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Promoção da Saúde
  • publicado
  • Publicado: Quinta, 06 de Fevereiro de 2020, 16h06
  • Última atualização: 06/02/20 17h50

Adolescência primeiro, gravidez depois

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A adolescência é uma fase bem delicada, é um período dedicado ao aprofundamento dos projetos de vida, personalidade, interesses, uma fase em que os hormônios começam a borbulhar. Portanto todo cuidado, precaução e aconselhamento são bem-vindos para evitar uma indesejável gravidez na adolescência.

O Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Mulher, Família e dos Direitos Humanos, lançou a campanha de prevenção à gravidez na adolescência. O objetivo é proporcionar junto aos adolescentes, suas famílias e profissionais de saúde, a reflexão sobre as consequências de uma gravidez não intencional e promover o diálogo sobre o assunto.

“A adolescência é um período rico, de intenso desenvolvimento. São muitas mudanças, oportunidades e desafios que acontecem nessa fase da vida. Queremos oportunizar a todos adolescentes o acesso às informações, para que possam tomar as melhores decisões e viver de forma mais saudáveis e satisfatórias”, explicou Priscila Carvalho, coordenadora de saúde de adolescentes e jovens, do Departamento de Ações Programáticas Estratégicas, da Secretaria de Atenção Primária à Saúde, do Ministério da Saúde.

Para a coordenadora, “quando se tornam mães e pais no meio do crescimento e desenvolvimento, as inseguranças vividas nessa fase ganham uma dimensão maior, com o desafio de lidar com outra pessoa que depende de você.”, destacou a coordenadora.

Foi o que aconteceu com a técnica de enfermagem Danyelle Melo, que engravidou aos 16 anos: “É um turbilhão de emoções, é aquele medo do que vai vir, você não sabe como vai ser a experiência, é uma perspectiva de futuro quebrada, você não sabe como vai ser seu futuro, se vai conseguir realizar seus sonhos se você vai conseguir sustentar aquela criança, sua cabeça dá um nó”, relatou Danyelle.

Um dos obstáculos da gravidez na adolescência também é o desenvolvimento do corpo e a capacidade de suportar uma gestação. “O corpo físico dela muda, as emoções mudam. Além disso, tem os riscos da vulnerabilidade para o desenvolvimento físico da mãe e do bebê. Quando falamos de adolescência, falamos de um período entre os 12 até 19 anos, e dentro dessa faixa de idade, as pessoas têm diversos níveis de desenvolvimento físico, crescimento da estrutura óssea e modificação hormonal”, contou a coordenadora.

Família

O envolvimento e compromisso dos pais é essencial para essa fase, bem como o acompanhamento dos adolescentes na Atenção Primária à Saúde. Uma conversa aberta, sem medos e tabus, é a melhor forma para desenvolver conhecimentos e atitudes saudáveis. “Quando se tornam pais, esses adolescentes acabam por pegar um ‘atalho’ para a vida adulta, adiantando responsabilidades e compromissos que poderiam ser vividos num momento mais oportuno”, afirmou.

Para Priscila, as mudanças ocasionadas com a chegada da criança não afetam apenas a vida dos pais adolescentes, mas a de toda a família. “Avôs, tios, irmãos e pessoas que convivem no ambiente familiar passam a ter a rotina alterada e a se comprometer com os cuidados desse filho, seja no ponto de vista afetivo ou financeiro”, destacou a coordenadora.

Mesmo contando com o apoio da família, Daniely ainda viveu as incertezas do futuro. “Os meus pais viveram isso comigo, eles me ajudaram muito e me ajudam até hoje com a criação dos meus filhos. Eu fiquei sem rumo também, eu não sabia como seria o meu futuro, o que eu queria da minha vida e eles me ajudaram muito”, relatou a técnica.

A situação no Brasil

No Brasil, cerca de 930 adolescentes e jovens dão à luz todos os dias, totalizando mais de 434,5 mil mães adolescentes por ano. Este número já foi maior e agora está em queda. Ainda assim, o Brasil registra a maior taxa entre os países da América Latina e Caribe, chegando a 68,4 nascidos vivos para cada mil adolescentes e jovens.

“Não há nenhuma política que seja única. E essa comportamental é muito importante e nunca foi feita. Estamos com o olhar para os números e suas consequências”, destacou o Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

De Luíza Tiné, para Blog da Saúde

 

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