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Promoção da Saúde
  • publicado
  • Publicado: Quarta, 20 de Fevereiro de 2019, 12h09
  • Última atualização: 27/08/19 14h34

Vacina contra sarampo é segura e salva vidas

 Disponível em mais de 36 mil salas de vacinação do SUS durante todo ano, a vacina contra sarampo é a melhor e mais segura forma de prevenção.

vacina sarampo GettyImagesSarampo é um vírus altamente contagioso e a infecção causada por ele pode ter sérias consequências para a saúde, sobretudo das crianças, podendo levar à morte.

Por outro lado, a vacina contra o sarampo é altamente eficaz e tem salvado muitas vidas, ao longo dos anos. As diferentes estratégias de vacinação realizadas no Brasil e demais países das Américas foram determinantes para a eliminação dessa doença na região e, em 2016, a América recebeu o certificado de eliminação do vírus do seu território.

Contudo, algumas as pessoas relaxam no cuidado e não levam as crianças a um posto de vacinação para serem vacinadas e ficarem devidamente protegidas dessa doença. Como resultado, podem adoecer e até morrer pela doença, o que seria evitado pela vacinação.

No Brasil, há surtos no Amazonas, no Pará e em Roraima e casos isolados em outros 8 estados. Nos Estados Unidos, 10 estados já reportaram casos em 2019. A Organização Mundial da Saúde divulgou que a Europa registrou, em 2018, o maior número de casos de sarampo na década: 82.596.

Importância da vacinação

“É muito triste ver pessoas adoecerem por uma doença prevenível por uma vacina disponível no SUS”, lamenta a infectologista Karen Morejon, membro do Comitê de imunizações da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI). Para ela, a geração mais nova de pais não viu ou não vivenciou os casos de sarampo porque foi vacinada quando criança. “Eles não sabem da gravidade da doença”, alerta a infectologista.

Os sintomas do sarampo são tosse, coriza, olhos inflamados, dor de garganta, febre e irritação na pele com manchas vermelhas. Mas o vírus também pode causar pneumonia, dano cerebral permanente, surdez, parto prematuro, bebês com baixo peso ao nascer e morte.

“Alguns pacientes evoluem mal tanto pela infecção viral quanto por uma infecção bacteriana, que aproveita a imunidade baixa naquele momento. Como consequência, a pessoa pode ter pneumonia, sinusite, otite, encefalite, que é um comprometimento cerebral que causa sequelas neurológicas, e surdez”, esclarece Morejon.

A infectologista alerta, ainda, que ao não levar uma criança para se vacinar, os responsáveis estão tirando a chance dela de ser protegida. “Protejam o bem que mais amam. O bem que o pai e a mãe mais ama é o filho. Vacinar uma criança é um ato de amor”, orienta Morejon, que ressalta que há vacinas para todas as idades no SUS.

Esquema vacinal

O SUS oferece duas vacinas que protegem contra o sarampo: a dupla viral - protege do vírus do sarampo e da rubéola. Pode ser utilizada para o bloqueio vacinal em situação de surto; tríplice viral - protege do vírus do sarampo, caxumba e rubéola; tetra viral - protege do vírus do sarampo, caxumba, rubéola e varicela (catapora). De acordo como Calendário Nacional de Vacinação, a vacinação contra o sarampo está indicada da seguinte forma:

Dose zero: crianças de 6 meses a menores de 1 ano devem ser vacinadas (dose extra).
Primeira dose: crianças que completarem 12 meses (1 ano).
Segunda dose: aos 15 meses de idade, última dose por toda a vida.

Tomou apenas uma dose até os 29 anos de idade:

  • Se você tem entre 1 e 29 anos e recebeu apenas uma dose, recomenda-se completar o esquema vacinal com a segunda dose da vacina;
  • Quem comprova as duas doses da vacina do sarampo, não precisa se vacinar novamente.

Não tomou nenhuma dose, perdeu o cartão ou não se lembra?

  • De 1 a 29 anos - São necessárias duas doses;
  • De 30 a 49 anos - Apenas uma dose.

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Confira o Calendário Nacional de Vacinação

Vídeo SBIM

Transmissão do sarampo

O vírus do sarampo é de fácil transmissão por secreções das vias respiratórias. Por exemplo, se alguém tossir em um ambiente pode contaminar uma pessoa não vacinada em até duas horas depois naquele mesmo lugar.

A transmissão pode ocorrer de quatro a seis dias antes do aparecimento do manchas e até quatro dias após o aparecimento do exantema. O período de maior transmissibilidade ocorre dois dias antes e dois dias após o início do exantema.

No mundo globalizado, em 24 horas uma pessoa viaja de um lado ao outro do mundo. Se estiver com sarampo, o vírus junto. Por isso, manter a vacinação em dia – a de sarampo e todas as outra indicadas para a sua idade – é fundamental.

Carlos Américo, para o Blog da Saúde

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