comum é o fato de adolescentes chegaram na farmácia a procura de tratamentos contraceptivos sem a adequada avaliação médica, aqui nós informamos a importância e os riscos de se automedicar. Além disso, muitas pessoas utilizam diversos medicamentos ao dia, aqui nós ensinamos a elas o motivo pela qual se deve tomar um comprimido antes ou depois de jantar, esse detalhe pode ser a diferença entre a eficácia ou a ineficácia de uma terapia. Na farmácia nós educamos a população sobre a diferença entre a UPA e a UBS, quando se deve utilizar cada um, encaminhamos os pacientes que necessitam de atendimento urgente ou quando nos deparamos com problemas autolimitados temos a autonomia e capacidade para instituir terapias de forma a desafogar o sistema público.

 

Saiba mais sobre a oferta de medicamentos no Sistema Único de Saúde: Assistência Farmacêutica

 

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