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Promoção da Saúde
  • publicado
  • Publicado: Quinta, 14 de Novembro de 2019, 08h00
  • Última atualização: 12/11/19 18h23

Dia Mundial do Diabetes

diabetesCerca de 250 milhões de pessoas no mundo têm diabetes. Os números assustam e ajudam a avaliar o tamanho do desafio para combater essa doença. E para reforçar a conscientização a respeito desse mal, principalmente em relação a sua prevenção e as dificuldades enfrentadas pelos pacientes, foi instituída pela Federação Internacional de Diabetes (IDF) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), no dia 14 de novembro, o Dia Mundial do Diabetes.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, no Brasil existem, atualmente, mais de 13 milhões de pessoas vivendo com diabetes e esse número tende a aumentar. No Brasil, as Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), como diabetes, são responsáveis por mais de setenta por cento das mortes, sendo que o excesso de peso é o maior fator de risco para o aumento da doença. “No Brasil, em 2008, 70,6% dos casos de diabetes em mulheres e 60,3% dos casos de diabetes em homens são atribuídos ao excesso de peso”, destacou a Coordenação Geral de Prevenção de Doenças Crônicas e Controle do Tabagismo do Ministério da Saúde.

Mas você sabe o que diabetes? É uma doença crônica na qual o corpo não produz insulina ou não consegue empregar adequadamente a insulina que produz. Mas o que é insulina? É um hormônio que controla a quantidade de glicose no sangue. O corpo precisa desse hormônio para utilizar a glicose, que obtemos por meio dos alimentos, como fonte de energia. Quando a pessoa tem diabetes, no entanto, o organismo não fabrica insulina e não consegue utilizar a glicose adequadamente. O nível de glicose no sangue fica alto - a famosa hiperglicemia. Se esse quadro permanecer por longos períodos, poderá haver danos em órgãos, vasos sanguíneos e nervos.

A nutricionista Sabrina Scotton tem diabetes tipo 2 desde os 11 anos, ela conta que sua profissão ajudou a entender sobre o assunto e isso a ajudou com as medidas de prevenção, mas alertou que é preciso entender sobre a doença para conviver bem com ela. “A minha alimentação é regrada e conhecer meu corpo foi fundamental para conviver com a doença”, relatou.

O acompanhamento e a orientação especializada são essenciais para que o paciente se sinta seguro e para o tratamento desse tipo de doença crônica, principalmente para se sentir apoiado e acolhido para lidar com as diferenças do diabetes.

Principais tipos de diabetes

Diabetes tipo 1 - onde o sistema imunológico do corpo ataca e destrói as células que produzem insulina

Diabetes tipo 2 - em que o corpo não produz insulina suficiente ou as células do corpo não reagem à insulina

O diabetes tipo 2 é muito mais comum que o tipo 1.

Diabetes Gestacional

Durante a gravidez, para permitir o desenvolvimento do bebê, a mulher passa por mudanças em seu equilíbrio hormonal. A placenta, por exemplo, é uma fonte importante de hormônios que reduzem a ação da insulina, responsável pela captação e utilização da glicose pelo corpo. O pâncreas, consequentemente, aumenta a produção de insulina para compensar este quadro.

“As minhas doses de insulina aumentaram durante a gestação, mas somente na gravidez. Já no período da amamentação voltou à dosagem normal. Mas eu sabia que isso não seria um problema durante o aleitamento, que não passaria para minha filha”, contou a nutricionista.

Em algumas mulheres, entretanto, este processo não ocorre e elas desenvolvem um quadro de diabetes gestacional, caracterizado pelo aumento do nível de glicose no sangue. Quando o bebê é exposto a grandes quantidades de glicose ainda no ambiente intrauterino, há maior risco de crescimento excessivo (macrossomia fetal) e, consequentemente, partos traumáticos, hipoglicemia neonatal e até de obesidade e diabetes na vida adulta.

Outros tipos

São decorrentes de defeitos genéticos associados com outras doenças ou com o uso de medicamentos. Podem ser: defeitos genéticos da função da célula beta; defeitos genéticos na ação da insulina; doenças do pâncreas exócrino (pancreatite, neoplasia, hemocromatose, fibrose cística, etc.); induzidos por drogas ou produtos químicos (diuréticos, corticóides, betabloqueadores, contraceptivos, etc.).

Principais sintomas tipo 1: vontade de urinar diversas vezes; fome freqüente; sede constante; perda de peso; fraqueza; fadiga; nervosismo; mudanças de humor; náusea; vômito.

Principais sintomas tipo 2: infecções freqüentes; alteração visual (visão embaçada); dificuldade na cicatrização de feridas; formigamento nos pés; furúnculos.

Pré-diabetes

Pessoas que tem níveis de açúcar no sangue acima da faixa normal, mas não alto o suficiente para ser diagnosticado como tendo diabetes. É conhecido como pré-diabetes. Se o seu nível de açúcar no sangue estiver acima da faixa normal, o risco de desenvolver diabetes completo é maior. É muito importante que o diabetes seja diagnosticado o mais cedo possível, porque ele ficará pior se não for tratado.

Tratamento no SUS

É importante lembrar que o SUS oferece tratamento completo gratuitamente para a população. Como prevenção, um simples exame de sangue pode revelar se você tem diabetes. Com uma gotinha de sangue e três minutos de espera, já é possível saber se há alguma alteração na taxa de glicemia. Caso a alteração seja considerável, será necessária a realização de outros exames, mais aprofundados. Para realizar o teste, basta procurar uma unidade básica de saúde.

Alimentação

Conforme o Guia Alimentar para a população brasileira, a alimentação de toda a população, com ou sem diabetes, deve ser baseada em alimentos in natura (frutas, verduras, legumes e carnes) e produtos minimamente processados (arroz, feijão), limitando o consumo de alimentos processados (geleia, atum enlatado, queijo) e evitando alimentos ultraprocessados (sorvetes, barra de cereal, macarrão instantâneo).

Todas as pessoas, inclusive aquelas com diabetes, devem procurar fazer suas refeições em horários semelhantes todos os dias. Recomenda-se realizar 5 a 6 refeições diárias, evitando “beliscar” alimentos entre as refeições e permanecer longos períodos sem se alimentar. Além disso, orienta-se comer devagar e sempre que possível, em companhia, com familiares, amigos ou colegas de trabalho ou escola.

A pessoa com diabetes deve consumir diariamente verduras (alface, almeirão, couve etc.), legumes (cenoura, pepino, tomate, abobrinha etc.) e frutas, preferencialmente crus, por possuírem maiores quantidades de fibras.  As frutas devem ser consumidas em quantidades adequadas e distribuídas corretamente ao longo do dia. Nenhuma fruta é proibida para quem tem diabetes.

Luíza Tiné, para Blog da Saúde 

A ostomia, ou estomia de eliminação, é um procedimento cirúrgico realizado quando é preciso construir um novo trajeto para eliminar a urina e as fezes A estomia (ou ostomia) é um procedimento cirúrgico que consiste na exteriorização de parte do sistema respiratório, digestório e urinário, criando uma abertura artificial (orifício) entre órgãos internos e o meio externo. Normalmente, é realizado depois de condições traumáticas ou patológicas (como por exemplo: perfurações acidentais no abdômen, doenças no intestino, no reto e na bexiga), que podem gerar necessidade de uma ostomia para a manutenção da vida. A terminologia da estomia se dá de acordo com o segmento corporal exteriorizado. Assim, tem-se as estomias de respiração (traqueostomia), as estomias de alimentação (gastrostomia e jejunostomia) e as estomias de eliminação (urostomias, ileostomias e colostomias)
Após a cirurgia de ostomia, a pessoa precisa se adaptar às mudanças nos padrões de eliminação, bem como dos hábitos alimentares e de higiene. Além de se adaptar com o dispositivo e aceitar as mudanças no corpo. 
Selecionais 10 perguntas mais frequentes sobre o assunto. Veja:
Por que fazer a estomia? 
A cirurgia é feita para auxiliar a pessoa que tem um câncer, ou sofreu acidente, ou nasceu com problema, ou tem alguma doença (doenças inflamatórias intestinais e doença de Chagas). O estoma resultante da cirurgia pode ser temporário ou permanente.
O que é a bolsa coletora?
A bolsa é um saco coletor que recebe as fezes ou a urina. Funciona como uma extensão do seu corpo, por isso, é importante realizar o autocuidado para manter sua qualidade de vida. A bolsa coletora é formada por um saco para coletar as fezes ou a urina, acoplado a uma placa adesiva para fixá-la ao abdome e proteger a pele do contato com o material eliminado pelo estoma.
Existem vários tipos de bolsas e sua indicação depende do tipo de estoma, tipo de material eliminado, idade, estilo de vida, presença de alterações no estoma ou pele ao redor e diversos outros fatores que serão avaliados pela equipe de saúde e pela pessoa estomizada.
Para receber as bolsas coletoras, que são disponibilizadas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a pessoa estomizada deve agendar consulta no serviço de referência na sua região e, neste dia, levar o relatório do médico que a operou ou sumário de alta.
Quando e como esvaziar?
O primeiro passo é sempre esvaziá-la quando as fezes ou a urina alcançar 1/3 da capacidade da bolsa, ou seja, menos da metade.
Quando e como trocar?
O equipamento deve sempre ser trocado quando a placa ficar na cor mais clara. Isso normalmente pode acontecer até o 3ºdia de uso. Não é recomendado ficar mais de 5 dias com o mesmo equipamento, pois há risco de provocar dermatite (lesão) na pele.
Para trocar o equipamento, deve-se retirá-lo delicadamente, e sempre pressionar a barriga com a mão enquanto usa-se a outra para descolá-la. Lembre-se de sempre jogar o equipamento no lixo.
Depois de retirado, recomenda-se tomar banho para lavar a ostomia e retirar o resto de cola com água e sabonete. Caso não seja possível, é importante higienizar com água e sabão suave. Após o banho ou higienização, deve-se secar o abdome com leves toques antes de colocar um novo equipamento coletor. Para secar utilize de tecido macio.
 
Recorte o equipamento do tamanho exato da ostomia, não deixando sobrar nenhum espaço. Assim, as fezes ou a urina que saem da ostomia caem dentro do equipamento coletor sem entrar em contato com a pele, prevenindo dermatites.
Depois de recortado, retire o papel que cobre a placa do equipamento e cole de baixo para cima. Pressione com as pontas dos dedos o equipamento para ter certeza que colou bem na pele. Retire o ar da bolsa e feche com o prendedor (clamp ou velcro) ou feche a saída que parece uma torneirinha do equipamento de urostomia.
Nas primeiras trocas é comum utilizar o mensurador (régua circular), pois a ostomia pode estar inchada (edemaciada).  Com o passar das semanas, a ostomia para de regredir, permanecendo o mesmo tamanho e com isso não há necessidade de medi-lo sempre.
Em caso de equipamento de duas peças, coloque a placa sobre a ostomia e encaixe a bolsa na placa. No caso de indicação de cinto, encaixe-o na bolsa ou na placa, a depender do modelo, depois de finalizar a troca.
Esportes e lazer
De modo geral, após a recuperação da cirurgia, o paciente pode voltar a praticar exercícios que praticava antes, como pedalar, caminhar, nadar ou qualquer outro que goste.
Caso sinta-se mais seguro, use o cinto especial para seu conforto. Você deverá evitar apenas alguns esportes de grupo em que possa ocorrer trauma corporal com outra pessoa (exemplo: futebol, basquete, entre outros).
Nada impede que você viaje de avião ou qualquer outro meio de transporte. Da mesma forma poderá frequentar teatros, cinemas e shows. Você pode dirigir normalmente sendo necessário o cuidado com o atrito entre o cinto de segurança e a bolsa coletora para não ferir o estoma.
Alimentação
A alimentação do estomizado deve ser normal e saudável, evitando alimentos que podem causar complicações, como diarreia, gases e constipação.
A dieta deve ser equilibrada e dividida em seis refeições ao dia, respeitando os horários para contribuir com a regularidade do funcionamento do intestino. É muito importante se alimentar de 3 em 3 horas, sempre mastigando bem os alimentos para facilitar a digestão e evitar a obstrução da estomia. Ao introduzir algum alimento diferente na dieta, experimente pequena quantidade e apenas um alimento novo de cada vez para ver a reação do organismo.
É essencial beber de 2,0 a 2,5 litros de água por dia e ingerir sempre uma quantidade adequada de fibras para o bom funcionamento do intestino.
Certos alimentos podem provocar alterações na função intestinal, por exemplo:
Diarreia: Mamão, laranja, ameixa seca, verduras, leite, cerveja ou bebidas alcoólicas.
Constipação: Batata, banana, amido de milho, mandioca, inhame e cará.
Cheiro intenso às fezes/gases: Peixes, ovos, cebola, couve, alho e batata doce.
Gases: Repolho, brócolis, batata-doce, feijão, refrigerantes, frituras e doces.
Sexualidade
As relações sexuais são normais, já que não há perda da capacidade sexual. O ideal é a conversa com seu parceiro, explicando a ele que a estomia não atrapalha a vida sexual. Se necessário, vá junto com seu parceiro ao seu médico, pois ele esclarecerá melhor sobre a vida sexual depois da cirurgia de estomia.
Antes da relação sexual esvazie a bolsa, verifique se ela está bem colocada, e se o clamp está bem fechado para evitar a saída do conteúdo durante a relação. Caso se sinta incomodado com a exposição da bolsa coletora existem disfarces, como pequenas bolsas ou tampões para o uso durante momentos íntimos.
Gravidez
Algumas mulheres estomizadas podem engravidar normalmente, outras não. Isso depende da doença que provocou a cirurgia e quais órgãos foram afetados. Somente o médico poderá dizer quais são as chances e os riscos.
Mulheres estomizadas, como qualquer outra gestante, deverão ter um acompanhamento nutricional para suas particularidades, e comparecer regularmente às consultas de pré-natal. Devem ter em conta também que o crescimento do feto provoca distensão abdominal podendo afetar o estoma.
O que são Serviços de Atenção às Pessoas Ostomizadas no SUS?
São unidades de saúde especializadas para assistência às pessoas com estoma. Esses serviços devem desenvolver ações de reabilitação que incluem as orientações para o autocuidado, a prevenção, o tratamento de complicações no estoma, a capacitação de profissionais e o fornecimento de equipamentos coletores e de proteção e segurança (bolsas coletoras, barreiras protetoras de pele sintética, coletor urinário).
Devem ter equipe multiprofissional, equipamentos e instalações físicas adequadas, integrados à estrutura física de policlínicas, ambulatórios de hospital geral e especializado, unidades ambulatoriais de especialidades, Unidades de Reabilitação Física, Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia – UNACON e Centro de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia – CACON.
Estomia como deficiência física
Segundo o decreto presidencial nº 5.296/2004, as pessoas estomizadas estão reconhecidas como pessoas com deficiência. Dessa forma, possuem direito ao passe livre em transporte coletivo, atendimento prioritário, reserva de vagas em concursos públicos e empresas privadas. Usufrua seus direitos.
 
Blog da Saúde com informações da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG)
 
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